Murilo Mármore e Ceres Almeida: dois nomes prováveis da equipe de Herzem que já estão gerando polêmica.

Posted on quarta-feira, 23 novembro 2016

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Aos poucos o secretariado do novo governo vai sendo conhecido. Ainda não é a equipe que o prefeito eleito, Herzem Gusmão, prometeu. Ele disse que escolheria os melhores de cada área e não aceitaria negociar cargos por apoio político. A primeira promessa ainda aguarda confirmação, mesmo com a escolha de nomes como Cláudio Cardoso (para a futura Secretaria de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico) e Arlindo Rebouças (para a Secretaria de Mobilidade Urbana). A segunda ele não tem mais como cumprir, pois, as escolhas do próprio Arlindo, de Marcelo Melo (que vai assumir a Educação) e de Esmeraldino Correia são, sem dúvida, devidas ao apoio recebidos na eleição ou por imposição de lideranças maiores, como ACM Neto, do DEM.

Uma das dificuldades decorrentes do discurso de campanha do prefeito eleito é que ele não poderá trazer pessoas de outras cidades para seu governo. Em redes sociais e conversas em ambientes políticos há uma forte reação dos apoiadores de Herzem contra isso. Por isso, uma pessoa próxima a ele diz que “no final vai ser um secretariado bom dentro do possível”. Conquista só saberá disso, oficialmente, no dia 15 de dezembro, data definida para o anúncio do primeiro escalão do novo governo. Mas, antes, dois nomes devem repercutir muito, no meio político e entre os eleitores. Já estão rendendo polêmica antes de serem anunciados oficialmente.

Um dos nomes foi mencionado em nota na Coluna Satélite, do jornal Correio da Bahia, nesta quarta-feira, com o título “Cheiro de Mofo”: o ex-prefeito Murilo Pimentel Mármore, cuja administração – entre 1989 e 2000 – foi muito criticada. Murilo é advogado e deve assumir a Procuradoria-Geral do Município na administração de Herzem, que sempre enfatizou a sua admiração pelo ex-prefeito. O outro nome é o da enfermeira Ceres Almeida, auditora da Secretaria Estadual de Saúde.

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Murilo foi prefeito e agora poderá ser procurador-geral com o prefeito Herzem

A reação ao nome de Murilo tem explicação na promessa de Herzem de que renovaria a administração e não nomearia nomes da velha política. Já tem gente associada ao projeto peemedebista temendo que Murilo seja apenas um dos nomes da velha política a fazer parte do novo governo, que já tem confirmado o ex-secretário José William, que trabalhou nas administrações de Raul Ferraz, Gildásio Cairo, José Pedral Sampaio e com o próprio Murilo. A favor de José William, no entanto, contam o excelente trabalho que fez na zona rural e o fato de que não entrou na campanha por via partidária.

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Ceres Almeida (na foto com o vereador Cícero Custódio/PSL quando foi homenageada pela Câmara de Vereadores).

Considerada muito competente e séria, Ceres Neide Almeida encontra resistência porque para o setor que ela deve assumir tem muitos candidatos, alguns dos quais da linha de frente da campanha de Herzem. Os que resmungam alegam que a profissional seria muito ligada ao deputado petista Jorge Solla, ex-secretário de saúde de Conquista e do estado. Segundo o currículo Lates de Ceres Almeida, ela é graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (1988) e atualmente é professora especialista da FTC de Vitória da Conquista; coordenadora de Avaliação, Controle e Auditoria da Secretaria de Saúde de Belo Campo e Auditora em Saúde Pública da Sesab. Tem experiência na área de Gestão em Serviços de Saúde, com ênfase em Saúde Coletiva e Enfermagem e em Saúde Coletiva, Obstetrícia, Pediatria e Gestão.

Leia a nota do Correio da Bahia sobre a indicação de Murilo Mármore para o governo de Herzem:

Cheiro de mofo
Eleito com a promessa de renovar a gestão em Vitória da Conquista, o futuro prefeito Herzem Gusmão (PMDB) deixou de cabelo em pé caciques do partido e da oposição, que consideram o sucesso da administração da cidade fundamental para a batalha de 2018. O alerta piscou diante das especulações que apontam para a presença de velhas raposas políticas no alto escalão de Herzem. Entre eles, ex-prefeito Murilo Mármore, que ficou famoso ao pagar os servidores com vale, uma forma de compensar atraso nos salários. O célebre “chequinho” era descontado no comércio local como se fosse moeda corrente.