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Eis o BLOG de volta.

O blog retorna quando já acaba o carnaval. Recomeça devagarzinho, sem alvoroço, sem manchetes impactantes, sem revelações bombásticas, sem nada, assim, tão sensacional.

Eu tenho muitas matérias prontas, algumas muito boas, mas são da revista. Eu venho escrevendo e reescrevendo a segunda edição da CONEXÃO há mais de três meses. É que publicar uma revista é muito caro. A gráfica de Vitória da Conquista que cobra menos por mil exemplares quer R$ 7 mil. Até agora eu só consegui R$ 1,5 mil. Se eu vender 400 revistas (da última vendi mais ou menos essa quantidade) não consigo pagar pela impressão, nem pelos demais custos que já tive e ainda terei, como distribuição e comissão de banca de revistas. Então, sou obrigado a ficar atualizando a edição até que apareçam anunciantes, mesmo que (desta vez eu abro mão de me patrulhar a mim mesmo) do governo do estado, da prefeitura ou da Câmara de Vereadores. Se não aparecer nenhum contrato até o dia 15, talvez eu desista do projeto.

A primeira edição da revista eu banquei sozinho. Das repórteres, ao diagramador, passando pela impressão e chegando aos custos de distribuição. Praticamente fali com esse erro de cálculo. A surra foi tão grande e a decepção com a parte comercial tão imensa que eu deveria mesmo desistir. Recebi esse conselho de um empresário, um que eu sempre pensava em procurar quando queria fazer algo assim, uma revista, um programa de rádio, de TV, onde o jornalismo seja realizado com esforço ético e de qualidade, pensando na construção de um mundo melhor, uma sociedade melhor, etc.

Ele costumava me incentivar a realizar meus próprios projetos, ao invés de me dedicar a fazer dar certo os projetos de outras pessoas; seu conselho era que eu apostasse em meu próprio nome, ao invés de ficar doando meu esforço e talento para os outros. Para ele, eu tinha um nome respeitado, era um dos melhores da minha área e isso seria uma espécie de grife da qual eu deveria fazer uso para ganhar o mercado. Nas vezes anteriores que tentei não o procurei, fui fazer isso agora, com a revista. “Uma perda de tempo”, foi o que ouvi desta vez. Mas, ele ajudou o projeto, comprando um exemplar de CONEXÃO. Somei aqueles dez reais aos conselhos do passado para investir no meu idealismo.

40 ANOS NA LABUTA

Não quero desistir. A primeira edição foi muito bem recebida e as matérias desta que estou fechando são muito boas. Por isso ainda insisto. Também insisto porque este ano, em especial, quero fazer o jornalismo que admiro e que acho que não pode morrer. Em setembro completam-se 40 anos que eu comecei a fazer isso profissionalmente. Sei fazer mais algumas coisas, mas comunicação e jornalismo são o que faço melhor, mesmo sabendo que não faço tão bem. Já vendi doce, lustrei sapato, carreguei malas e feiras, vendi pão e picolé pelas ruas da minha cidade, fui aprendiz de mecânico, trabalhei na feira-livre e em depósito de distribuidora de remédios, fui vendedor de aromatizantes para carro, arrisquei ser guia turístico, trabalhei em banco e em outras coisas mais ou menos importantes, mas a minha vida só fez sentido – e algum dinheiro, suficiente para comer e vestir – quando fiz o que ainda tento fazer, com cada vez mais dificuldade.

Este ano se avizinha como um dos mais difíceis para o país. Não falo só de economia, falo de convivência, de fé nas instituições, de relações sociais e políticas. Mas, é o ano em que completo 40 anos tentando fazer comunicação e jornalismo. Não sei quanto tempo mais eu terei neste mundo. Aos 56, imagino que todo mundo começa a pensar mais nisso, no quanto pode estar perto de deixar o Planeta. Sempre vivi como se um dia fosse todo o tempo que tenho. A revista, um projeto de programa de TV na web, um programa de rádio, este meu querido BLOG e mais um, o minhaconquista.com, essas coisas são as que sei que posso fazer e quero fazer nesta hora e em cada dia de vida.

Mas, desculpem se deixei parecer que quero fazer isso antes de morrer como se fosse eu morrer logo. Não! Vou viver muito. Quero fazer tudo ou uma parte do que sonho porque acho que é uma forma de eu contribuir para o mundo em que vivo, para ajudar pessoas a pensar mais, a debater sobre os problemas que as cercam ou comemorar o tanto de coisa boa que ainda nos circula e que nem sempre a gente vê, por causa da fuligem da pressa, do afã de juntar bens ou ganhar o pão de cada dia, do medo e do stress.

Eu me prometi (aos que dizem esperar) uma revista nas bancas este mês. Mudei as datas, porque as circunstâncias mudaram as regras e me enfraqueceram. E a revista vai sair, eu acredito. Até lá, teremos o BLOG, que continuará depois dela. Hoje ele volta aqui, para confirmar que existe e vai permanecer. Por idealismo, por amor ao jornalismo, porque eu acho bonito e porque alguma coisa tem que ser feita para que meus muitos amigos e poucos leitores se sintam contemplados.  A partir de hoje, blogosfera volta a contar com mais opinião e um pouco mais de jornalismo. Textos, fotos, talvez vídeos. O melhor que eu puder fazer com a ajuda de que quantos queiram.

E como o carnaval ainda não acabou: Alalaô, ô, ô, ô, ô…

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A última matéria jornalística do BLOG foi publicada em agosto do ano passado

 

 

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Categorias:Uncategorized

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