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Eleições Política

Acreditar e lutar pela virada de Ciro é legítimo. Faz parte da democracia manter a luta pelo que se acredita até o fim

Apoiadores de Ciro Gomes mantêm viva a luta para que ele seja um dos vencedores do primeiro turno. O movimento cresce nas redes sociais e tem levado milhares de pessoas a mudar o voto. É que as pesquisa mostram que só Ciro é garantia de vitória sobre Jair Bolsonaro no segundo turno.

É curioso ver a reação de alguns petistas diante da campanha que os apoiadores de Ciro Gomes vêm fazendo sugerindo que os indecisos votem no candidato do PDT. Simplesmente, não aceitam. Em atitude que beira a arrogância insistem que é obrigatório votar em Haddad. São eles próprios confiantes na possibilidade de Fernando Haddad vencer, quem sabe ate no primeiro turno; tentam, como deve ser, convencer eleitores de outros candidatos a mudar seu voto para eleger o petista, mas, reclamam, alguns com excessiva adjetivação, de quem acredita em Ciro, tem esperança na virada, trabalha para isso e não quer votar em Haddad agora.

Ora, a essência da democracia são as diferenças, o contraditório, as escolhas distintas e a luta, cada um por seu lado, por aquilo em que se acredita. Se os petistas agissem como desejam que os apoiadores de Ciro ajam, teriam desistido há um ou dois meses, quando ficou claro que Lula não seria o candidato e Haddad aparecia com apenas um dígito nas pesquisas eleitorais. Pois, então, que considerem seu voto firme – aqueles que assim o têm definido -, mas, ainda que não admitam e não queiram a possibilidade de Ciro chegar ao segundo turno, que entendam que militância, campanha, é feita de persistência e confiança. E pedido de voto. E argumentos em favor do candidato que a gente defende.

Ser a favor de Ciro não é ser contra Haddad. Eu mesmo não rejeito Haddad. Tenho motivos para votar nele. Mas, não tenho os mesmos motivos que os petistas orgânicos, os filiados, os seguidores apaixonados, os quase religiosos do lulismo. E tenho motivos maiores e mais fortes para escolher Ciro: tem mais preparo, coragem, competência comprovada e ligação regional. Ciro está mais perto de mim, de minha identidade nordestina, do que Haddad. Por isso eu estou com Ciro Gomes e confio que ele vai para o segundo turno, com minha defesa, com a minha militância, com a minha confiança, assim como devem pensar os que desejam ver Haddad vencedor. E para isso eu peço respeito.

Não peço voto para Ciro desqualificando Fernando Haddad. Evito agir assim até mesmo com os eleitores de Jair Bolsonaro. Falo a eles dos riscos à liberdade, ao temor de que ele escancare as portas do Brasil à tirania. Argumento sobre a ameaça à democracia. Repito para os que amo que temo por seu arrependimento doloroso. E deixo à consciência de cada um o que fazer neste domingo. Mas, não lhes coloco nos mesmos termos que o candidato. E se é assim como os eleitores do #EleNão, por que eu estaria chamando para a briga os que querem Haddad? Mas, há muitos deles querendo briga com o pessoal que está com Ciro, que faz campanha pela mudança de voto, pela virada, pela vitória do nordestino em quem confiamos.

Eleição é eleição. Lembro de Ciro ter dito a Haddad, no debate da Globo, antes de fazer sua pergunta, que ele é candidato, está em uma eleição, a explicar a razão do questionamento que viria a seguir, deixando claro que, por isso, precisa mostrar suas próprias qualidades e, sempre que possível, destacá-las em relação aos demais candidatos, o petista incluído.

Eu não teria nenhum problema em votar em Haddad. É um cavalheiro também preparado, que me demonstrou, pessoalmente, sua qualidade humanista e solidária. Não votarei nele no segundo turno porque não posso abrir mão da minha fé de que é Ciro quem vai estar lá. Entretanto, se nossa campanha não alcançar o êxito que buscamos – e de que vemos sinais fortes – eu não apenas votarei em Haddad, mas farei campanha intensa. E não apenas porque não quero que vença aquele a quem chamam de coiso, que sei ser um risco à nossa tão recente democracia, conquistada com a luta do meu pai e minha; não apenas por essa sombra ameaçadora à liberdade de expressão e movimentos de milhões de brasileiros que pensam como eu, mas, porque, isso sim, eu acho que Fernando Haddad pode fazer um bom governo e nos ajudar a manter saudável a nossa capacidade de construir o país que nós, nossos idosos, filhos e netos precisam.

Deixem a gente lutar por nós. Deixem a gente lutar para colocar Ciro Gomes no segundo turno. Deixem a democracia fluir.

Ciro Gomes 3

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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