E a pesquisa da Veritá, afinal? O gato comeu?

Posted on terça-feira, 25 outubro 2016

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E até agora nada de Veritá. Ninguém sabe, ninguém viu. Não foi a campanha de Zé Raimundo que encomendou. Nem foi a de Herzem. Isso é o que o BLOG ouve quando procura qualquer um dos lados para saber, afinal, quais os números da pesquisa secreta. Por que ela ainda não foi divulgada (a publicação está liberada desde a zero hora de hoje)? Terá sido uma ação judicial impedindo? Terá sido desistência do instituto de fazer o levantamento, orçado em R$ 32 mil, sem cliente certo para pagar?

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A quem interessa divulgar ou esconder a pesquisa do Veritá?

Do silêncio autorizam-se várias hipóteses, ou especulações, como queiram.

A primeira aceita foi a de que a pesquisa era do interesse do PT e de Zé Raimundo. Nas redes sociais, especialmente em grupos de WhatsApp, militantes mandavam os herzistas (seguidores de Herzem Gusmão) se prepararem para o que vinha (ou vem). O substantivo feminino “virada” virou palavra de ordem e sinônimo de esperança. Mesmo que o PT, oficialmente, nem qualquer porta voz da campanha de Zé Raimundo assumissem a pesquisa, havia nas redes sociais um certo apadrinhamento da mesma pelos seguidores do petista, eleitores carregados de fé, que devem ter esperado (e podem estar esperando) os percentuais como criança esperando o sino tocar meia noite no Natal e Papai Noel deixar o presente no sapato. Papai Noel se atrasou. Já há quem ache que ele cancelou o presente.

Já pelos lados de Herzem Gusmão – e o BLOG tem poucas fontes lá – a negativa é enfática: “Não temos nada com isso!” Mesmo assim, os pensadores da campanha resolveram espalhar um argumento para desmentir a pesquisa, caso ela saísse (ou ainda saia). Um roteiro conspiratório digno de Michael Moore*. A estratégia do PT, segundo os herzistas:

(1.) O anúncio da pesquisa, sem associar o nome de Zé Raimundo diretamente; (2.) em seguida o governador Rui Costa viria a Conquista para inaugurar e anunciar obras atrasadas (o “atrasadas” por minha conta); (3.) a propaganda do governo do Estado do rádio e na TV teria um incremento de mídia; (4.) milhares de panfletos com os números da pesquisa seriam espalhados em todo município; (5.) a propaganda de Zé na TV faria repercussão extenuante dela e (6.) o MST se juntaria aos cargos de confiança e a militante petistas para encher as ruas da cidade e mostrar volume de campanha. Pode-se dizer que as partes 1, 2 e 3 do roteiro foram cumpridas, as demais dependeriam de a pesquisa ser publicada.

Uma terceira versão também surge e a esta o PMDB reagirá, certamente:

A pesquisa teria sido pedida ao Veritá pelos herzistas, que espalhariam que a mesma seria dos zezistas (seguidores de Zé Raimundo) e deixariam correr que poderia ser uma pesquisa apontando empate técnico. Isso deixaria os zezistas empolgados, carimbaria a pesquisa como petista, geraria um zum-zum-zum para valorizar o levantamento e eis que, tchan, tchan, tchan… o resultado traria Herzem à frente, com diferença significativa e isso na pesquisa do… PT. Interpretação desejada: “Vejam, até a pesquisa do PT dá Herzem na frente”.

Claro que a mesma versão pode ser sustentada com PT e Zé Raimundo no lugar de PMDB e Herzem. Afinal, são teorias. O silêncio questionável do instituto (que terá feito – se fez – a sua primeira pesquisa no estado aqui em Conquista), autoriza todas as ilações.

* Documentarista americano autor de Tiros em Columbine e Fahrenheit 9/11.