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Usuário de helicóptero em seus deslocamentos para o interior do estado e até mesmo do palácio de Ondina à Governadoria, no Centro de Administrativo, e de aviões em suas frequentes viagens internacionais na busca de investimentos para o estado, o governador Jaques Wagner não deve lembrar-se de como é viajar de carro nas estradas, usar o ferry boat ou tentar vencer os engarrafamentos das ruas e avenidas de Salvador (quando ele sai de carro, motos de batedores e velozes carros pretos com sirenes ligadas tornam o que para todos seria um suplício uma tranquilidade para o governador, o que é legal e moral).

À frente de um governo responsável pela recuperação de mais de uma dúzia de estradas importantes na Bahia, todas com um nível de qualidade muito superior às obras anteriores, Wagner, no entanto, não pode ser considerado um campeão quando o assunto é transporte de passageiros. É incrível, por exemplo, a leniência do seu governo em relação ao péssimo serviço e aos abusos da TWA na travessia que milhares de baianos (e turistas) fazem diariamente de Salvador a Itaparica. Agora, espera-se uma tomada de posição quanto à sanha capitalista da concessionária de pedágios na Bahia, que não tem demonstrado a mesma agilidade para oferecer um serviço de qualidade quanto teve para começar a cobrar a passagem em várias das estradas baianas.

Pelo que se vê na imprensa, a Via Bahia não teve pressa e não demorou para aparecerem os buracos, os perigos na estrada, os acordos não cumpridos com moradores de bairros e localidades próximos de seus pedágios. E a explosão se viu nas últimas horas. Consta que até tiros ocorreram em protesto de moradores na BR 324. Por conta do episódio e dos problemas apontados. governador já está sendo cobrado a se manifestar. Não precisaria, se os setores do seu governo que fiscalizam, acompanham obras e processos semelhantes estivessem mais atentos. A fiscalização, a proatividade, funcionam como profilaxia e ajudam a impedir dissabores políticos.

E para falar de um tema muito atual e caro ao governo da Bahia, os dias passam, os meses chegam o ano encurta e nós vamos duvidando que esta cidade de Salvador terá um sistema de transporte nem diria moderno, mas decente, para a Copa de 2014. Não duvidemos da viabilização do corredor aeroporto-Iguatemi e melhorias no acesso à Arena Fonte Nova, mas quem vier para a Copa vai sofrer, tanto ou mais do que nós penamos hoje na Tancredo Neves, no Rio Vermelho, na Joana Angélica, na Vasco da Gama, na Vitória, Garibaldi, Centenário, Sete de Setembro, Otávio Mangabeira, Paulo VI, ACM…

Nesta questão dos transportes na Bahia, em Salvador especialmente, há muito mais coisas a pensar (e fazer) do que uma ponte entre Salvador e Itaparica.

Projeto da ponte Salvador-Itaparica
Engarrafamento na orla de Salvador (Foto: A Tarde)
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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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