Anúncios
Crônica Romance

Teu nome é adjetivo.

Mas és a mulher mais linda que já amei. O amor mais doce que ficou no meu coração. A saudade mais intensa que flutua em minha alma. Uma falta que doi sem doer porque repleta de lembranças boas e desejos ainda mais intensos. Tua suavidade e quentura, juntas, acendem e assopram ao mesmo tempo as minhas lembranças. E eu me vejo tantas vezes voando a Belém, correndo para o Pará e meu coração bate mais forte, meus olhos marejam e é pura felicidade, uma ilusão que me alegra, me leva a gargalhar, sozinho, como se estivesses à minha frente, dizendo algo engraçado, produzido na tua inteligência acima da média, na tua cultura que me enriqueceu, estimulado que fiquei por tua graça sóbria, tua graça bêbada, o gosto serelepe do absinto no lábio inferior… Ainda bem que nunca dissestes adeus e eu sei que um dia voltarás, com a tua pele branca, para colorir a minha semana, fazer bolinhas de sabão das minhas horas.

E eu sei que não te tenho, porque embora tenha entrado em teu corpo, sentido o calor úmido do teu desejo, o fremir terno de teu gozo, nunca te possui. Sou contra a posse, mas não queria te perder, não quero te perder, nessa contradição que me marca, que é a minha vida. Te queria colada a mim, teu peito direito numa mão, o coração na outra. Tua boca calando meu medo, teus olhos sorridentes e brilhantes me dizendo coisas que a voz não expressa, mas de efeito mais impactante que um grito ou um “psiu!”.

Não queria te perder. E ao mesmo tempo queria que fosses embora. Quero que vás. Aonde quiseres, com quem quiseres, desde que sorrias. E pules e dances e cantes e cantada que sejas, suspires satisfeita cada vez que fores desejada, querida, amada. Mas não queria te perder. Não quero te perder. Não posso te perder. Porque nem posso te ter. Aqui ou aí, em mim.

Nem sei se os que te querem te merecem ou se retribuirão a luz que oferecerás a cada um, a um, a muitos, a todos, mas eu sei o que eles terão, se tiverem. Sei a mulher, a pessoa, o anjo, a fera, a flor, a letra de música, o verso de poesia, o traço de realidade, o exemplo de gente e a força de vida que és. E sei que todo caso tem um depois, todo amor tem um porém e em algum momento eles experimentarão essa saudade agridoce que agora sinto de ti.

Por isso não tenho ciúme, mas tenho. Inveja. Branca, amarela, vermelha, azul, cinza, bege, verde, carmim, turquesa, dourada… Desde que sorrias e nunca me contes.

És uma Izabela na minha vida. Teu nome foi o melhor adjetivo que encontrei para te definir. Izabela.

E eu já beijei a tua boca! Vou ali fora soltar fogos.

Anúncios

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

4 comentários em “Teu nome é adjetivo.

  1. Lindo, lindo!

  2. Izabela Negrão

    Amei

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: