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Administração Pública Política Transporte e Trânsito

Vereador diz que passagem de ônibus não precisaria ser mais de R$ 3,20. “Bastava ter planejamento”, afirma Cori Moraes

“Se tivesse um planejamento, eu provo para qualquer um, essa tarifa não passava de R$ 3,20”, afirmou o vereador Cori Moraes (PT), na sessão de quarta-feira (17) da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC). Para ele, o aumento no valor da passagem de ônibus de R$ 3,30 para R$ 3,80 foi resultado da falta de planejamento por parte do governo municipal.  O aumento foi de 15,15%, mais que o dobro acima da inflação do período – que, somados todos os meses desde janeiro de 2017, não passou de 6,5%. “Havíamos apontado aqui as nossas preocupações em relação à falta de planejamento que a gente percebia na gestão do transporte público municipal”, disse o parlamentar.

Para o vereador, o aumento do transporte clandestino por vans causou a redução na quantidade de passageiros transportados, o que levou à necessidade de reajustar a passagem, para que a empresa que opera sozinha o sistema possa manter o serviço. Ele lembrou que a Viação Vitória acabou indo à falência, fazendo com que a Cidade Verde assumisse as linhas da outra empresa, em regime de emergência.  Aproveitou para repetir os elogios que vem fazendo à Cidade Verde durante todo o mandato: “Prestando a demonstração do seu compromisso com a população ao ter colocado seus ônibus para assumir o Lote 1”.

Cori Moraes
Cori, membro do CMTP, disse que vai reclamar no Ministério Público

Cori Moares disse que a queda no número de passageiros fez com que o valor da tarifa precisasse ser majorado, sendo necessário agora reduzir a tarifa para atrair os passageiros que migraram para o transporte irregular. “É uma lógica simples. Na medida que você diminui o número de passageiros, você aumenta o valor da tarifa. A solução é reduzir a tarifa. A fórmula é regular o sistema como um todo. Você não pode promover a clandestinidade. Uma vez que você promove a fuga do passageiro para o sistema irregular, você diminui a quantidade de passageiros do sistema regulado e quem paga é a população”, estima.

O vereador responsabilizou, mais uma vez, o governo municipal pelas dificuldades enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo regulamentar. “Nós não podemos aceitar o que está acontecendo em Conquista”, disse Cori informando que acionará o Ministério Público em busca de solução para o problema. “Se tivesse um planejamento, eu provo para qualquer um, essa tarifa não passava de R$ 3,20”, concluiu, garantindo que vai demonstrar essa possibilidade nasessão desta sexta-feira.

CONSELHO OMISSO

O vereador Cori Moraes é membro titular do Conselho Municipal de Transporte Público (CMTP), representando a oposição ao governo municipal na Câmara de Vereadores. O outro vereador do conselho é Luís Carlos Dudé (PTB), representando a situação. O CMTP tem 21 componentes, sendo nove representando a administração municipal, e os assuntos considerados importantes podem ser tratados em reunião extradoridinária, convocada pela maioria absoluta de seus membros. Nem Cori nem outro membro parece ter tomado a iniciativa de recolher a assinaturas necessárias para a convicação.

A reunião ordinária, obrigatória, deveria ter acontecido na terceira terça-feira de outubro (16), cinco dias depois da decretação do aumento sem que os conselheiros tenham sido ouvidos, como determina a lei, mas não há notícia de que a reunião tenha ocorrido ou que o assunto tenha sido discutido. O presidente do Conselho Municipal de Transporte Público é o secretário de Infraestutura do município, José Antonio Vieira.

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