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Pesquisa do Ibope no Pará traz lições importantes para o PT. Tem que ler direito

O Ibope ouviu somente 812 eleitores no Pará. Os números podem estar perto do real, mas tem muita margem para não serem os reais. Erro de 3 p.p. é pouco, para mim é apenas uma referencia técnica usada pelo instituto, que sabe ser o Pará – por seus aspectos geográficos – um estado onde as eleições tornam-se atípicas. Na sua leitura da pesquisa do Ibope, eleitor paraense, aumente um pouco mais a margem de erro.

O Pará é gigante e as distâncias entre os municípios pesquisados – fora da região metropolitana – autorizam a entender que a influência de uma região sobre a outra não é grande. É maior ainda entre os municípios pesquisados e os que foram deixados de lado na amostragem.

O resultado do Ibope apresentado tem mais a ver, com certeza, com Belém e região Metropolitana. Ali, talvez, Ana Júlia deva aumentar – e melhorar – seus esforços de campanha. Em Marabá e Santarém e outros dois ou três municípios com eleitorado maior é preciso colocar os partidários para trabalhar mais.

É fundamental, prioritário, baixar a rejeição da candidata – e não do governo. Tudo o que se pensar na propaganda eleitoral deve visar a isso. E isso era para ser a lição básica por lá. A comparação governo por governo pode não ser suficiente para convencer o eleitor que ainda esteja reticente a votar na candidata do PT. Acho que a Link vai achar uma mensagem adequada para isso ainda esta semana. Ou pode ser tarde.

Se houver 2º turno (contra Jatene) Ana Júlia pode ser eleita – eu acredito que será -, mas se o Ibope estiver certo, ou bem perto de certo, vai ser muito complicado, uma dura batalha, a ser decidida pelas inclinações de Jader e de Almir, juntos ou separados. O pessoal que auxilia a governadora em busca da reeleição sabe que forma é bom na propaganda eleitoral, mas conteúdo e emoção sincera, dela, principalmente, são fundamentais. O pós-Ibope dá um contorno dramático à eleição no Pará, para o PT.

Leia sobre a pesquisa Ibope no Pará aqui.

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

9 comentários em “Pesquisa do Ibope no Pará traz lições importantes para o PT. Tem que ler direito

  1. Olá Giorlando.
    Vc acha que em um segundo turno a Ana Júlia terá dificuldades, mesmo com o apoio da presidente Dilma do PT, mesmo partido da governadora, eleita em primeiro turno e do presidente Lula e que Jader Barbalho enfrentará Lula e Dilma?
    Concordo que é o momento de fazer as leituras.. mas nos os simples mortais.. rsss, a equipe de marketing ja deve ter a leitura a muito tempo.. não achas?
    Abs

    • Lucivaldo, meu amigo, saudade. Obrigado por vir ao meu blog. Eu acho que Ana Júlia enfrentará uma disputa muito mais difícil do que foi em 2006, mas veja lá no texto que eu digo que acredito que ela vencerá. Uma coisa que não podemos perder de vista é o cruzamento das diversas pesquisas que mostra que o eleitor de Jader inclina-se a votar, em sua maioria, desta vez, em Jatene. Isso o PT sabe. Portanto, considerando desempenho pífio de Juvenil, Ana Júlia precisa virar esse 1º turno com mais de 35% (tirando pontos de Jatene), sob pena de ter que malhar muito. Eu creio que Jader ficará com ela, porque ele é fisiológico e o PMDB vai estar amarrado ao governo com nó górdio e atado por fitas adesivas super-colantes. Entretanto, Jader influencia, mas o eleitor pode ou não seguir a sugestão dele, por isso, repito: tem que baixar a rejeição da governadora e crescer sobre os pontos de Jatene. Tirar uns 4 a 5 pp dele, logo. É isso, mas são apenas pitacos.

  2. 1 – Baixar uma rejeição de 50% acumulados em 4 anos em um mês eu classifico como missão impossivel.
    2 – Na ipotetiica situação de um segundo turno, Pra onde o PMDB ir, concerteza so vai completa a legenda, seus quadros seram divididos e digo ainda mais, com a insastisfação que reina lá, a maioria irá buscar alento no ninho tucano.
    3 – todos os outros institutos de pesquisa já aponto a impossibilidade da reeleição da governadora.
    4 – Dilma terá sim um peso, mais isso serve muito mais para as bandas do sul do que aqui no Pará onde o PT em sí, enfrenta forte resistencia do Povo.

    • Carla, obrigado pela visita e pelo comentário, mas permita-me fazer algumas ponderações sobre cada item do seu comentário (ressalvando que trata-se apenas de minha opinião pessoal, uma análise à distância):
      1 – Considerando a pesquisa do Ibope, a rejeição não é de 50%, mas de 41%. Baixar rejeição não é acabar com a rejeição, é diminuir, trazendo-a para a casa dos 35%. Isso ainda dá.; 2 – Veja minha resposta a Lucivaldo, no comentário anterior. Acho que o eleitor de Jader/PMDB tem uma tendência a votar em Jatene, mas acho muito difícil, Dilma sendo eleita, Jader ficar contra Ana Júlia. Como você disse, a maioria do PMDB (leia-se lideranças) deve buscar alento no ninho tucano, não todos os eleitores. Assim, depende de como Ana vá para o 2º turno para ter mais ou menos chance. O 2º turno, você sabe, é uma nova eleição.; 3 – Nenhum instituto de pesquisa apontou a impossibilidade da reeleição da governadora, porque em eleição não há o impossível – se é que o há na vida, em si. E 4 – Como você pode dizer que Dilma, ganhando no 1º turno, presidente eleita, não vai influenciar no Pará? Lula influenciou em 2006 e eles continuarão fazendo campanha juntos no 2º turno para garantir o maior número de governadores eleitos, você não acha? Sobre isso cito que no Ibope sobre o qual falamos Dlma tem 52% contra apenas 31% de Serra.

      Obrigado por permitir o debate. Volte sempre.

    • Bom é bom lembrar que os 45% que voltaram em almir sao do psdb que mesmo hoje nao voltam em Ana júlia

  3. Giorlando,

    Me parece que o principal problema da governadora Ana Júlia é a sua provação: todo candidato à reeleição precisa, necessariamente, estar bem avaliado. Do contrário, é peia na certa. Ana Júlia só tem 24% de bom/ótimo. E não é só na pesquisa do Ibope: em outras pesquisas, inclusive as internas do proprio PT, os números vão na mesma direção. É muito pouco para quem pede o voto pela segunda vez. Tem que chegar com esse número a, pelo menos, 40%. E isso em um mês. Do contrário, meus amigos petistas, não tem jeito que dê jeito.
    O marketing da campanha, me desculpe, mas tá errado: perdeu o foco na grande marca dos petistas e se posicionou com ações grandiosas, impossíveis de serem percebidas pela população.
    Quanto a Dilma, não vamos esquecer que a Ana já governa com o Lula e, me parece, para a população também, não adiantou muita coisa: os resulatdos são pífios em seu governo, mesmo com o lula a tira-colo. E se o homem foi um bom presidente, não vai ser a esperança Dilma que vai, agora, salvar a pátria.
    Será que falei muita bobagem?

    a) Edyr Batalha

    • Olá, Edyr. Embora concorde com vários pontos do seu comentário há um, em si, que devo discordar: Ana Júlia não precisa chegar a 40% para ir ao segundo turno. Se tudo ficar com está, considerando que esteja certa a pesquisa do Ibope, ela só precisa crescer alguns pontos percentuais, de 2 a 5pp. Claro que virar para o 2º turno com 40% é ter muito mais chances de vencer a eleição.
      Não é bobagem a sua análise sobre o cenário com Dilma, mas você não pode esquecer que no 2º turno a eleição “zera”. É uma nova eleição, com novos apelos de marketing, nova carga de campanha nas ruas, apenas um contendor, etc. E Dilma estará eleita com cerca de 60% dos votos, enquanto Lula estará com seus 85% de aprovação. Será que não funciona mesmo?
      Vamos ver. Eu acredito na vitória de Ana Júlia. Do ponto de vista do marketing confio no trabalho e experiência da Link, reconhecendo, entretanto, o grande valor de Orly e sua equipe.

  4. A situação da Ana Júlia é bastante crítica.
    Ela e Mercadante são casos perdidos, que nem São Lula resolve.
    A militância ptista perdeu o pique por aqui no Pará.
    Noto isto, infelizmente.

    • Oi, professor, que bom tê-lo comentando aqui. Obrigado. É crítica, mas tem solução. Linguagem, posicionamento, revisão de rumos, etc. Já vimos muita eleição ganha ser perdida e muita eleição perdida ser revertida. Vejamos como ficará nos próximos dias. Como você diz, tem também a ver com o pique da militância. Parada dura, sim, mas bem possível.

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