Solidariedade

A angústia de um avô pela espera de uma medula que pode salvar seu neto de 18 meses

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O pequeno Henrique Ferraz Graziani, de um ano e meio, está internado no Hospital São Rafael, em Salvador, onde aguarda pela doação de uma medula óssea que possa curá-lo da leucemia que lhe causa dor e o impede de viver plenamente a alegria da vida. Henrique é filho de Gabriel Graziani e Clariana Ferraz e neto do presidente do Sindicato dos Comerciários e vereador Gilmar Ferraz e seus pais descobriram que ele tinha a doença há 11 meses. Uma campanha vem sendo feita nas redes sociais e na imprensa, na busca de um doador 100% compatível.

Na sessão da Câmara de Vereadores desta sexta-feira (16), o avô de Henrique tentou falar dele na tribuna e não conseguiu. Gilmar Ferraz chorou. O choro atrapalhou sua fala, mas ele agradeceu ao apoio que vem recebendo e reforçou o pedido para que as pessoas procurem o Hemoba e se tornem doadoras. Gilmar não disse, mas ao fazer isso a pessoa pode até não se tornar a doadora da medula óssea que o menino Henrique espera, mas poderá ajudar a salvar outras vidas.

Na tribuna, o vereador avô de Henrique disse que sua família está bastante fragilizada nesse momento. No tom da sua voz e nas suas palavras era perceptível a angústia que ele e a família estão sentindo. Mas, essa angústia não é só de Gilmar e da filha dele, Clariana. São muitas famílias no Brasil passando por isso. O brasileiro não tem a cultura da doação de órgãos. Há uma cultura de medo e também de indiferença. E muitas vidas se perdem não apenas por causa da leucemia, mas por muitas outras doenças.

Em 2014, minha filha Alice me pediu para acompanhá-la ao Hemoba de Salvador porque ela queria se tornar uma doadora de medula óssea. Lá, eu também decidi colher o sangue e fazer o cadastro. Poucas vezes me senti tão bem em toda a minha vida. E nunca tive tanta pressa de que algo meu fosse requisitado por alguém, eu queria poder ajudar a salvar uma vida se a minha medula fosse compatível. Mas, eu tinha pouco tempo para essa oferta. Naquela oportunidade eu já tinha 52 anos e o tempo útil da minha oferta era de apenas mais três anos, pois o doador deve ter mais de 18 e até 55 anos. Hoje, quando o neto do meu amigo Gilmar Ferraz precisa de uma medula, eu já estou fora dos que poderiam ser potenciais doadores.

Mas, quase todo mundo na faixa de idade estipulada pode ser doador. Não apenas de medula óssea. Para a situação específica de Henrique, é muito fácil cadastrar e depois fazer a doação, se houver compatibilidade. Para se tornar um doador de medula óssea, procure o Hemoba, no Hospital Geral de Vitória da Conquista (ou em outra cidade) e informe que deseja testar a compatibilidade com Henrique Ferraz Graziani.

Como é feito

Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.

Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários. Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

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