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Educação Política

Eu, a conversa com o governador, a eleição da Uesb e o professor de jornalismo

O governador Rui Costa é um dos políticos mais acessíveis que já passaram pelo cargo na Bahia. Todas as vezes que tentei conversar com ele eu consegui e o governador nunca se recusou a responder qualquer pergunta minha. Aprendi com grandes jornalistas, nesses meus 40 anos de jornada na área de comunicação, que um bom repórter não deixa de fazer uma pergunta a um entrevistado, se considerar que ela é importante, por medo de ele se negar a responder ou responder enviesado. Tampouco deve desistir por causa das barreiras colocadas por assessores, produtores, guarda-costas, leões de chácara ou quaisquer desses que tentam assumir o lugar do artista, político, cientista ou qualquer pessoa cuja opinião sobre determinado assunto deva ser conhecida.

Rui Costa esteve em Vitória da Conquista na sexta-feira, 6. A agenda era a ordem de serviço da policlínica regional e o anúncio de diversas outras ações para Conquista e outros municípios da região. Depois de falar por cerca de uma hora, o governador concedeu uma coletiva à imprensa presente onde respondeu a uma pergunta de cada. Em seguida, Rui foi visitar as obras no local onde será implantada uma nova UTI, com 20 leitos, ligada à emergência do Hospital Geral de Vitória da Conquista. Na saída, andando ao lado dele, iniciei uma conversa sobre a eleição da reitoria da UESB.

Disse ao governador o que sabia sobre cada chapa, falamos do histórico de nomeações do primeiro colocado no pleito, de acordo com as regras de paridade definidas para a eleição na universidade e em seguida lhe perguntei se ele nomeará o primeiro colocado na eleição que ocorre amanhã. Rui Costa foi honesto e peremptório: não. Afirmou que a lei lhe faculta escolher qualquer um dos três nomes da lista tríplice a ser apresentada e que ele fará uso dessa prerrogativa, como o fez na escolha da Procuradora Geral de Justiça, Ediene Santos Lousado, que foi a segunda colocada na eleição do MPE (o primeiro foi Pedro Maia Souza Marques).

O governador da Bahia não negou sua intenção, foi claro, disse mais de uma vez que não pode dizer que nomeará o primeiro colocado na eleição de reitor da Uesb, que irá fazer valer o artigo 41 da lei 8352/02, que o autoriza a escolher um nome (qualquer um) entre os apresentados em lista tríplice pelo Conselho Universitário da Uesb. Diante da resposta, sabendo que ela levantaria uma polêmica, fiz questão de perguntar ao governador:

— Posso publicar no blog?

— Pode, respondeu.

— Então vou publicar.

— Pode publicar, sem problema nenhum.

(Leia aqui)

Eis que a polêmica realmente veio. Recebi mensagem da assessoria de imprensa da Adusb pedindo áudio da entrevista. Disse que eu não tinha. A moça continuou: “Nem vídeo?”. Respondi que não. Expliquei que foi uma entrevista tradicional, anotada. Depois da assessora da Adusb ligou-me uma professora do curso de Comunicação, pedindo a mesma coisa. Queria o áudio e disse que era para uma matéria em que eu seria ouvido, mas o áudio do governador dizendo o que eu disse que ele disse seria fundamental. Dei a mesma resposta. Ela estranhou que “nestes tempos” alguém fizesse uma entrevista e não gravasse.

Mas, não há áudio. 

Nos anos 1990, não sei quando, o EXCELENTE jornalista Fábio Sena entrevistou um político de Vitória da Conquista e fez uma alentada matéria, na qual o político fazia afirmações importantes, fortes. Eu quis saber de Fábio se ele havia gravado a conversa e ele disse que não. Expliquei que ele deveria fazê-lo, porque os políticos muitas vezes mentem, negam o que dizem ou dizem que não foi bem aquilo. Mas, eu acredito que ainda há os que não agem assim. Coloco Rui Costa neste time. A nossa conversa foi uma conversa de confiança, de pessoas que não conversam desconfiadas uma da outra. Além de tudo, por procurar ser sempre ético no meu trabalho, informei-lhe da minha intenção de publicar e não ele não colocou óbice. Perguntei por respeito, mas não havia o que esconder.

Candidatos a reitor da Uesb
Candidatos a reitor da Uesb: Luiz Otávio Magalhães, Márcia Santos Lemos e Daniel de Melo Silva. (Montagem reproduzida do site Avoador/Uesb)

Foi isso, viu, professor Danilo Duarte? Sua postagem em um grupo de Whatsapp foi infeliz e eu vou processá-lo por calúnia. Eu não apoio nenhuma chapa, estou apenas disposto a votar em Márcia Santos Lemos por razões que justifiquei perante Luis Otávio e apoiadores. Acho que muitas das mudanças mais importantes que acontecem neste país têm a ver com as mulheres, seja com seu sofrimento, seja com o preconceito que se carrega contra elas e sua atuação na sociedade, seja pela capacidade que elas têm para modificar as coisas, fazer melhor, com denodo, honestidade e clareza. Eu quero ver uma mulher à frente da Uesb porque, desde Walquíria Leda de Albuquerque, que foi superintendente nos anos 1980, os homens se sucedem na direção da universidade, se atacando (ou conchavando), depreciando a política e o mister de cuidar de um dos mais fundamentais instrumentos de desenvolvimento social, econômico e humano deste município, que é a Uesb.

Não via a candidata há pelo menos 25 anos. Nunca fui a uma reunião da chapa. Não colo adesivo e, à exceção de minhas manifestações quando ela foi visitar a sala, não pedi voto, não fiz discurso e nem participei da elaboração de nada da campanha. Disse na mesma reunião e, depois, aos membros da chapa de Otávio, que sabia que a Uesb estará em boas mãos se ele for o vencedor – e escolhido pelo governador – porque sei das qualidades pessoais e intelectuais dele. Agora, sabendo com quem ele anda, já não tenho a mesma certeza.

O professor a quem me refiro nos dois últimos parágrafos duvidou de minha matéria – e da minha palavra – porque nenhum outro blog, rádio ou TV deu a mesma notícia. Para ele, minha matéria está a serviço de uma outra chapa que não a apoiada por ele. Rui Costa sabe que não. E quem me conhece sabe que eu não inventaria matéria. O professor não sabe o que é entrevista exclusiva, não sabe o que é furo e, ao que parece, não sabe nada da imprensa conquistense, onde atuo, com correção bem antes de ele, sequer, imaginar vir dar aula de jornalismo aqui.

A POSTAGEM DO PROFESSOR DANILO

Essa notícia não procede. Nenhum blog noticiou isso. Esse Girolando é aluno de Direito e apoia uma certa chapa. Estão plantando essa notícia na véspera da eleição para associar a chapa 2. Acho lamentável, num processo tão tranquilo baixar o nível nas vésperas.
Cabe lembrar que Girolando está apoiando a chapa 3. Não sou petista e apoio a Chapa 2. Assim, como outros membros da diretoria da Adusb.
Acho bom checar… Os outros blogs, rádio ou tv noticiaram isso.

P.S.: Professor, meu nome é Giorlando. Se não foi de propósito, para me chamar de gado, conserte em outras manifestações que venha a fazer.

 

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

2 comentários em “Eu, a conversa com o governador, a eleição da Uesb e o professor de jornalismo

  1. Sabe o que não é calúnia? Que o professor Dannilo Duarte é um assediador e disso todo mundo sabe, só que ele ameaça as mulheres que têm a intenção de denunciá-lo.

    • Hannah, me passaram essa informação. Não misturarei as coisas no que diz respeito à manifestação dele em relação a mim, mas, também acho que eu tenho a obrigação de verificar esse assunto com muita seriedade e, na medida dos fatos, tratar o tema como deve ser tratado. Essa denúncia é séria. Eu tenho ojeriza (às vezes ódio) a esse tipo de atitude.
      Abraço.

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