Conquista: Herzem diz que Prefeitura é uma caixa-preta e que PT, PSB e PCdoB continuarão juntos

Posted on quarta-feira, 11 novembro 2015

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No fim de semana o blog teve mais uma conversa com o radialista e deputado Herzem Gusmão, pré-candidato a prefeito de Vitória da Conquista pelo PMDB. Quisemos confirmar a impressão – que nos foi passada por alguns dos correligionários de Herzem – de que ele tem demonstrado cada vez mais bom-senso político, movimentando-se com paciência, ouvindo mais e se considerando um nome, embora o mais forte, entre outras opções da oposição do prefeito Guilherme Menezes e ao PT.

Ainda não podemos dizer que têm completa razão os seguidores do deputado peemedebista, mas causou boa impressão a disposição de Herzem para dar entrevistas ou falar com tranqüilidade sobre si mesmo e seu projeto político. Não fazemos juízo nem comparação com nenhum dos demais pré-candidatos, pois só falamos até agora com ele e com Fabrício Falcão, do PCdoB. O deputado José Raimundo não se dispôs a conversar com o jornalista Giorlando Lima e os demais ainda serão contatados logo que fique mais definido quais nomes estarão na disputa no ano que vem.

Ressaltamos que o prefeito Guilherme Menezes foi muito cordial e aberto na entrevista que fizemos com ele, quando sugeriu o nome de Odir Freire como possível candidato do PT, já retirado da lista. O também deputado Fabrício foi outro que impressionou com a forma gentil e cortês como se referiu aos demais candidatos e na recepção ao blog. Ressalvas feitas, vamos ao que disse Herzem Gusmão.

Pela ordem, ele afirmou que: Não vê problema no surgimento de vários nomes da oposição como pré-candidatos a prefeito. Mas acha que isso não deve passar de março. Segundo Herzem, as alternativas que surgem dão mais força à oposição, agrega mais votos e isso fortalecerá aquele ou aqueles que efetivamente serão os candidatos contra o candidato do PT e de Guilherme. “Do lado da situação eles têm um primeiro e um segundo lugar nas pesquisas e vem aí um terceiro nome, eles buscam a soma dos três, então é bom que outros nomes do nosso lado surjam e que cresçam, para que também possamos somar e chegar mais fortes em 2016”.

Como oposicionista do governo municipal, Herzem não é contra o investimento anunciado pelo prefeito Guilherme Menezes, de R$ 700 mil no Natal da Cidade, mas faz ressalvas. Segundo o radialista, se gastará mais de R$ 700 mil, será cerca de R$ 1 milhão e ele é favor porque é uma maneira de atrair gente de fora da cidade. Mas, ele diz que gostaria que houvesse também bom investimento na educação, saúde, segurança pública, mobilidade urbana,  e no embelezamento da cidade, por exemplo.

Apesar de aprovar o investimento no Natal da Cidade, que considera um importante momento cultural de Vitória da Conquista, Herzem acha que o prefeito Guilherme Menezes é “perdulário” e gasta demais em aluguel de carros e de imóveis, cujos proprietários, segundo ele, são “companheiros, pessoas ligadas ao partido. É o tipo da relação incestuosa. Nós sabemos de parentes, contra-parentes (com imóveis augados à Prefeitura)”. Herzem Gusmão diz que esses contratos exigem uma auditoria. Questionado por que ela acha que a Câmara de Vereadores ainda não fez isso, ele elogiou mudanças de postura do legislativo conquistense e disse que vê avanços, especialmente depois que Gilzete Moreira (PSB) foi eleito presidente da Casa.

A entrevista rendeu bastante quando Gilzete e o Partido Socialista Brasileiro foram mencionados. Herzem, que já foi do PSB, lembra que se sentiu desconfortável no partido, porque a agremiação tinha donos, os “meninos”, como denominou o ex-prefeito José Pedral o grupo formado por Gildelson Felício, José Carlos Oliveira e Genivan Nery, que fundaram o PSB em Conquista e ainda estão à frente do mesmo. O pré-candidato do PMDB acha que Gilzete Moreira passa por desconforto parecido, apesar de já ter sido vice-prefeito pela legenda e seja o presidente da Câmara de Vereadores. “Ele está insatisfeito no Partido Socialista Brasileiro. Ele não vai é falar, que ele não pode, mas foi desprestigiado, muito desprestigiado. Se firmou como presidente da Câmara, mas não o suficiente para dar as cartas no partido”.

Herzem Gusmão, que recebeu a visita em seu gabinete na Assembleia Legislativa da Bahia, da advogada Nadjara Régis, chefe de gabinete de Gilzete Moreira e ex-candidata a deputado federal pelo PSB no ano passado, afirma que o PSB é um partido secundário na política local, repetindo o papel que tem na Bahia. “O PSB se nega a ter vida própria e independência. Isso ficou evidenciado na disputa para o governo do estado, quando a senadora Lídice ficou no palanque sem discurso e a votação dela foi decepcionante”. E essa não seria uma condição exclusiva do PSB, de acordo com o pensamento de Herzem, o PCdoB também seria um “penduricalho” do PT, que atrai e empurra os dois partidos. “Por isso eles não vão se afastar”, afirma. “O PSB, do PCdoB e o PT vão continuar juntos. Eles não vão sair da Frente Conquista Popular”, vaticina, com a experiência de quem participa da política conquistense há mais de 50 anos, tendo sido o principal propagandista e intérprete do PT conquistense e do guilhermismo, de 1996 a 2006.

Herzem diz que a Frente Conquista Popular não se dissolve. (Foto: Blog do Anderson).

Herzem diz que a Frente Conquista Popular não se dissolve. (Foto: Blog do Anderson).

Leia a entrevista completa abaixo:

BLOG – Herzem, você contava com o apoio do PSDB para a sua candidatura a prefeito. Em entrevista que você deu ao blog, mencionou Onildo Filho como um dos nomes que o ajudariam na construção do projeto que você pretende apresentar a Conquista, no entanto, o PSDB já fala em candidatura própria e Onildo, que é presidente municipal do partido, é um dos nomes cotados, bem como se ventila o do advogado Gutemberg Macedo, presidente local da OAB. Isso  cria problema para a sua candidatura ou prejudica o projeto da oposição de enfrentar e vencer o PT?

Herzem – Não prejudica. Eu acho que contribui. Eu tenho mostrado e falei em reuniões, que as pesquisas indicam: eu em primeiro lugar e não há um segundo entre os demais que pleiteiam candidatura na oposição. Se você somar, todos juntos não chegam a 5%. E isso é preocupante. Porque na situação, tem o candidato do PT (e que nós ainda não conhecemos), tem o candidato do PCdoB e está chegando aí agora o candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e eles todos somam, é A + B + C, que é igual a uma medida, que hoje é mais de 40%. Ora, se eu tenho mais de 40% – estou com 44% – e o segundo lugar no grupo só tem  4%, é natural que estimulemos outros nomes, que são todos legítimos.  Que o PSDB, que o DEM, o PROS, o Solidariedade coloquem os seus nomes para que a cidade possa assimilar o pensamento, a idéia, o projeto político de cada um, e ao mesmo tempo, possamos somar também, para não ficar só A, sem ter B e C para alcançar um número que supere com tranquilidade a soma do A + B + C da situação. Eu entendo assim. Temos que trabalhar no sentido de oferecer a Conquista alternativas, opções viáveis. Tenho dito: sou pré-candidatíssimo, sem imposição e espero que em março que vem já possamos estabelecer os critérios para definir a chapa.

BLOG – Na situação comenta-se que o deputado estadual José Raimundo optou por não ser ostensivo quanto à própria candidatura por não acreditar no apoio efetivo do prefeito Guilherme Menezes, que, por sua vez, colocou o nome do secretário Odir Freire, mas o recolheu rapidamente, e não se sabe quem pode ser o candidato ao PT. Entretanto, na oposição, mesmo não havendo um segundo nome bem pontuado, há muitas pré-candidaturas colocadas e surgindo mais. A que você atribui essa disseminação de pré-candidatos da oposição? Seria em razão do propalado enfraquecimento do PT – e todo mundo acha que pode vencê-lo – ou todos raciocinam como você e querem a ampliação do campo para somar mais que os três partidos que você mencionou?

Herzem – Já que você começou a pergunta falando dos possíveis nomes do PT e da situação, vamos responder sobre isso primeiro. Eu diria que essa suposta fragmentação das forças ligadas à Frente Conquista Popular tem data de validade. O PT desmoronou nacionalmente. Estive vendo uma pesquisa hoje (7/11) que a presidente Dilma pode chegar a 90% de reprovação nas classes mais pobres. Então, diante dessa situação do PT é natural que esses partidos –  que são coadjuvantes eternos, até porque, eu diria, não têm vontade de fazer acontecer, de ter um projeto independente – estejam ocupando esses espaços para somar. Não sabemos como será a composição, mas o PT ainda tem a maior força de atração, pelo menos em Vitória da Conquista, porque o governo do Estado é do PT e o prefeito é do PT.

Já em relação a essa suposta divisão nossa, eu reafirmo que é bom, no momento. Até pela necessidade de a gente construir um projeto maior. Eu espero que Esmeraldino se coloque, que Onildo apresente o candidato do PSDB, que Arlindo se fortaleça no PROS, que Armênio se firme no Solidariedade, que Marcelo Melo prossiga e que todos trabalhem para que nós possamos sair para o enfrentamento com musculatura, com mais densidade eleitoral.

BLOG – E o projeto de ACM Neto, já anunciado como o nome da oposição ao PT para o governo do Estado, deverá ser a principal referência no posicionamento dos partidos da oposição aqui em Conquista? Neto é quem definirá se haverá uma ou mais candidaturas na cidade?

Herzem – Eu vi na convenção do Democratas, recentemente, Neto com uma palavra equilibrada e sensata. Não é à toa que ele, apesar de jovem, é um grande líder das oposições. Dos nomes que nós temos, além de Geddel Vieira Lima e outros, ele, sem dúvida, é um grande nome das oposições, até porque tem mais visibilidade. É o prefeito mais bem avaliado do Brasil, administrando uma cidade como Salvador, uma das mais difíceis de ser governadas na América Latina, dando demonstração de conhecimento e fazendo uma revolução de governo em Salvador. E quando você fala no projeto de 2018 ele sinaliza para 2016, porque é um degrau importante, uma plataforma de lançamento, e tem falado com muita habilidade, deixando que cada cidade desenvolva o seu pensamento político, a sua proposta política, com independência. Ele, Geddel, Lúcio, Jutahy, Imbassahy, João Gualberto, José Carlos Aleluia, esses grandes nomes da política de oposição, têm uma visão muito sensata e objetiva sobre as próximas eleições. Se nós marchamos unidos em 2012, conseguimos reunir os três grandes partidos da oposição, PMDB, PSDB, DEM e outros partidos, é natural que a repetição dessa aliança ocorra para 2016.

BLOG – A maioria dos prefeitos do Brasil reclama de dificuldade até para pagar a folha de pessoal, já tem prefeito dizendo que não tem como garantir o décimo terceiro salário dos servidores. Vitória da Conquista não parece passar por essa situação: mantém a folha em dia, realiza obras e acaba de anunciar que gastará R$ 700 mil em atrações para o Natal da Cidade. Essa situação diferenciada de Conquista pode ser atribuída à gestão, à arrecadação maior ou seria uma bolha que pode estourar, criando problemas para a próxima gestão?

Herzem – A esmagadora maioria dos municípios da Bahia, eu diria 400 municípios, não consegue acompanhar Conquista em relação ao seu orçamento, que não é essa coisa toda, mas é um orçamento de mais de R$ 600 milhões e que ultrapassará R$ 700 milhões facilmente. Conquista tem um Fundo de Participação dos Municípios (FPM) diferenciado de muitos. É verdade que o município perdeu, como os demais municípios brasileiros, com a crise.

Aliás, eu sou um municipalista. E o primeiro grande municipalista que eu conheci, que fez o primeiro grande trabalho em defesa dos municípios brasileiros foi Raul Ferraz. Ele gerou o modelo para o Estatuto das Cidades. Eu defendo o fortalecimento dos municípios.

Mas, como já dizia Orlando da Silva Leite, na década de 1960: “A Prefeitura é uma pobretona”. E eu acho que continua pobretona, respeitadas as devidas proporções. Se Conquista está beirando os R$ 700 milhões de orçamento, olha o tamanho de Conquista! A população chegando a mais de 350 mil habitantes e uma extensão territorial de 3.743 Km². A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) tem um orçamento de R$ 236 milhões. O orçamento do município é apenas três vezes maior do que o da UESB, que tem 10 mil alunos, enquanto Conquista tem 350 mil habitantes. Então, tem pouco dinheiro.

Mas, a Prefeitura quando anuncia mais de R$ 700 mil para a festa, ela anuncia porque ela tem. E eu diria que não vão ser R$ 700 mil, vai ser gasto mais de R$ 1 milhão. Eu não sou contra. Eu acho que é uma maneira de você atrair toda região, gente de todo estado e até de fora. Não sou contra. Agora, gostaria que também estivesse acompanhado com bom desempenho na educação, com mais investimento, assim como na saúde, na segurança pública, na mobilidade urbana, no embelezamento da cidade, no paisagismo da cidade, no comércio e em outros aspectos importantes que nós não estamos vendo acontecer.

Eu também diria que a Prefeitura poderia estar com as finanças em situação bem melhor, se nós estivéssemos governando com, no máximo, dez secretarias; eu diria que já se governa com oito, mas vamos imaginar dez secretarias, com redução substancial de cargos de confiança que tem demais.

Eu acho que o prefeito é perdulário, sim, em função de tantos contratos existentes, tantos carros alugados e a falta de critério na utilização do pouco que nós temos. Eles falam de transparência, mas a Prefeitura é uma grande caixa-preta. Esse site da Transparência é igual à história do orçamento participativo, que acaba manipulando a cidade e na verdade a cidade não participa, não decide o que ela tem do seu orçamento, diferente do que Neto está fazendo em Salvador, na visita aos bairros, ouvindo os bairros e, realmente, retornando e aplicando os recursos que a população pede.

BLOG – Sendo assim, não estaria faltando participação da Câmara de Vereadores, uma ação mais contundente para que essa caixa-preta que você menciona seja aberta? Não haveria uma passividade da Câmara em relação ao governo municipal?

Herzem – A Câmara de Vereadores deu sinais, ela mudou. A nossa Câmara está mais independente. Eu me lembro que, fruto de uma iniciativa isolada de Arlindo Rebouças, foi feito um levantamento de algo escandaloso: dos prédios que são alugados pela Prefeitura. E inúmeros são alugados de companheiros, de pessoas ligadas ao partido. É o tipo da relação incestuosa. Nós sabemos de parentes, contra-parentes. Uma quantidade enorme de carros alugados, que você precisa fazer uma auditoria para saber, verdadeiramente, desses contratos.

O que Neto fez em Salvador? Quando ele assumiu, a Prefeitura de Salvador não tinha credibilidade para comprar uma vassoura e ele passou a rever todos os contratos, suspendeu todos os pagamentos e hoje a Prefeitura de Salvador tem uma saúde financeira que permite a ele anunciar um investimento em educação na ordem de R$ 500 milhões. E não é o dinheiro virtual do PT, são recursos verdadeiros.

Mas, eu espero que a Câmara continue avançando. Gilzete Moreira deu uma nova dinâmica à Câmara, ela ficou mais independente. Ele derrotou a candidata do prefeito, que o prefeito tentou impor, que foi obrigado a retirar. Foram 14 votos a favor do presidente Gilzete. Seria uma derrota acachapante, o que acabou sendo e até pior porque perdeu por WO, ao retirar a candidata. A Câmara de Vereadores vem dando sinais e eu espero que ela avance. Eu tenho falando na Assembleia, que a gente tem que acabar com essa história de vereador do prefeito, deputado do governador. Precisamos que os parlamentares, o parlamento brasileiro retome a credibilidade. Essa credibilidade está abalada porque tem vários políticos com mandatos que atendem os interesses do seu partido, da sua agremiação e em troca nós sabemos de nomeações, de cargos e outros mimos.

BLOG – E por falar em Gilzete, na semana passada um dos blogs da cidade publicou que ele admite, que o PSB admite, uma possibilidade de apoiar Fabrício Falcão (PCdoB) para prefeito. Isso, embora há algum tempo o PSB e o prefeito tenham reafirmado que seguiriam o mesmo caminho em 2016. Qual você acha que será a escolha do PSB: Apoiar o candidato do PT?  Ficar contra o PT? Apoiar Fabrício, ou mesmo você? Ou teria candidato próprio?

Herzem – Você sabe que o Partido Socialista Brasileiro tem dado sinais evidentes de rompimento com o PT, isso nacionalmente. Mas, na Bahia, há uma dificuldade enorme. Tem um poeta que diz que “a Bahia é um país”. E é. O PSB se nega a ter vida própria e independência. Isso ficou mostrado e evidenciado na disputa para o governo do estado, quando a senadora Lídice ficou no palanque sem discurso e a votação dela foi decepcionante, puxando para baixo Eliana Calmon, que tinha um discurso, mas o palanque era muito ruim. E aqui em Conquista – se você observar que o Partido Socialista Brasileiro é governo, tem o vice-prefeito, que historicamente o partido tem sido um aliado coadjuvante da Frente Conquista Popular e que o PT é o partido que puxa os demais e os demais são penduricalhos, a exemplo do PCdoB também – eu não acredito que isso vá mudar.

Nós estamos trabalhando, enxergando a mesma Frente Conquista Popular em 2016. Poderá ocorrer diferente, claro, a depender do amanhã, porque, como diria Magalhães Pinto, política é como uma nuvem, você olha ela está no formato de um elefante, daqui a pouco, de um leão, depois de um coelho e daqui a pouco se dissipa, vai embora. Se não acontecer nada extraordinário em relação ao momento político nacional, se o PT conseguir sobreviver, pois ele está derretendo, mesmo assim, eu diria que esses partidos vão estar com o PT. E me parece que eles já sinalizam com a possibilidade de colocar um candidato com mais densidade do que o candidato do PT, para que eles possam chegar para o governador e dizer: “Governador, nós somos aliados e o nosso candidato é mais forte do que o do PT”. E aí, com certeza, o governador vai chamar o PT e fazer um acordo. Eu não tenho dúvida disso.

BLOG – Mas você está falando do PSB ou do PCdoB?

Herzem – Do PSB, do PCdoB e do PT, juntos. Eles não vão sair da Frente Conquista Popular.

BLOG – Você já foi do PSB. Não foi?

Herzem – Fui. Interessante, eu fui para o PSB porque Jadiel Matos me estimulou e depois eu levei ele. Mas lá eu tive pouca participação. Não participei de uma reunião, de uma decisão. Porque era o partido dos “meninos”, eles são proprietários do partido. São três, que mandam e desmandam no PSB de Conquista.

BLOG – Você não acha que Gilzete Moreira, presidente da Câmara, e Joás Meira, vice-prefeito e presidente da legenda, já não têm uma influência que quebra essa hegemonia desse grupo, dos “meninos”?

Herzem – Não, não. Mesmo Gilzete na presidência da Câmara. E ele está insatisfeito no Partido Socialista Brasileiro. Ele não vai é falar, que ele não pode, porque é do partido, mas foi desprestigiado, muito desprestigiado, e se firmou como presidente da Câmara, mas não o suficiente para dar as cartas no partido.

 José Carlos Oliveira (de branco), Gildelson Felício, dois dos "meninos", com Nadjara Régis, que sinaliza que deve sair do PSB.

José Carlos Oliveira (de branco) e Gildelson Felício, dois dos “meninos”, com Nadjara Régis, que sinaliza que deve sair do PSB. (Foto: Blog do Fábio Senna)

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Genivan Nery, o outro “menino”. “Meninos” foi como José Pedral Sampaio se referiu ao grupo que comandava o PSB na época de sua expulsão, em 1991. Herzem Gusmão também usou a expressão. (Foto: Câmara de Vitória da Conquista)