Anúncios
Itabuna Política Política e Governos Política Itabunense

Sucessão em Itabuna: Em breve tudo pode mudar no lado governista. Até uma candidatura de Vane é possível

Um dos nomes que mais despontou – positivamente, diga-se – no governo Vane, o presidente da FICC, que acumulou por quase um ano a secretaria de Transporte Trânsito, mostrou-se, também, um dos pré-candidatos com mais chance no complicado tabuleiro da política itabunense. Filiado ao PSD, o geógrafo e professor Roberto José ajudou o partido a ter mais visibilidade na cidade e atraiu bons nomes para compor a chapa de vereadores. Sabe-se, porém, que a política tem sempre um “mas”, reservado, quase sempre, para quem não faz parte do politiquismo tradicional e surpreende pela “novidade”, e eis que o PSD já não é mais a opção de Roberto José, ou RJ, como passou a ser conhecido nos meios da imprensa e dos partidos, graças às redes sociais.

images (1)
Roberto José deve deixar o PSD. Destino está sendo avaliado.

Agora, Roberto pode ir para um partido fora da base do governo estadual. As chances maiores são PMDB e PPS Segundo a assessoria, as conversam envolvem três partidos e há quem o aconselhe a ficar no PSD, para se juntar no apoio que o partido dará ao PT. Sim. Como já tinha dito o blogueiro João Matheus Feitosa, com aval de suas fontes fidedignas, o partido do senador Otto Alencar e da deputada estadual Ângela Souza vai atender ao pedido do governador Rui Costa e tentar ajudar Geraldo Simões a voltar para a prefeitura de Itabuna. Geraldo diz que gostaria de ter Roberto José na mesma campanha, mas há duas dificuldades, pelo menos. Uma é a decisão do grupo que acompanha RJ de que ele deve sair candidato e com o PT não há chance. Segundo, é que a chance, que só poderia ser de vice, já que Geraldo Simões (ou GS, na forma de chamar políticos atualmente em Itabuna) deve oferecer a vice ao PCdoB.

Sim. PT e PCdoB têm um Rio Cachoeira de chance de se juntarem de novo. Não deve ser por agora, levará uns dias. Não é fácil para Davidson Magalhães admitir que seu projeto municipal ficou pelo caminho. Mas, certamente, a união já vem se dando. Um dos principais líderes do PT no estado, com influência superior em Itabuna afirmou, literalmente: “Não podemos abrir mão do PCdoB”, e anunciou que a busca pelo fortalecimento da candidatura de GS inclui conversas com AZ (ex-prefeito Capitão Azevedo), RJ, Lee (Carlos Leahy, PSB)… “e por aí vai”. Outro petista, que antes – por motivação política, já que o PCdoB era quase adversário – atribuía grande parte do insucesso do governo Vane ao partido e, principalmente ao vice, Wenceslau Júnior, agora reorienta o discurso e diz que: “(Sobre o insucesso da administração) também acho que responsabilizam muito o PCdoB. É bom considerar o próprio prefeito e a equipe, que é muito ruim”.

geraldo-simões-no-congresso-nacional-2
Articulações de Geraldo incluem PCdoB

Por essa última frase, é possível prever que Geraldo Simões e o PT farão uma campanha de críticas ao governo atual, até porque Geraldo só poderia justificar sua volta demonstrando que ele fez boas administrações e quem veio depois dele não. Se Azevedo estiver do mesmo lado que ele, sobrará para Fernando Gomes e Vane. O PCdoB avalizaria esse discurso? Esta pergunta está na cabeça dos comunistas e do grupo do prefeito. Há quem tema que o PCdoB largue Vane no caminho. Por isso defendem a candidatura de Roberto José, ou mesmo do apresentador do Balanço Geral Itabuna, Tom Ribeiro, que é do PRB, partido de Vane, para defender o prefeito e a administração no processo eleitoral e, se tudo correr bem, resgatar o projeto e evitar que Vane vire vítima de devassas ou de uma campanha negativa no decorrer de uma eventual administração petista-comunista.

O fato é que o prefeito perdeu a capacidade de articular a sobrevivência do seu grupo governamental como grupo político. Anunciou que lideraria a busca de um consenso e não conseguiu. O governo municipal tem pelo menos quatro grupos apoiando pré-candidatos distintos. Uns mais ostensivamente, outros de forma discreta. Até o partido presidido por Vane, volta e meia fala em candidato próprio. O discurso é: “Se Vane não é candidato lançaremos alguém, só não vamos apoiar o PCdoB ou o PT”. Foi na esteira desse discurso que surgiu a alternativa Tom Ribeiro. E cresceu a opção Roberto José, contrariando o PCdoB, que se fiou em um acordo com Vane que ele tem dificuldade de cumprir, pois, embora possa emprestar seu apoio pessoal, não pode garantir que a maioria da equipe de governo apoie Davidson Magalhães – ou Geraldo Simões.

FB_IMG_1446145102014
Vane pode sair candidato, diante de sinais de que candidatura de Davidson não se efetivará

É daí que ressurge a possibilidade da candidatura do próprio prefeito. Uma pessoa do governo, que conversa com ele frequentemente, disse que Vane teria mencionado a hipótese de aceitar a candidatura à reeleição que negou, para desfazer a confusão que ele não pode evitar até aqui. Seria uma atitude corajosa do prefeito e boa parte do eleitorado que o elegeu o apoiaria nessa decisão, embora, a julgar pelas pesquisas, hoje sejam bem menos eleitores. Mas, o PCdoB daria duas meias voltas para ficar com Vane? Uma meia volta seria da própria candidatura; outra seria desistir de seguir o projeto estadual, avalizado pelo próprio governador Rui Costa. E o governador, afinal, como ficaria nesse novo imbróglio, já que ele e seu partido, em nível estadual, sempre afirmaram que onde houvesse prefeito aliado com candidatura teria o seu apoio?

A resposta, que deve fazer com que Vane fique onde está, mantendo a sua posição de desistente da reeleição, pode estar no fato de que o PT municipal nunca fez parte ou apoiou a administração dele, e ainda, que o PRB, partido do qual Vane é presidente em Itabuna, não faz parte da base aliada de Rui Costa.

Por fim, é razoável que se veja uma vantagem para Geraldo Simões nesse processo. Afinal, é justo reconhecer o sucesso de suas articulações e que ele ainda tem força política, mas também não é errado acreditar que Augusto Castro pode também ter o que comemorar. Basta lembrar qual a decisão mais lógica que o PMDB baiano deve tomar nos municípios onde houver candidaturas fortes do PSDB ou do DEM.

Anúncios

0 comentário em “Sucessão em Itabuna: Em breve tudo pode mudar no lado governista. Até uma candidatura de Vane é possível

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: