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Para falar a verdade, o São João de Conquista não diminuiu com Herzem. Até aumentou

Uma coisa são apresentações musicais de famosos em uma praça ou espaço de eventos e outra coisa é a tradição do São João, com fogueiras, comidas, interação familiar e social e espaços comunitários onde isso tudo acontece. E era assim em Vitória da Conquista quando cheguei aqui, em 1984. A festa junina acontecia em barracões nos bairros, como os famosos barracões da Avenida Guanambi, do Guarany, da Rua Dois de Janeiro ou da Praça da Saudade. Conquistenses e visitantes tinham nesses locais a opção de curtir uma festa bem próxima daquela que víamos em pequenas cidades e nas roças. Eram lotados. Provavelmente, tivessem aqui e ali um problema de estrutura ou de segurança, mas eram um sucesso.

Quando o prefeito Guilherme Menezes entrou, esse formato perdeu lugar para uma festa no antigo depósito do Superlar na Avenida Bartolomeu de Gusmão. E o São João de Conquista agonizou. Felizmente, a intenção do governo petista era criar algo novo, que lhe fosse atribuído como marca (ninguém consegue criar boas marcas como o PT). E anos depois, Vitória da Conquista já tinha outro São João famoso, agora nos moldes das cidades onde a festa fez fama, com artistas de fora, famosos. A diferença é que para Conquista a prefeitura trazia artistas mais próximos das tradições do forró, das velhas e boas festas juninas com a qualidade consolidada por Luiz Gonzaga (que quando esteve em Vitória da Conquista cantou em palanque). Preferia-se a qualidade à celebridade.

E isso durou muito tempo, com repercussão em todo o estado, confirmando Vitória da Conquista como a cidade da Bahia onde a boa música se apresentava três vezes ao ano, de graça, em espaços públicos. Aqui se fazia o Festival de Juventude, que trazia um nome nacional para cantar ou tocar; o Forró de Serra do Piripiri, em junho, e o Natal da Cidade, com uma longa semana de belos espetáculos no centro da cidade, principalmente e muito tempo na Praça Barão do Rio Branco.

Joel Pinheiro
Joel Pinheiro, homenageado em 2016
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Andrade de Sertânia tocou também em 2016

Mas, o tempo passa, as administrações enfrentam dificuldades, os recursos financeiros escasseiam, os patrocinadores somem e até o pique diminui. Em 2015, o São João teve a maior grade de atrações, com 80 artistas, sendo sete convidados, nomes com repercussão estadual ou nacional, mas o Natal da Cidade dava os primeiros sinais da crise e teve redução na duração e nas atrações de fora. Em 2016, já não aconteceu o Festival da Juventude, o São João teve apenas 30 atrações locais se apresentando no Espaço Cultural Glauber Rocha e o Natal da Cidade acabou não acontecendo, segundo a prefeitura, por falta de dinheiro. O prefeito Guilherme Menezes abriu mão de encerrar o seu governo com glamour para agir com a responsabilidade de um bom gestor.

Bia, Tivão e Gó, membros do grupo Forrozão da Arapuca
Forrozão da Arapuca, atração do São João 2018
Rony Barbosa
Rony Barbosa toca nesta quinta (21)

Ou seja, embora a administração do prefeito Herzem Gusmão tenha mudando os nomes dos projetos culturais, numa espécie de birra, ou buscando, como fez o PT, implantar novas marcas com a cara do novo governo – o Forró Pé de Serra do Piripiri virou Arraiá da Conquista e o Natal da Cidade mudou para Natal Conquista de Luz –, nenhum evento cultural promovido pela prefeitura ficou menor ou acabou por ação do governo atual, à exceção do Festival da Juventude que, suspenso em 2016, não foi retomado em 2017 e 2018. Tanto o São João como o Natal foram mantidos com excelentes artistas que vivem ou atuam em Conquista e região. E ambos aumentaram, tanto a quantidade de locais aonde os eventos chegam, como o número de artistas locais e regionais valorizados.

É difícil, nos dias atuais, falar disso sem receber uma saraivada de críticas e agressões. Por estas bandas conquistenses ou se fala mal de Herzem Gusmão e do seu governo ou se fala mal do PT e da administração anterior. Falar do que realmente é fato é correr o risco de ser expulso de grupos de WhatsApp, não poder mais beber com os velhos amigos e receber a pecha coxinha corrupto ou petralha idem.

Mas, o BLOG mantém a opção por continuar procurando o máximo de isenção.

E neste e alguns outros casos, que podem ser apresentados e comprovados, há excesso de má vontade ou pura ação político-eleitoral com o fim de aproveitar eventuais erros de gestão e falhas de comunicação para sapecar outras culpas no prefeito, de modo a aumentar ainda mais o desgaste da administração.

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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