Campanha Eleitoral

Olha Odir aí, gente! Pré-candidato bota a cara e tenta emplacar

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Odir em evento da CDL (com Nagib Barroso, de azul). Foto: Site da CDL

“Odir será o Rui Costa de Conquista”, teria dito o prefeito Guilherme Menezes ao governador, em conversa no mês passado, ao justificar a escolha, para disputar a eleição em 2 de outubro, de um nome diferente do que era esperado pela maioria do PT e dos eleitores. Rui não deve ter ficado surpreendido, pois sabe que o prefeito de Conquista, quando “encafifa” com uma coisa, vai até o fim. Além de ter demonstrado nesses dezenove anos que é bom de voto. Mas, não é o que Rui quer. Nem a cúpula do PT no estado.

Sabe-se que a preferência dos dirigentes partidários é a candidatura do deputado estadual José Raimundo Fontes, que aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos feitas no ano passado. Acontece que Guilherme não quer José Raimundo, tampouco Waldenor Pereira, que é o outro nome da corrente Reencantar colocado como pré-candidato para análise do PT municipal. Para o prefeito, que tem a máquina administrativa e é hegemônico no partido, há tempo, espaço e fé suficientes para fazer de Odir Freire o nome preferido da parte da população que elegeu José Raimundo em 2004 e a ele mesmo por quatro vezes, desde 1996.

Guilherme não quer fazer de Odir um querido. Sabe que Odir sorri pouco, acena pouco, abraça pouco e agrada pouco, mas afirma que seu pupilo é sério, competente e de extrema confiança. Isso todos os demais candidatos dizem de si mesmos, ou ouvem dos que os seguem e apoiam. O difícil é converter os atributos pessoais dos candidatos em votos. Não basta sorrir e distribuir abraços. Nem a circunspecção e a dedicação férrea ao trabalho. É preciso ter apoio de quem tem voto e visibilidade – física mesmo. Só é lembrado quem é visto. E de preferência associado a alguma coisa positiva.

Há muito tempo outros candidatos, como Herzem Gusmão e Fabrício, estão na caminhada. E se, para sorte da nossa cidade, não saem beijando pezinhos de bebês e distribuindo afagos populistas, não desperdiçam a chance de serem vistos e de demonstrarem simpatia por onde passam. Alexandre Pereira e Joás Meira fazem o mesmo. Armênio Santos e Arlindo Rebouças, idem. E José Raimundo e Waldenor, obviamente. Mas, Odir não estava nessa “vibe”. Quando recomendaram seu nome para ser o pré-candidato do grupo guilhermista, ele escreveu uma carta aos amigos – segundo o próprio Guilherme, uma carta muito bonita – agradecendo a deferência e declinando do convite. Preferia continuar trabalhando muito, discreto, sem precisar fazer de conta que é simpático e ainda virar o foco do olhar alheio.

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Entre colegas de prefeitura Odir já ganhou até um selo, cujo slogan é uma frase dita por Guilherme quando o lançou no PT.

Mas, durou pouco a resistência. Um mês depois ele já topava a missão, desde que não precisasse mudar o jeito de ser. Com outra carta ele disse sim e virou o nome de Guilherme Menezes para disputar a eleição. Aí, já viu, né? Caiu no mundo. É a cara do governo nos eventos públicos. Não tem Guilherme? Odir representa. Continua sem abraçar, mas já estende mais a mão. Ri mais. Olha para os fotógrafos. Como o tempo é pouco para cair nas graças do eleitor, vai ocupando os espaços possíveis e tentando estimular a fé dos que duvidam que ele pode ser o candidato do PT e, mais complicado ainda, vencer a eleição.

Dizem que Guilherme disse que ele vai ser o Rui Costa de Conquista. Será? Com a palavra, os demais candidatos.

(FOTOS: LUCIANA FLORES)

 

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