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Pesquisa do Vox desnorteia adversários de Wagner

Neste sábado a Rede Bandeirantes divulga novas pesquisas nacional e estadual feitas pelo Vox Populi. Durante a semana o levantamento da Vox esteve na pauta de políticos e da imprensa. Até números foram divulgados. Os exercícios de adivinhação sugeriram de tudo. Ilusão e inutilidade. Como se o Vox fizesse tabulação por etapa e saísse antecipando o resultados parciais por aí.

Dos três candidatos principais só Geddel Vieira Lima, do PMDB, mencionou a pesquisa.  Porém, o silêncio de Paulo Souto, que tem andado ausente do twitter e está com o blog atrasado, foi substituído por manifestações de perfis do twitter que são atribuídos a assessores ou seguidores seus, como @ronmontealto e @pazeamorbahia (antigo andferraro). O primeiro lançou um factóide, chutando 35% para Jaques Wagner e 33% para Paulo Souto, mantendo Geddel nos famosos 11%.

Numa aparente orquestração, @ronmontealto lança o factóide e @pazeamorbahia o repercute, empestando-lhe um “tom da credibilidade”. Mais tarde @pazeamorbahia ou André Ferraro, desiste da tática do amigo e atribui ao governador Jaques Wagner pelo menos 40%. Diz ele, no seu twitter: “Independente do questionamento de pesquisas, com ou sem margem de erro manobráveis, o fato é que Wagner não desempaca dos 40”.

Ataque à credibilidade da Band

“Ronmontealto” chega ao absurdo de divulgar diálogos inexistentes entre candidatos, a direção da Rede Bandeirantes de Televisão e o marqueteiro João Santana. Segundo o fake, a tentativa era refazer números desfavoráveis. Disse o soutista que soube das “articulações” por meio de uma amiga que trabalha na afiliada da Band na Bahia. Seria risível, se não fosse burrice e irresponsabilidade.

Envolve o trabalho de empresas sérias como o instituto Vox Populi e a Rede Bandeirantes, com o objetivo sujo – embora inútil – de desqualificar antecipadamente a pesquisa que desfavorece o seu candidato. A estratégia chinfrim dos soutistas arrasta ao ralo até o propalado acordo de cavalheiros fechado entre os marqueteiros das duas campanhas, sob a batuta do publicitário Mauricio Carvalho, de Geddel.

De minha parte, acho que Paulo Souto pode até gravar comerciais dizendo só agora, três anos e meio depois de deixar o governo, percebe  que a Bahia está precisando de apoio, isso porque aprender a ver com os olhos do coração, mas não creio que candidato do DEM peça a esses assessores para cometer tal asneira. Se o faz, passa recibo, admite saber o quanto está mal na preferência popular.

Geddel quer 20%

Outro que passou recibo foi o pré-candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima. Respondendo a um seu seguidor no twitter, Geddel afirmou – como se confessasse sua resignação por patinar em 10%, 11% – que tem uma meta modesta de 20%. (O tweet de Geddel postado na quinta, 13, início da tarde): @juvalsza Nossa meta,é chegar no horario eleitoral,ai próximo dos 20%.Antes disso ñ creio em grandes mudanças – about 23 hours ago via web). Bem que ele diz que é humilde.

Ao fim e ao cabo, como tudo não passa de especulação – a pesquisa só será divulgada amanhã – os soutistas e Geddel admitem a única verdade neste cenário de muitas versões: o governador Jaques Wagner está na frente dos dois.  Em previsão feita pelo site Pimenta na Muqueca, o percentual de intenções de voto no governador é maior que os dos dois somados – o de Paulo Souto, segundo em todas as pesquisas, e o de Geddel, o último.

(Este artigo foi publicado incialmente em notasdabahia.com)

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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