De a um a dez, chance de PSB ficar com o PT na sucessão municipal em Conquista é mais do que cinco.

Posted on quarta-feira, 1 junho 2016

0


No dia 13 de março, um domingo, na Churrascaria Los Pampas, um importante empresário conquistense e dos maiores defensores da pré-candidatura do advogado Alexandre Pereira (PSB) a prefeito de Vitória da Conquista, respondendo a um interlocutor – que queria saber se a proposta de candidatura do advogado e ex-presidente da Câmara de Vereadores ultrapassaria o São João – disse, claramente: “Não. Porque [Alexandre] não tem dinheiro e nem apoio, além do próprio partido”.

De lá para cá, quase três meses depois, o PSB fez algumas reuniões e reforçou para dentro a ideia da candidatura própria e Alexandre esteve em alguns eventos, manteve uns tantos contatos, mas pouca evolução é notada, o impacto da proposta de candidatura dos socialistas foi reduzidíssimo. Neste tempo, várias conversas ocorreram, incluindo tentativas de acordo com o PCdoB, que tem Fabrício Falcão como pré-candidato. O PSB ofereceu a vice ao PCdoB, que recusou, considerando a posição de em todas as pesquisas de intenção de votos, em que aparece revezando-se com José Raimundo em segundo lugar, muito na frente de Alexandre.

Pois eis que junho começa insinuando que o caminho do partido dirigido por José Carlos Oliveira, Gildelson Felício e Genivan Neri, os “meninos do PSB”, deve ser de volta. Parece que o ditado popular “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” tende a se confirmar na política conquistense nos próximos dias. Desde que foi aclamado como pré-candidato do PT à sucessão do prefeito Guilherme Menezes o deputado José Raimundo Fontes tem insistido em suas entrevistas e manifestações públicas que acredita em uma composição que inclua o PSB e o PCdoB, refazendo a Frente Conquista Popular, rompida quando os dois partidos anunciaram candidaturas próprias à prefeitura.

Pouca gente, mesmo no PT, compartilhava da fé de José Raimundo, até porque tanto PCdoB quanto PSB faziam questão de afirmar seu desinteresse em voltar à aliança. Embora sem agressividade, líderes e militantes dos dois partidos passaram a criticar a administração municipal e a postura do PT de, segundo eles, insistir em ser sempre o protagonista, o “artista principal” do filme, restando aos demais o papel de escadas. Mas, hoje, 1º de junho, o empenho de José Raimundo dá sinais de ter surtido efeito.

Zé, Alexandre e Nonô

Como as pontes não foram desfeitas, há firmes indicações de que esta cena pode se repetir no palanque. (José Raimundo, Alexandre e Waldenor, em foto da campanha de 2012). Foto obtida no Blog do Nildo Freitas.

Ainda sem perspectiva de recursos financeiros e sem outras forças partidárias que não o próprio PSB, a ideia da candidatura de Alexandre a prefeito começa a perder força e dizem que os socialistas caminham para oferecer o nome do vice para a chapa petista. Seria a terceira dobradinha dos dois partidos em 24 anos e sete eleições (Gilzete Moreira foi vice de José Raimundo e Joás Meira é o vice de Guilherme).

É esperar o São João chegar para saber se o PSB aceitou mesmo a corte feita por José Raimundo e vai para o meio do terreiro dançar mais um xaxado com o PT. Por enquanto, é só especulação, colagem de informações que vêm daqui e dali, mas a reunificação dos partidos da velha Frente Conquista Popular é vista como a única chance de o PT e partidos da base do governo Rui Costa não perderem a eleição para Herzem Gusmão, quiçá no primeiro turno.

A pergunta que fica é: e do PCdoB, o PT desistiu?