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O artigo que escrevi, atrevidamente, sobre Elomar, estimulado por uma beleza de texto que Caetano Veloso publicou em A Tarde sobre o maestro conquistense, foi enviado, antes de finalizado, para Rossane Nascimento dar uma lida e não me permitir errar demais. Rossane foi de uma gentileza enorme – aliás, tão típica nela – e me respondeu elogiando o meu artigo, por generosidade, e ofertando-me algumas informações novas sobre o malungo cantador. Alguma coisa eu incorporei ao texto que publiquei há pouco no meu blog (só e eu ela sabemos o que eu colei lá, para ficar perecendo que tudo fui eu. Rs), outra parte eu aproveito a seguir. Com a alegria de quem recebeu um presente e a certeza de que são informações fidedignas e tão ou mais valiosas do que tudo o que eu escrevi antes. Vamos pois, à leitura. (Espero que Elomar não se zangue e se zangar não reclame e se reclamar que não seja da minha amiga Rossane Nascimento). Vai entre aspas, embora eu tenha feito pequena edição para eliminar erros de digitação – e colocar alguns de gramática, claro.

“Só para você saber e se quiser mencionar no seu artigo. Atualmente, Elomar só vai ao Rio do Gavião, em visitação ou para dar manutenção à fazenda, porque acredita que o lugar, que lhe rendeu e lhe motivou a criação de quase todo o seu cancioneiro, foi conspurcado, prostituído pela urbi.  Hoje ele passa mais tempo na Casa dos Carneiros (lugar onde também compôs e escreveu muitas de suas pérolas, hoje ainda uma de suas moradas e sede de eventos da Fundação Casa dos Carneiros), para, como arquiteto, acompanhar as obras da construção do Teatro Domus Operae, projeto dele. O seu mais novo locus tem sido a Fazenda Lagoa dos Patos, lá no ‘sertão profundo’, onde na Casa da Colina, escolheu ficar para compor as antífonas. Local de geografia serena, terras planas, onde se ouve o silêncio em harmonia com o canto dos passarinhos, o mugir dos bois e o ranger dos carros de bois, e onde Elomar afirma ouvir o coro das Nereidas, as 50 ninfas guardiãs do Areópago Grego. A Fazenda Lagos dos Patos é considerada pelo maestro o lugar ideal para escrever os cantos de louvor a Deus, como ‘As Florinhas do Campo’, inspirando-se na biografia do poeta Gibran Kahlil Gibran”.

Além da chance de trabalhar com um artista da dimensão de Elomar e tirar todas as lições que essa oportunidade proporciona, Rossane informa que, “por isso mesmo, como que para dividir esse aprendizado, as pérolas encontradas, estamos desenvolvendo um ensaio biográfico e uma análise da obra e do pensamento elomariano”.

Ela diz que, além do YouTube, mencionado por mim como exemplo de meio de divulgação que serve para ampliar o universo dos que conhecem e apreciam o trabalho de Elomar, a Rossane Produções “faz a emissão de boletins informativos, utilizando-se de uma comunicação que não agride o conceito de arte valorizado por Elomar, ou seja, uma linguagem que respeita e reforça os ideais e o gládio empunhado pelo artista, longe do cunho mercantilista”.

E isso é o que se pode ver.

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

1 comentário em “Vem aí um ensaio biográfico sobre Elomar

  1. Nobre Giorlando Lima, ganhei a noite de hoje ao ler esse pequeno relato sobre o Grande Elomar Figueira, o tenho como entre os Mestres mundiais da Musica e em meio ao Caos da vida moderna tb conheci seu excelente Blog. Loas para voce…

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