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Falta de água em Itabuna não é só por falta de chuva. Ou: Como está a Emasa não pode ficar

Com a falta de chuvas, passou de amarelo para vermelho o sinal de alerta no abastecimento de água em Itabuna. Na quarta-feira, 2, o prefeito Claudevane Leite decretou estado de emergência em razão da estiagem que se prolonga por quatro meses no município. O prefeito, acompanhado do presidente da Emasa, Ricardo Campos, e outros auxiliares, visitou as estações de captação de Ferradas, Rio do Braço e Castelo Novo e constatou que o nível está tão baixo que os motores da Emasa já estão tendo dificuldade para captar a água e transportá-la até as estações de tratamento.

Muita gente teme que a falta de água este ano se compare ao episódio de 1995, quando a população chegou a consumir água salobra, porque os mananciais secaram. Em outubro, Ricardo Campos alertou que a Emasa já tinha grande dificuldade para captar água nos mananciais, informando que a estação de Ferradas já havia interrompido a captação, “pois o rio naquele ponto secou literalmente (sic)”. Na mensagem enviada a membros do governo municipal, via whatsapp, o presidente da Emasa pediu que os colegas racionalizassem o uso da água e orassem para que chovesse nos próximos dias.

A mensagem de Ricardo foi enviada no dia 25 de outubro. Hoje, 3 de dezembro, ainda não choveu. Mas o problema não é só esse. A situação é praticamente uma repetição do que acontece todos os anos em Itabuna. Se demora de chover a população, que já sofre com a deficiência na distribuição de água, passa mais tempo ainda sem ser abastecida. Em períodos normais há pontos da cidade que recebem água com intervalos de uma semana e até 15 dias. Agora, sem chover, só carros pipas salvam. Segundo alguns moradores, o evento torna a água um bem muito caro, com uma carga de carro-pipa chegando a R$ 150,00. Para compensar a falta de água, a Emasa colocou oito* caminhões para levar água à população dos bairros mais afetados. (* Pode ser mais, porém, o presidente da Emasa não pôde confirmar porque estava em uma reunião debatendo o déficit hídrico).

Carros Pipa Emasa 2
Emasa manda água em caminhões para os bairros mais afetados
Carros Pipa Emasa
População faz fila para encher os vasilhames (Fotos: Blog A Vez e a Voz da Juventude)

A repetição do problema de todos os anos coincide com a discussão sobre o destino da Emasa, empresa municipal que cuida do saneamento e do abastecimento de água. A antecipação de que o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), que está sendo conduzido pela secretaria de Planejamento do município, propõe a busca de investimentos privados para resolver a deficiência no saneamento básico (menos de 15% do esgoto produzido na cidade são tratados) e no abastecimento de água, diante da falta de capacidade de investimentos da Emasa e da Prefeitura, gerou uma forte reação na cidade, reacendendo um antigo debate sobre a privatização da empresa ou o retorno dos serviços ao âmbito da Embasa – empresa estadual de saneamento. Calcula-se em R$ 300 milhões o custo da universalização do saneamento e abastecimento de água. Só a adutora que será necessário construir para trazer água da barragem do Rio Colônia, em construção pelo Governo do Estado em Itapé, custaria, segundo cálculos iniciais de técnicos das Embasa, em torno de R$ 80 milhões.

A discussão ganhou ainda mais corpo porque o prefeito Claudevane Leite e o vice Wenceslau Júnior encabeçaram movimento contra a venda da empresa há pouco mais dez anos, quando eram vereadores. O vice-prefeito Wenceslau, que em 2004 era a favor de uma Parceria Público Privada (PPP), agora é o coordenador do PMSB, na condição de secretário municipal de Planejamento e Tecnologia. O partido dele, PCdoB, divulgou nota afirmando-se contra a privatização. O governo garante que privatização nunca foi uma possibilidade, mas admite que analisa entre uma PPP e a gestão compartilhada com a Embasa.

Rio Cachoeira

AGUARDE ARTIGO SOBRE O PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO E PORQUE A EMASA DEVE CONTINUAR ITABUNENSE, MAS PRECISA PASSAR OU DIVIDIR OS SERVIÇOS DE ÁGUA E DE ESGOTO.

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1 comentário em “Falta de água em Itabuna não é só por falta de chuva. Ou: Como está a Emasa não pode ficar

  1. Gostei amigo-irmão!

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