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Praça e estudantes: um acerto de Herzem Gusmão

A prefeitura vai fazer uma praça na Patagônia. Isso, em si, já é uma boa notícia. Salvo engano da minha memória, a última praça a receber tratamento para virar uma praça de verdade foi no governo Murilo Mármore, a Praça Mármore Neto, chamada de Praça do Boneco. Talvez os prefeitos Guilherme Menezes e José Raimundo Fontes tenham feito alguma, mas eu não sei qual. Se houver, farei o registro devido, com pedido de desculpas. Mas, não estou falando em mexer numa praça, enfeitar seus canteiros, digo fazer, com projeto e tudo.

Antes de sair do governo, Guilherme deixou andando a pracinha do Café, que recebeu o nome de José Marinho de Andrade, criador da empresa Sabão Teiú, que reformou o local. Também ficou em conclusão a reforma da Praça Crésio Dantas Alves, conhecida praça da Escola Normal, que foi totalmente remodelada por uma empresa privada, como compensação ambiental. Ou seja, nada de dinheiro público.

Resultado de uma permuta entre a prefeitura e a construtora PEL, que envolveu ainda um terreno na periferia da cidade, da parte do município, e a área do antigo Clube Social, da parte da empresa, a praça será implantada em área desmembrada do Deserg, o setor de guarda e manutenção de veículos e tratores da prefeitura. Entre as obrigações da PEL no contrato está a construção do espaço público de convivência que vai servir aos moradores do bairro Patagônia e adjacências.

Prefeito fala do projeto a estudantes de faculdade
Prefeito fala do projeto a estudantes de faculdade

Além de ter feito uma negociação considerada vantajosa até por opositores na permuta com a construtora, o prefeito Herzem Gusmão tomou uma decisão inédita, ao envolver os estudantes de Arquitetura da cidade no projeto. A prefeitura abriu (ou abrirá, oficialmente) concurso para escolher o melhor projeto preparado pelos estudantes das três instituições de ensino superior da cidade com curso de Arquitetura (Fainor, Santo Agostinho e Maurício de Nassau) e o vencedor ganhará uma viagem a Paris, com acompanhante, além de um prêmio de 4 mil euros*. Poderia ser Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Gramado, mas a escolha recaiu sobre a capital francesa, que seja. Mas, tomara que não seja no inverno. Seria de doer.

Herzem apresenta edital arquitetura praça
Apresentação do edital na Santo Agostinho

* Pode ser um equívoco do projeto oferecer prêmio em moeda estrangeira. Governos nacionais não podem fazê-lo, mas sempre em moeda nacional, o Real.

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