Campanha 2016

Política itabunense: em entrevista Wenceslau confronta plano de Vane para a sucessão

Em entrevista que pode ser lida no blog Políticos do Sul da Bahia o vice-prefeito Wenceslau Júnior faz afirmações que contrariam os planos do prefeito Claudevane Leite, de Itabuna, quanto à sua sucessão. A contrariedade é frontal, sem meias palavras. O comunista afirma que o seu partido, o PCdoB, terá candidato a prefeito no ano que vem, desde que o próprio Vane não vá para a disputa. A afirmação de Wenceslau desmonta a possibilidade de o candidato apoiado pelo governo municipal sair de um debate entre os partidos, como prevê o prefeito. Para o vice-prefeito é Davidson Magalhães e ponto.

Wenceslau Júnior (PCdoB), vice-prefeito de Itabuna.

Wenceslau Júnior (PCdoB), vice-prefeito de Itabuna.

Na longa entrevista que me concedeu, o prefeito reafirma que não será candidato, repete as razões para ter tomado a decisão e é categórico ao explicar que o projeto, agora, é discutir uma candidatura única com os partidos da  base do governo municipal e também com partidos que apoiam o governador Rui Costa. Vane admite que o deputado federal Davidson Magalhães, do PCdoB de Wenceslau, é o único nome do grupo interno já “colocado”, mas vai além e diz que o PRB e PSD devem apresentar pré-candidatos e que a busca de um candidato único e consensual inclui até Geraldo Simões, do PT. Além do PRB – presidido pelo próprio Vane -, e do PSD, dentro do governo municipal falam em candidaturas o PV e o PPS.

Já Wenceslau, também categórico, respondendo ao blogueiro João Matheus Feitosa, deixa claro que o partido dele pensa diferente do prefeito, desmontando a proposta de discussão para definifr candidato único, a não ser que seja o de Davidson Magalhães: “O PCdoB tem uma posição clara que foi expressada desde o início: Vane não sendo candidato o PCdoB terá candidato a prefeito e o nome do nosso pré-candidato é o deputado federal Davidson Magalhães. Sem querer ser arrogante, ele é o nome mais preparado para assumir esse desafio”.

Vane e Wenceslau se mostram unidos, mas podem caminhar em sentidos opostos.

Vane e Wenceslau se mostram unidos, mas podem caminhar em sentidos opostos.

Antes, o vice-prefeito já havia tentado colocar panos quentes no fato de o prefeito não ter mencionado o nome de Davidson na coletiva que deu no último dia 25 de setembro,  quando anunciou, oficialmente, que não será candidato à reeleição. Segundo Wenceslau, insinuando que Vane quer Davidson como seu representante na disputa, o prefeito foi apenas “prudente” ao não falar o nome do deputado. João Matheus quis saber se o PCdoB ficou insatisfeito porque o prefeito não disse claramente que o candidato seria Davidson. Wenceslau respondeu: “De forma nenhuma. O prefeito tem as preferências e compromissos dele, mas acho que foi uma atitude prudente”.

Vane, de fato, admite um compromisso com o PCdoB, mas foi taxativo ao dizer que não é um compromisso cego. Mas, se neste ponto, os discursos de prefeito e vice não encontraram um diapasão, quando o assunto é Geraldo Simões e o PT há uma melhor afinação. Vane disse que não teria dificuldade de apoiar Geraldo e que pode marchar com ele em 2016, se os partidos definirem isso. Wenceslau não vai a tanto, mas também admite a união com o PT e com o ex-prefeito, de quem, há algumas semanas, ele e o PCdoB queriam distância. Ao Políticos, o líder comunista declarou, sobre Geraldo: “(Es)Tivemos em campos opostos no âmbito municipal na eleição passada. Mas, estamos abertos para conversar com todas as forças que estejam dispostas a unir forças para Itabuna continuar avançando”.

Vane busca a unidade e seu grupo tem mais candidatos além do PCdoB. Será o fim da tabelinha?

Vane busca a unidade e seu grupo tem mais candidatos além do PCdoB. Será o fim da tabelinha?

A entrevista que o prefeito Claudevane Leite me concedeu rendeu um recorde de acessos e visualizações ao Blog de Giorlando Lima. Superou todas as postagens feitas no site em mais de cinco anos de existência. Foi uma entrevista feita para esclarecer alguns pontos da postura do prefeito em relação a alguns aliados. Eu não queria pressionar Vane, nem tentar pegá-lo em um contrapé. Duas das questões que ainda estavam nebulosas para mim eram: vendo a movimentação e o crescimento de Roberto José, a quem ele confiou a FICC e a Settran, ao mesmo tempo, o prefeito admitia ou não a pré-candidatura do auxiliar? E não tendo confiado sequer um dia do cargo de prefeito ao vice, que é do PCdoB, por que ele achava lógico entregar a Prefeitura por quatro anos ao partido?

Vane enfatiza que confia – e muito – em Wenceslau, mas não lhe passou o cargo porque entende que ser prefeito é uma tarefa sua, uma questão de responsabilidade pessoal, missão irrenunciável e intransferível. Nada a ver com confiança, que é grande no vice-prefeito. Sobre Roberto, Vane só tem elogios, mas, enigmático – ou prudente, como diria Wenceslau -, o prefeito preferiu fazer curvas ante a pergunta se o auxiliar seria um dos pré-candidatos. Falou em um segundo momento, a esse respeito.

(Leia a entrevista de Wenceslau Júnior no Politicos).

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