Xadrez da política conquistense: Herzem mexe bem as peças, mas Arlindo é quem dá o xeque

Posted on quarta-feira, 15 junho 2016

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Parecia que tudo seria mantido no banho-maria dos últimos dois meses. O relógio andava, mas ninguém fazia movimento importante no jogo de xadrez que é a política conquistense. Por semanas, um único factoide circulava, alimentado por blogs: a vereadora Irma Lemos era a candidata a candidata a vice-prefeita de todos os pré-candidatos, do DEM ao PCdoB. Do lado do PT muita tergiversação, Guilherme dando voltas para falar de sua participação na campanha, Zé Raimundo intenso na região e miúdo em Conquista; Herzem esperando o São ACM Neto operar o milagre da unidade da oposição nesta banda fria do Sudoeste; Fabrício Falcão em busca de um partido para parceiro; Marcelo Melo se mexendo com uma discrição que há muito não se vê, mas, dizem, com resultados; Arlindo esperando João Gualberto e sua afirmação de candidatura…

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Movimento 1: Herzem, entre Irma Lemos (de óculos), Nei Mota e Pastor Sidney.

Arlindo e Marcelo

Movimento 2: Arlindo Rebouças e Marcelo Melo. Xeque.

Até que dois movimentos fizeram a plateia abrir os olhos. Herzem anunciou que três partidos com os quais todo mundo contava, do PT ao DEM e PSDB, passando pelo PCdoB, lhe afirmaram apoio: PTB, de Irma Lemos; PRB, do Pr. Sidney e PSC, de Nei Mota. Logo depois, foi a vez de Arlindo Rebouças fazer a jogada: conseguiu uma conversa com o também prefeiturável Marcelo Melo e ambos deixaram a mídia destacar uma união dos dois para a disputa. Um xeque em Herzem. Com a jogada, os prefeituráveis confirmam suas intenções de manter-se na disputa, empurrando o fim do jogo para o segundo turno.

Com o movimento de Arlindo e Marcelo está o projeto de Herzem em xeque porque todo mundo sabe que o êxito do PMDB na sucessão municipal de Conquista depende, enormemente, de PSDB e DEM, partidos de Arlindo e Marcelo, respectivamente. Juntos têm mais chances de vencer o PT ainda no primeiro turno. Separados, aí, no segundo turno, é bom colocar as barbas de molho, pois, na política, ninguém que está vivo está morto.