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Eleição em Itabuna: falsificação de pesquisa sinaliza que campanha pode ser “pesada”

2016-02-05 13.31.29Circulou nas redes sociais, grupos de WhatsApp e, até, de mão em mão, uma planilha falsificada mostrando números de uma pesquisa de intenção de votos que teria sido realizada em Itabuna pela empresa Sócio Estatística, do sociólogo Agenor Gasparetto, um dos profissionais mais respeitados da área na Bahia. A falsificação se utilizou do timbre do instituto, copiou as fontes de letras usadas normalmente pela Sócio Estatística e imitou as tabelas que o sociólogo monta para apresentar os resultados em resumo.

Na noite de quinta-feira (04), o BLOG recebeu uma mensagem contendo a imagem daquela que seria uma parte da pesquisa, com a quantidade de votos espontâneos, estimulados e a rejeição de todos os pré-candidatos a prefeito de Itabuna conhecidos. De fora, só os nomes do ex-prefeito Fernando Gomes e de Pedro Eliodoro, do PCO. Considerando estranhos os dados da planilha, o BLOG entrou em contato com o sociólogo Agenor Gasparetto que disse desconhecer a tabela apresentada para, logo após verificação mais detalhada, afirmar que se tratava de uma falsificação. Gasparetto publicou nota em seu perfil no Facebook ratificando o que disse ao BLOG.

Itabuna tem uma das eleições mais acirradas da Bahia. Durante 20 anos a disputa registrou uma alternância entre os grupos dos ex-prefeitos Geraldo Simões e Fernando Gomes, sempre com pequena diferença no resultado da eleição. Em 2008, Fernando Gomes desistiu de tentar a reeleição, mas o seu vice-prefeito e secretário José Nilton Azevedo, mais conhecido como Capitão Azevedo (DEM), foi para a disputa com outro militar, o então Capitão Fábio (PMDB), e a mulher de Geraldo, Juçara Feitosa (PT). Azevedo ganhou com 12 mil votos de diferença. Naquela eleição houve um episódio na linha da mencionada falsificação da pesquisa de Gasparetto: um folheto associando pessoas do grupo de Azevedo a magia negra e feitiçaria foi produzido por um dos adversários, mas foi denunciado e a Polícia Federal lacrou a gráfica que produzia o material, antes de sua distribuição.

Na eleição passada, o atual prefeito Claudevane Leite (Vane do Renascer, do PRB) disputou com o mesmo Azevedo, que buscava a reeleição, e com Juçara, que acreditava poder dar a volta por cima depois da derrota de 2012. A certa altura da campanha, quando a eleição estava bastante acirrada e as pesquisas mostravam uma disputa voto a voto entre Azevedo e Claudevane Leite, um “despacho” apareceu na calçada do comitê do evangélico Vane. A reação dos evangélicos foi aquela prevista pelos que colocaram a muamba: atribuíram ao mesmo grupo de Azevedo que foi alvo do panfleto de 2008 e reagiram “fechando” com Vane. O despacho foi obra interna, embora nem Vane e nem a coordenação da campanha tivessem conhecimento. Passada a eleição, os responsáveis pela “jogada de marketing” confessaram a ação. Aliás, contaram vantagem pelo feito.

Sem Vane, sem Juçara e sem Azevedo, quem serão as vítimas das jogadas? Quem falsificou a pesquisa de Gasparetto? O que mais vem por aí?

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Nota de Agenor Gasparetto afirma que pesquisa é falsa.
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