Nayana Gusmão: pré-candidata a prefeita de Vitória da Conquista

Posted on domingo, 24 abril 2016

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Com atraso, o BLOG publica o perfil da pré-candidata a prefeita de Vitória da Conquista Nayana Gusmão. Servidora pública federal, professora, empresária e ex-candidata a deputada federal nas últimas eleições, quando obteve  4.857 votos, Nayana anunciou a sua pré-candidatura pelo PTdoB e é frequentemente lembrada como um dos nomes do Grupo Independente para disputar a sucessão do prefeito Guilherme Menezes.

Única mulher a se apresentar como pré-candidata a prefeita, Nayana não é uma veterana na política, embora tenha disputado a eleição de deputado em 2014. Como o leitor poderá verificar, ela tem um pensamento independente e muito convicto. Isso faz com que muitos dos partidos que lançaram nomes para prefeito pensem nela como uma boa companheira de chapa. Tem que ver se as propostas combinam. Nayana tem uma visão muito clara e definida do que um prefeito precisa fazer para que Vitória da Conquista saia do estágio que ela chama de estagnação.

O BLOG mantém o compromisso de publicar o perfil de todos os pré-candidatos que forem confirmados por seus partidos e que enviarem ao blog um breve currículo, sua opinião o Brasil e Vitória da Conquista e dizendo a razão pela qual desejam dirigir o município. O texto é livre e será publicado como enviado, salvo pequenos ajustes em função do espaço ou para corrigir eventuais erros de digitação.

Logo depois de Nayana, o BLOG trará o perfil de Herzem Gusmão (PMDB) e em seguida Fabrício Falcão (PCdoB). O pré-candidato Alexandre Pereira (PSB) não atendeu ao chamado do BLOG e Arlindo Rebouças (PSDB) enviou apenas currículo, sem o complemento, estamos aguardando a segunda parte. Outros pré-candidatos não mencionados aqui podem enviar material, se tiverem interesse na publicação.

IMG-20160321-WA0000[1]NAYANA GUSMÃO (PTdoB)

“Eu nasci em Conquista, estudei na Sacramentinas e no São Tarcísio, fiz Direito na UESB, depois fiz Licenciatura em Letras na UESB e ano passado concluí o Mestrado em Letras (também pela UESB). Sou Policial Rodoviário Federal há 10 anos e empresária há 15 anos, sou sócia do Curso Zênite. Fui militante estudantil desde o ensino médio; depois, já na UESB, continuei militando, quando participei do Diretório Central dos Estudantes. Sempre gostei de política e acompanho desde muito nova.

Eu tenho vontade de participar de um projeto político e administrativo que cumpra esse papel de fazer o município avançar, de ajudar essa população que reclama constantemente a presença do poder público

Acredito que Conquista teve avanços visíveis em relação ao passado, tem uma administração equilibrada, mas está estagnada já há um bom tempo. Existe uma necessidade grande de obras públicas de mobilidade urbana e precisamos repensar o transporte público, pois não atende a diversas regiões do município. Tenho uma preocupação especial com a educação em nossa cidade, pois o sistema atual gerou um quantidade enorme de crianças e jovens que não sabem ler, não recebem uma educação de qualidade, não são estimuladas a participar das decisões da escola e das suas comunidades. Não há uma política de cultura e esportes eficaz, que ajude a tirar os jovens das ruas e das drogas. Não há política de meio ambiente, não se evolui na coleta de lixo, no descarte de materiais especiais, como equipamentos de informática…

Enfim, a cidade não evolui, não acompanha as necessidades contemporâneas. Conquista parou no tempo e quem sofre com isso é a população mais carente. A cidade não é pensada de forma global, não há integração entre políticas de mobilidade e segurança, saneamento básico e saúde, educação e lazer, enfim… Eu tenho vontade de participar de um projeto político e administrativo que cumpra esse papel de fazer o município avançar, de ajudar essa população que reclama constantemente a presença do poder público. Mais do que ocupar esse ou aquele cargo, eu quero ajudar minha cidade a crescer com responsabilidade, a melhorar sua educação para garantir um futuro melhor para as nossas crianças. Isso pra mim é uma questão de cidadania, e se eu tiver oportunidade de participar disso como prefeita, vice prefeita, vereadora ou simplesmente como cidadã, o que importa pra mim é ver a cidade num caminho certo.

O primeiro partido no qual eu me filiei foi o PTdoB, em 2012. Em 2014 me candidatei a um cargo eletivo pela primeira vez, a deputada federal pelo PTdoB. Sou presidente do diretório municipal e pretendo continuar no partido.

Durante a militância estudantil, fiz grandes amigos, a maioria de esquerda, muitos deles filiados ao PT. Hoje nenhum dele é mais filiado, uns foram para o PSOL, outros deixaram a política. Sempre me mantive apartidária quando era militante. A militância cega. Os extremismos, a dificuldade de diálogo dos dois “lados” diferentes, isso sempre me incomodou. Ainda acho que uma sigla partidária não representa a totalidade do pensamento político que devemos ter, mas nosso sistema é assim, exige que o candidato pertença a um partido, e isso é bom por um lado, para que o eleitor identifique no candidato suas inclinações ideológicas.

Ah, e o fato de ser funcionária pública não influencia na questão partidária, mas exige que eu me afaste do trabalho durante a campanha eleitoral. Esse afastamento é remunerado. Inclusive eu acho errado receber o salário integralmente. Tudo bem que é uma forma de incentivar o funcionário público a participar da democracia, também tem o fato de o afastamento evitar abusos, o uso da função para questões políticas, tudo bem. Mas receber o salário todinho, integral, da mesma forma como os outros que estão trabalhando, isso eu acho errado”.