Guilherme não cede e Conquista é uma das poucas a ter transição de apenas 30 dias. Prefeito eleito reclamou.

Posted on quarta-feira, 23 novembro 2016

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Em Camaçari, governada pelo PT, a transição de governo começou há mais de 15 dias, quando o prefeito Ademar Delgado recebeu o prefeito eleito, Elinaldo Araújo (DEM). Antes da reunião, no dia 4, o prefeito havia publicado decreto instalando a comissão de transição desde o dia 25 de outubro. Em Candeias, na segunda-feira, 21, o prefeito Sargento Francisco reuniu-se com o prefeito eleito Pitágoras Alves Ibiapina, o Doutor Pitágoras (PP), e abriu a prefeitura para receber a comissão de transição. Sargento Francisco explicou que a intenção é dar todas as condições para que o prefeito eleito tenha informações para iniciar sua gestão da melhor forma possível. Em Lauro de Freitas, o prefeito Márcio Paiva (PP) e a eleita Moema Gramacho já conversaram e definiram o início do trabalho da equipe de transição

Em Ilhéus, o prefeito Jabes Ribeiro deu um ar solene à instituição da comissão, em ato no Palácio do Paranaguá e disse que o processo de transição já havia sido iniciado e que ele e o prefeito eleito já conversaram várias vezes. “Este decreto constitui um ato de democracia, pela soberania popular, de vontade dos ilheenses. As conversas sobre essa questão, já foram iniciadas e realizadas com o prefeito eleito, Mário Alexandre (PSD), algumas vezes. Estamos trabalhando para que a transmissão aconteça da melhor maneira possível”, destacou Jabes. Até em Mutuípe, onde o PT administrava desde 2000, o prefeito já recebeu o sucessor e tratou da transição.

Em Vitória da Conquista a transição só começará mesmo em 1º de dezembro. O prefeito eleito solicitou que fosse antecipada, insistiu, dizendo “temer descontinuidade nos serviços essenciais da prefeitura”, mas o prefeito no cargo não aceitou começar antes. No início desta semana a equipe de Herzem Gusmão negociava com a Caixa a cessão de um espaço para os trabalhos da transição. Guilherme Menezes também não definiu um espaço interno da prefeitura para a comissão. Embora esta não seja uma obrigação, é uma prática adotada pela maioria dos gestores que estão deixando o cargo. Sequer uma conversa entre os dois ocorreu. Aliás, Guilherme e Herzem só têm contato nos últimos anos por meio de advogados, em ações na Justiça.

O prefeito disse, em entrevista ao BLOG, que aceitaria conversar com o eleito, porém, desde que procurado, o que não ocorreu, numa demonstração de que são dois turrões, pois Herzem, que se prega democrático e aberto ao diálogo não fez nenhuma menção de procurar Guilherme. Este diz que vai fazer a transmissão do cargo, pessoalmente, mas tem gente duvidando. Vai depender do que Herzem disser durante a transição. Pelo que ele já disse – ao reclamar de uma licitação de lixo e ao considerar que o atual governo não tem mais legitimidade para negociar o contrato do Município com a Emasa – o BLOG acha difícil Guilherme Menezes prestigiar a posse de Herzem Gusmão. Mas não é impossível. Tomara ocorra.

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Enquanto não começa a transição na prefeitura Herzem e equipe buscam informações na Caixa sobre contratos existentes e recursos destinados ao município. Na manhã desta quarta-feira (23), o prefeito eleito, acompanhado de membros da sua equipe, participou de uma reunião com o Superintendente da Caixa, Ismael Boaventura, e diversos gerentes do banco. Na Caixa, Herzem afirmou que o seu maior interesse está nos projetos e financiamentos em que a administração municipal tem o aporte do banco, “principalmente os empréstimos realizados para pavimentação de ruas e de corredores de ônibus”.