Arte

Pessoas que vi de perto, recentemente

E Bebel me deu um espôrro…

Na semana passada “conheci” duas pessoas. Uma que eu já via pela TV e outra que se vi antes não reparei nela. Com as duas construí momentos e tons diferentes de relacionamento.

No terminal do aeroporto de Vitória da Conquista (chama-se Pedro Otacílio de Figueiredo), na semana passada, reencontrei Carlos Moreno, artista dos bons e meu conhecido de longa data. Ele está atuando na produção de shows e espetáculos de teatro na cidade e naquele dia estava acompanhando uma trupe que embarcaria no vôo da Trip. Eram os atores e o pessoal da produção da peça Sade em Sodoma, de  Flávio Braga, que tem como principal estrela a comediante paranaense Guta Stresser. Estavam indo para Arapiraca, Alagoas, com conexão em Salvador.

Moreno me apresentou a Guta que, muito simpática, sorriu. No avião, deixou-se fotografar. Quando a aeronave parou de taxiar no pátio do aeroporto Dois de Julho, eu fui em sua direção e, meio fã meio profissional, perguntei-lhe se havia andado pela cidade e o que achou. Ela começou a responder. Sim, gostara de Conquista. A cidade é grande e organizada, disse. De repente, olhou para mim com a mesma cara e cenho franzido que faz Bebel, da Grande Família, diante das bizarrices de seu marido Agostinho, e zangada disse – por já saber eu tinha um blog onde publicaria suas impressões: “Olha, mas não publique nada sobre mim não, tá? Não escreve nada sobre mim, esquece, ok?”. Virou-se para o lado e perguntou, quase afirmando, a uma de suas produtoras: “Não foi dele que o pessoal estava falando ontem na mesa do restaurante, que tem um blog horrível de fofocas?”.

Os passageiros em volta olharam para mim com expressões estranhas. “O que esse cara fez com a nossa Bebel?”. E eu apenas surpreso. Mas, mereci o mico. Não vi a peça de Guta Stresser e não deveria me importar com sua opinião sobre Vitória da Conquista. Além disso, reconheço, fui mais tiete que profissional. Paguei o preço. Mas, quem nunca foi vítima de um estrelismo global atire a primeira pedra. Dirigi-me ao ônibus que nos levaria a todos para a sala de embarque remoto do aeroporto de Salvador, decidindo se publicaria algo daquilo ou não. Se publicasse, diria o quê? Decidi que não publicaria. Afinal, aprendi a admirar Guta Stresser pelo talento e não por um momento de stress dela – sem trocadilho. Calei-me.

Guta Stresser antes de retar comigo.

Já sentado no fundo do ônibus, vejo que ela faz um breve aceno e quando olho me diz: “Desculpa, eu confundi com outra pessoa. O pessoal me disse aqui que não era você”. E não era mesmo. Não escrevo sobre artistas e nem faço fofocas (não gosto, ainda que saiba que todos nós somos chegados a um boatozinho). Eu ouvi quando uma pessoa disse a Guta qual seria o blog “fofoqueiro”. E embora não vá declinar o nome aqui, eu defendo o blog e quem o faz. Em Vitória da Conquista não há blogs de fofocas. Ou pelo menos dessas fofocas que fazem Bebel ficar irada de verdade.

http://www.sadeemsodoma.com/

Seu Wilson faz o que já fiz e que talvez volte a fazer

Uma hora depois que vi Guta Stresser pela última vez – ela fez uma conexão para Maceió e de lá iria a Arapiraca – conheci seu Wilson Barbosa Marques. O mesmo nome do jornalista de Uauá que me conseguiu o primeiro emprego em A Tarde e tanto confiou em meu texto que eu mesmo passei a crer que escrevia bem. Lembro de um dia em que, saindo de A Tarde no carro dele, quando davámos a volta por trás do Iguatemi, na companhia do excelente Carlos França, cartunista do jornal naquele tempo, questionei sobre o meu futuro, temeroso se seria ou não aproveitado pelo diário, Wilson Barbosa, o jornalista, respondeu: “Só não será se o meu gabinete cair, não é Carlos?”.

Mas, as minhas histórias com A Tarde conto outro dia. Tenho certeza de que muita gente vai se emocionar, vai chorar, talvez. Até Silvio Simões. Agora, volto para o Wilson Barbosa do aeroporto Dois de Julho. Ele chegou perto da minha mesa, em frente a um daqueles cafés da parte de baixo, próximo ao desembarque. Comentamos qualquer coisa sobre movimento. Convidei-o a sentar-se. Abri meu caderninho e perguntei se ele queria me falar da atividade que desempenhava no aeroporto. Ele quis saber se não era problema, “não é coisa ruim pra mim?”. Lembrei de Guta Stresser, ela não perguntou, já afirmou. Ri e continuei.

Expliquei que seria publicado em um blog e tive que explicar o que era um blog. Ele não sabia direito, mas a filha dele sabe mexer na internet. “Ok, então quando chegar em casa o senhor diz a ela que vai sair uma foto sua e este nosso papo no blog tal e tal” e dei o endereço escrito no papel. Seu Wilson é carregador no aeroporto. Está escrito na farda dele, em português e inglês. Trabalha ali há 42 anos e é carregador, diz, desde 1979. Tem 63 anos.

Seu Wilson já se aposentou e o trabalho de carregador é “uma ajuda a mais para o sustento”. Gosta do serviço. Garante que sim, pois “é um divertimento. A gente que é aposentado fica em casa sem fazer nada, aqui a gente conversa com todo mundo, faz novos amigos e isso é bom”. Não tanto pelo que ganha, afirma. “Teve um mês que eu fiz uns cálculos, fiquei anotando, e cheguei a 800 reais. Esse foi um mês bom”. Na média fica em torno de um salário mínimo, do novo.

Seu Wilson Barbosa, carregador do aeroporto. Feliz.

O trabalho é cansativo, mas quanto mais melhor. “Quando a gente fica parado não ganha nada e só gasta”. Seu Wilson explica que paga à Infraero R$ 80,00 por mês para poder trabalhar no aeroporto. Me mostra os papéis com o registro do último pagamento que fez, com papel timbrado da empresa na guia de cobrança e o comprovante do banco. Ele ainda paga “o ônibus pra ‘vim” e voltar do trabalho, a alimentação, o sapato…” A farda não, dessa vez foi uma cortesia de uma empresa de turismo. Tem a marca nas mangas.

O trabalho dele é “tirar as malas da esteira, botar no carrinho, levar até o carro do cliente e arrumar”. Dá mais trabalho quando é ônibus, porque são mais malas, “mas é bom porque a gente ganha mais um pouquinho”. A tabela é esta: Para ônibus R$ 25,00 (todo o trabalho); micro-ônibus, R$ 15,00. “Algumas agências boas pagam um real por mala, mas a maioria paga só 80 centavos”. Ganha individualmente também. De vez em quando acha um passageiro/cliente generoso que dá bem mais por uma mala.

Seu Wilson trabalha à noite. São apenas dois no turno, “Eu e Fernando, porque o serviço diminui”. Ao todo, mais convivendo do que competindo, “todo mundo se entende”, são nove carregadores credenciados. Além de seu Wilson e Fernando tem ainda Elísio, Luisinho, Rogério, Nelson, Almir, Helon e Lucas. “Eu acho que sou o mais velho. Eu e Almir”. Ele diz que “aqui todo mundo é igual, não tem problema com idade. A gente faz com gosto o nosso trabalho”. Claro que seu Wilson Barbosa tem lembrança de um tempo que, segundo ele, já foi melhor. “Quando era o Ministério da Aeronáutica ninguém pagava e ainda tinha mais segurança, um pouco mais de apoio”.

Ele faz questão de dizer que é grato à Infraero e às agências que lhe dão trabalho e o respeitam como pessoa e profissional. Eu percebo que sim e que a menção ao valor pago por mês e a lembrança dos tempos em que o aeroporto era administrado pelo extinto Ministério da Aeronáutica (e ainda se chamava Dois de Julho), são apenas manifestações espontâneas de quem, acostumado a falar a verdade, achou que não deveria negá-la a um blogueiro que prometeu colocar uma foto bonita dele na internet.

Eu contei a seu Wilson que quando era garoto, morando em Jacobina, minha terra natal, também fui carregador de malas. “Na rodoviária?”, perguntou. Não era na rodoviária, pois não havia terminal em Jacobina, mas “da” agência da São Luiz. Primeiro na rua Coronel Teixeira, em frente ao parque infantil da praça Rio Branco, e depois já lá na Duque de Caxias. Seu Wilson: “Levava para o carro dos clientes?”. Eu: “Não, levava na cabeça até a casa da pessoa. E olha que às vezes era longe, seu Wilson, e o côco doía”. Compassivo, ele: “Pôxa, aí era duro, né?”. Eu falei que é capaz de, reprovado como jornalista, publicitário e blogueiro, eu acabe voltando a carregar mala. Será que eu aguento? “Guenta. Eu mesmo não quero parar. Enquanto minha saúde der e a Infraero me quiser aqui, eu fico”.

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24 respostas »

  1. Só você mesmo, Gió, ganhei meu dia. Foi a melhor coisa que li por aqui hoje, justo na hora que me deu um desânimo. E olha que eu hoje abri minha internet cheio de disposição: dar uma passadinha no Facebook, responder um ou outro e-mail e partir pra uma atividade que tenho deixado desleixada nas últimas semanas: ser blogueiro. E daí penso que, a continuar assim, talvez eu já esteja reprovado – ou me autoreprovando – nesse quesito.
    Cada qual encontra o artista que deixa-se fotografar que merece, penso eu, nessa sua história toda com a Guta Stresser. Dia desses acontece comigo de perder um voo e encontrar outro no qual subitamente o Michel Teló é quem embarca numa escala antes do destino final. Envergonhado e com dúvidas entre ser e não ser tiete, acabei tietando. É como você diz: “quem nunca foi vítima de um estrelismo global atire a primeira pedra”. E, como eu disse, cada um encontra o artista que merece: antes do stress (com trocadilho, please), você ao menos conseguiu entabular um papo com a Guta. Já eu me deparo com um cantor de um hit só.
    Muito ético de sua parte (não poderia esperar algo diferente) não citar o blog tido por muitos como “fofoqueiro”. Tenho uma quase certeza de qual deles merece esse adjetivo, vida algumas notícias que fogem do interesse noticiário, mas hei de concordar também que em Vitória da Conquista não há blog de fofocas, embora haja quem cometa tais deslizes, vez por outra.
    Bonito e franco como o sorriso de Seu Wilson o papo que você teve com ele, e belo o seu gesto em não nos privar disso. O quadro fica mais bonito também com as reminiscências de sua querida Jacobina. Vou duvidar que termine um dia a voltar a carregar malas. Claro que você, inspirado pela confiança do jornalista Wilson Barbosa Marques passou a crer que escrevia bem. Embora minha pessoa de nada sirva para atestar qualquer coisa – salvo as certidões de antecedentes (bons ou maus) que cotidianamente assino no Fórum Duarte Moniz – registro que não demorou muito para, o conhecendo, aliás, antes mesmo de conhecê-lo – virtual ou realmente – conheci os seus textos e sem qualquer dúvida sabia tratar de alguém que não só escrevia bem, mas escrevia magistralmente bem. E isso pra mim não é questão de crença. Ou de crendice. Giorlando Lima é um dos melhores textos e dono das mais surpreendentes análise que tenho tido o prazer de ler ultimamente.
    No mais, é boa a lembrança de Carlos Moreno, diretor cultural na UESB e gestor do Teatro Glauber Rocha em meus tempos de faculdade. E que, além disso, me surpreendeu dia desses na Churrascaria Trilhas do Sul por ter uma memória melhor que a minha. (PS: Moreno, os cordéis que te prometi estão separados, só falta mesmo te encontrar).
    Ah, Gió, dê uma “etiquetada” também em Wilson Barbosa. Sei que podem confundir com o jornalista, mas vale a pena que cheguem a este texto seu seja por um, seja por outro, ou seja por Sade em Sodoma.
    Um forte abraço,
    Fredinho

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    • Fredinho, creia-me, fiquei sem palavras. Creditarei à nossa amizade – que já não deixa dúvida de que é verdadeira – e à sua generosidade, a visão dos meus méritos. Quanto aos globais que nos encantam e às vezes nos espantam, o importante é continuar lembrando que são pessoas como nós, sujeitas a pitis, e gostando deles, como de todo mundo. Eu quero ser assim, maleiro ou blogueiro. Rs. Obrigado por vir. Um abraço.

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      • Não há o que agradecer. Eu é que não posso me esquecer dessa visita num blog que é um referencial de bom gosto na blogosfera. Bom que você tenha mais opções que eu, a mim resta ser blogueiro ou um “mala”. Ou, quem sabe, um mala que tem um blog…rsrs

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  2. Meu caro Giorlando, depois de um dia inteiro “carregando malas”, sento-me para meu deleite diante do seu belíssimo e emocionante texto. Sou impressionado com sua capacidade de transformar o cotidiano em arte. Deste os tempos da TV Sudoeste que – cá dentro – reverencio este teu talento. Brilhante!

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    • Aécio, meu professor de paz, fico grato que você deixe sair para cá fora a reverência que diz ter pelo meu talento que, como disse a Fredinho, abaixo, é uma visão generosa do coração dos amigos. Mas, que bom que os textos fizeram bem a você. Então, para retribuir, lembre-se de mim em suas orações. Diga a Deus que na sua lista de amigos também estou eu. E continue a fazer o bem. Obrigado pela visita. Um abraço.

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      • Oh, Valeska. Eu acredito mais nos amigos que em qualquer outro, óbvio, então não posso negar que acredito na maior parte das manifestações favoráveis aos meus escritos, e até me envaideço, porque não sou máquina, mas sabemos que os amigos veem mais no que os outros só olham. Ontem enchi o blog de umas coisas chatas, por causa da greve de PMs aqui na Bahia – queria expor meu pensamento sobre alguns aspectos, marcando posição – mas prometo hoje postar algo mais leve, ou não, porém na linha do que escrevi recentemente, sobre pessoas, vida, experiências. Espero que aprecie. Obrigado pela visita, obrigado pelo comentário. Não esqueça de voltar.

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  3. Queria ver tua cara depois de um espôrro de Bebel. Engraçado mesmo é você confessar que foi mais tiete que profissional. Rs. Adorei o texto! E olha, a história de Seu Wilson é bem mais emocionante, duvido que você volte a carregar malas no côco. Rs. Fiz muito bem em passar em teu blog nesta noite. Beijo

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    • Me senti o cara que vende pastel, Beiçola. Rs. Mas ela é lindinha. Mais magra que na TV. Seu Wilson foi um papo e tanto. Fico muito feliz que meu texto tenha feito bem a você. Você também me faz muito bem. (Ah, espalha meu link, fala do blog para seus amigos e suas amigas, pode ser que estoure. Rs). Um abraço querida Alva. Obrigado pela visita e pelo carinho.

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  4. Seus textos me fazem bem, sempre. E não me permito ao pecado de não ler aos que chegam pelo e-mail, posto que esta é uma forma de provocar minha parca inteligência – sua leitura de Conquista é uma referência para mim; e a lente talentosa sobre seus olhos não é generosidade dos amigos. É dom!

    Orarei por você sim, e me esforçarei para fazer o bem – uma resposta digna ao seu pedido.

    Abraço.

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    • É muito bom ter à mão ferramentas que nos propiciem encontros e lições. O penetrar na vida das pessoas vale pelas respostas que ganhamos de volta, pelo que ganhamos de pessoas a mais em nossas vidas, na apreciação do nosso trabalho, na participação naquilo que fazemos, como parceiros. Vejo assim a sua visita ao blog e fico grato. Venha mais vezes. Caminhando em busca de rostos e de histórias novas. Obrigado pelo comentário. Abraço.

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  5. A sensibilidade e o talento fazem com que a leitura dos seus textos seja sempre garantia de prazer. Agora, que venho percebendo uma leveza extra, estão ainda mais gostosos. Sabe que quando enfrentava o problema de não ter tempo para o homem amado – quase todas nós, mulheres, passamos por isso atualmente – não ganhei um post como “A mulher sob o relógio”? Ao contrário, ganhei muitas cobranças. É esse olhar inusitado que te faz ser um dos “bons”.
    Mas o Oscar vai para… Guta Stresser pelo filme ” A bronca em Giorlando que ficou sem resposta à altura” Como ela consegue? Abraços, querido.

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    • Vou falar a verdade: fico envaidecido com os elogios das amigas e dos amigos que visitam os meus blogs e comentam com palavras que estimulam e me honram a continuar tentando. Estou buscando a leveza em mim, talvez daí esteja se derivando a leveza extra que você menciona. O que sei é que nunca mais amarei alguém que me ame menos que a um relógio e nem amarei ninguém mais que amo a mim mesmo. Tenho aprendido e vou repassando isso a vocês, enquanto vocês tiverem paciência. Obrigado por aparecer, Cláudia. Ah, eu não respondi a Guta à altura na hora porque, no fundo, sabia que ela mesma responderia por mim, como o fez. Abraço forte.

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  6. Uma crônica recheada de sutileza.

    Tive o prazer de lhe conhecer este mesmo dia, no aeroporto de Conquista. Estava com Carlos Moreno. Agora tive o prazer de conhecer um pouco do seus textos.

    Não querendo justificar a atitude de Guta, mas ele soube de umas histórias nada agradáveis do responsável por este blog, mencionado no texto, e ficou impressionada. Ao pensar que poderia ser você ela só quis encerrar o contato.

    E em Vitória da Conquista existe sim blog que que se mantém de notícias inventadas.

    Abraços!

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    • Oi, Ana. Queria aproveitar e dizer que achei mais legal conhecer você, naquele dia, do que conhecer Guta Stresser. Seu namorado é um dos caras que mais gosto no mundo, um amigo que admiro e respeito. Paulo Mascena é primo. Obrigado por vir ao blog e se manifestar. Eu também compreendi Guta. No texto eu não faço juízo e nem dou nota à reação dela. Sobre os blogs de Conquista eu leio quase todos e não sei mesmo qual pode ser tão nefasto. Rs. Bem, o importante é que a peça teve sucesso em Conquista e em Arapiraca e deve ter em todo o Brasil. Eles merecem. E eu agradeço sua visita. Leia mais do blog. Tem uma mistura de coisas, desde comentários sobre a aposentadoria de Ronaldo, a micro-contos, passando por tentativas de contar histórias de mim como se isso interessasse ao mundo. Rs. Um abraço.

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  7. Só um ser com a sua genialidade e sensibilidade a flor da pele para decifrar a cor, a dor e o pseudo brilho reluzente das estrelas “Globais”… Fantástica a leveza e riqueza do seu texto! Vivemos em mundo livre e globalizado. A todo instante praticamos a arte do encontro e despedida… É um imenso e intenso vai e vem em todos os lugares em que aportamos. Sob a mira da nossa íris passam seres comuns e personalidades públicas. O certo que no frigir dos ovos toda essa mistura termina por vezes passando despercebida.
    No nosso meio artístico e cultural lidamos com estrelas de todas as grandezas… algumas envoltas num manto de humildade fascinante e outras numa redoma de vidro (protegendo-se não sei de quem, ou do que?)… O certo é que já vivem na defensiva.
    Mas podemos afirmar que a Guta mostrou-se gente boa no pouco tempo em que esteve por aqui… e que as informações sobre o tal do Blog das fofocas não partiram da nossa equipe. Temos um excelente relacionamento com todos os segmentos da mídia local e nacional.
    Mas deixemos isso de lado e voltemos ao que nos interessa: Meu amigo Giorlando, reencontrar você foi um daqueles presentes raros do destino. Fiquei imensamente feliz em poder beber, novamente, da fonte de sua sabedoria. Super antenado e bem informado! Um papo agradabilíssimo. Luz, Paz, Alegrias & Sucesso, sempre!!!

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    • Carlos, Deus abençoe Guta e seu Wilson. Tê-los visto e vivido alguns momentos com eles é que me permitiu ter chegado mais perto de tanta gente boa. Meu blog tem recebido visita de tanta gente maravilhosa que eu só posso é agradecer aos dois. Quanto às estrelas e aos satélites o que nos importa é que brilhem. Gostamos do que fazem e gostamos deles. Você que vive esse mundo tão de perto sabe que à frente, atrás, dos lados, acima, abaixo e dentro de cada celebridade, ator, cantor, palhaço, mágico existe uma pessoa, a pessoa. E é esta que vale a pena, sempre. Quando o rosto está lavado, quando a máscara é retirada, quando as luzes do palco se apagam, há alguém parecido conosco. E eu vejo sempre assim. Por isso eu tieto Guta, Carlos Moreno e seu Wilson. E saio ganhando.
      No mais eu peço que retire as palavras genialidade e sabedoria do seu comentário. Não chego a isso. Mas gosto que perceba que tento deixar aflorar à minha pele a sensibilidade. É minha sinceridade, da qual nunca abro mão. As minhas crônicas são o registro do meu esforço de ser melhor, de parecer mais com essa quantidade de pessoas bonitas que encontro por aí. Quero que eu dê certo como gente.
      Espero continuar merecendo nossos minutos de boa conversa. Retribuo o desejo de luz, paz, alegria e sucesso. Obrigado pela amizade, pela visita e pelo comentário. Não suma. Forte abraço.

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  8. Bom te ler. Adorei conhecer sobre seu Wilson. Através de textos com o seu essas pessoas em quem não reparamos se tornam ate mais interessantes que as que tanto holofoteamos. Parabéns pela ética em não citar nomes mal falados e muito parabéns a Ana Claudite pela sinceridade em admitir feias verdades sobre alguns blogs conquistenses, e lindo reconhecer, criticar e evitar mais visibilidades.

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    • Flor, te encontrei pela manhã. Era bem cedo do primeiro dia de fevereiro quando li seu comentário, ainda na caixa de e-mails. Que bom. Seu Wilson, você sabe, se repete por aí. Em todos os aeroportos, em cada portaria, nas esquinas das metrópoles, nas praças da menores cidades, carregando mala, vendendo umbu, dirigindo táxi, trocando cheque por trás do caixa do banco, cruzando com você na faixa de pedestre. Nós os vemos, mas, como você diz, não reparamos neles. Nós somos seus Wilsons também. Nem sempre reparam em nós, mesmo quando parece que os holofotes estão em nossa direção. Aí, de vez em quando, a gente dá a sorte de achar duas histórias para contar e nossa sala de visita, um blog, se enche de Wilson, Gutas, Claudites e Flores. O que se pode fazer? Mãos juntas, agradecer. E deixar o sorriso na cara, para o mundo ver que dá certo. Dá certo falar o que sente, dar valor aos outros, não espalhar o nome do blog “condenado”, se abrir para novas amizades e novos conhecimentos. E é isso o que este blog e este texto, em particular, me proporcionam e me ensinam.
      Ixe, parece que acordei com o espírito escrevinhador. Poderia ter apenas dito “obrigado pela visita, Flor, apareça sempre”, mas acabei por filosofar, como na resposta a Carlinhos Moreno, e nem sei se isso pode, não é alemão. Mas, fica assim mesmo. Está escrito, vou deixar. Vale como um post.
      Por fim, gratíssimo pela visita e por comentar. Faço minhas as suas palavras quanto à postura de Claudite. E peço a você que sempre se manifeste, mesmo que não goste, se vier aqui e ler alguma coisa. Um abraço.

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  9. ‘Stressismos’ à parte, me encantei mesmo foi com a foto do Seu Wilson.

    Certeza ele está feliz, se ‘estrelando’ pros amigos: “Vê? Tá pensando que é só artista que aparece na televisão?”, enquanto vira pra filha e pergunta baixinho: ” internet é mais importante que televisão, né? Acho que é.”, ele mesmo responde.

    Os amigos de Seu Wilson vendo aquilo, sentem-se tão importantes quanto ele. Eu aqui no meu canto, vendo isso, sinto-me tão importante quanto ele. E sorrio bonito também. Pena que você não está aqui pra me tirar uma foto e publicar no seu blog, com a legenda: Bianca Mendes, gente. Feliz.

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