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Zika vírus pode infectar de 3 a 4 milhões de pessoas nas Américas. Na Bahia já são 471 casos

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O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue e a chikungunya.

O chefe de doenças transmissíveis da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Marcos Espinal, disse hoje que o zika vírus, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e da chikungunya, pode infectar de  a 4 milhões de pessoas nas Américas, das quais 1,5 milhão no Brasil. A previsão levou a OMS a uma reunião de emergência em Genebra, na Suíça, quando convocou um comitê emergencial para a próxima segunda-feira, para discutir sobre o vírus e decidir se o surto deve ser declarado uma emergência de saúde internacional. A última emergência do tipo foi anunciada por causa do ebola  em 2014. A poliomielite (paralisia infantil) havia recebido o mesmo status no ano anterior.

Segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, “o explosivo avanço do zika vírus a novas áreas geográficas, onde a população tem baixa imunidade, é outro motivo de preocupação, especialmente diante do possível elo entre a infecção durante a gravidez e o nascimento de bebês com microcefalia”. Margaret informou que a OMS reuniu os melhores especialistas do mundo para comprovar se o zika tem relação com a microcefalia (circunferência craniana menor do que 32 cm, que causa deficiência cognitiva) ou com a síndrome de Guillain-Barré (problema neurológico que causa paralisia).

Durante a reunião em Genebra, Marcos Espinal ressaltou que o “zika não é como ebola”. Isso, segundo ele, seria positivo, pois o contágio é uma brecha para o controle. “Temos o mosquito como veículo”, disse. “O esforço-chave está no combate ao vetor”. Ele afirmou ainda que um estudo a ser publicado sugere uma correlação entre o zika e a microcefalia em recém-nascidos no Brasil. “Não sabemos ainda se o vírus cruza a placenta e causa microcefalia. Ele tem algum papel, não há dúvida sobre isso”, disse.

Situação no Brasil

O número de casos suspeitos de microcefalia notificados no Brasil até 23 de janeiro subiu para 4.180, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (27). Desse total, 3.448 casos continuam em investigação e 270 casos foram confirmados, sendo que seis tinham relação ao vírus zika. Outros 462 casos notificados já foram descartados.

“Em relação ao boletim divulgado no dia 20 de janeiro, é possível constatar a tendência de redução no número de notificações. O aumento identificado em uma semana de casos notificados foi de 7%. No entanto, a quantidade de casos descartados cresceu 63%, passando de 282 para os atuais 462”, disse Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.

De acordo com o boletim, os 4.180 casos notificados foram registrados em 830 municípios de 23 Estados e o Distrito Federal. A região Nordeste concentra 86% dos casos notificados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação (1.125), seguido dos Estados da Paraíba (497), Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).

Onde apareceu primeiro

O vírus foi descoberto em Uganda em 1947 e os primeiros casos humanos registrados na Nigéria em 1954. Em 1977, ele foi registrado no Paquistão e, 20 anos mais tarde, na Micronésia. A Polinésia Francesa foi alvo de um surto em 2011 e, agora, a OMS estima que todo o continente americano será afetado. (Com agências internacionais).

Segundo o diretor, dois estudos de vacinas estão em andamento no Brasil: um feito pelo Instituto Bio Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, em conjunto com o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas, e outro desenvolvido pelo Instituto Butantan, em São Paulo, com apoio do NIH (Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos).

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