Uncategorized

O anjo-heroi grita: a crise é humana, estúpidos!

Quando vi pela primeira vez a foto do menino sírio morto na praia, chocado, rolei a tela, evitando olhar direto para ela. Uma visão que feria minha alma.

(Aylan Kurdi tinha três anos de idade e estava sendo levado pelos pais, em fuga da guerra na Síria, a caminho da Grécia. Como ele, milhares já morrerram nessa jornada em busca de paz e perspectiva).

Depois, comecei a pensar que o corpinho de Aylan, sem vida, naquela praia, simboliza, com a infelicidade de sua morte, o mais gritante alerta a chamar atenção para esse problema gigante das migrações atuais, para o drama dos refugiados pelo mundo, sejam árabes e africanos na Europa ou bolivianos e haitianos no Brasil.

O menino sem voz na praia nos diz que a humanidade está em crise. E que lá, como cá, há muito mais dores encalhando nas praias, estradas e esquinas do nosso planeta. Em algum canto, em todo lugar, há uma crise, um abandono, uma agressão, um bebê jogado no lixo, uma grávida espancada amarrada ao poste, um inocente sendo linchado, um idoso sendo torturado pela polícia, uma travesti espancada, um ciclista  esfaqueado, um trabalhador assaltado, outro assassinado, uma estudante estuprada no campus, um menino preto e um outro branco, olhando para nós com olhinhos pedintes, ainda que acesos pela última pedra de crack que fumou, dizendo “não me deixe morrer na praia”…

Hoje, olhei a foto. A crua. E vi essas versões ilustradas, em homenagem ao anjo-heroi, e entendi um pouquinho mais sobre o meu papel. Posso fazer algo pela crise – pequena que seja, diante do drama dos refugiados – que acontece na minha vizinhança. Vou fazendo, enquanto ecoa na minha consciência o grito dos corpos de meninos, mulheres e homens afogados enquanto faziam a travessia do sonho e do desespero ou assassinados nos morros e periferias do Brasil: a crise é humana, estúpido!a foto pela primeira vez, chocado, rolei a tela, evitando olhar direto para ela. Uma visão que feria minha alma.

Depois, comecei a pensar que o corpinho de Aylan, sem vida, naquela praia, simboliza, com a infelicidade de sua morte, o mais gritante alerta a chamar atenção para esse problema gigante das migrações atuais, para o drama dos refugiados pelo mundo, sejam árabes e africanos na Europa ou bolivianos e haitianos no Brasil.

O menino sem voz na praia nos diz que a humanidade está em crise. E que lá, como cá, há muito mais dores encalhando nas praias, estradas e esquinas do nosso planeta. Em algum canto, em todo lugar, há uma crise, um abandono, uma agressão, um bebê jogado no lixo, uma grávida espancada amarrada ao poste, um inocente sendo linchado, um idoso sendo torturado pela polícia, uma travesti espancada, um ciclista  esfaqueado, um trabalhador assaltado, outro assassinado, uma estudante estuprada no campus, um menino preto e um outro branco, olhando para nós com olhinhos pedintes, ainda que acesos pela última pedra de crack que fumou, dizendo “não me deixe morrer na praia”…

Hoje, olhei a foto. A crua. E vi essas ilustradas (após o fim do texto). E entendi um pouquinho mais do meu papel neste momento da História: posso fazer algo em relação à crise – pequena que seja, diante do drama dos refugiados – que acontece na minha vizinhança. Vou fazendo, enquanto ecoa na minha consciência o grito dos corpos de meninos, mulheres e homens afogados enquanto faziam a travessia do sonho e do desespero ou assassinados nos morros e periferias do Brasil: a crise é humana, estúpido!

FB_IMG_1441372479213FB_IMG_1441372499197FB_IMG_1441372488745FB_IMG_1441372584000FB_IMG_1441372467142FB_IMG_1441372444786FB_IMG_1441372507380FB_IMG_1441372459036

Anúncios

Categorias:Uncategorized

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s