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Polícia

Assassinato no Miro Cairo: polícia investiga motivação e não descarta erro de execução. Vítima não tinha passagem pela polícia

Admitri
Adimitri trabalhava na prefeitura há seis meses

Contratado em maio pela prefeitura como motorista da Secretaria de Educação, depois de ter sido aprovado em seleção pública, Adimitri Ferreira dos Santos, de 33 anos, morava no bairro Miro Cairo e não tinha passagem pela polícia. Na manhã de ontem (quarta-feira, 11), dois homens em uma moto roubada encontraram Adimitri perto de onde ele morava e atiraram nele. Adimitri chegou a ser socorrido pelo Samu 192, mas morreu na ambulância.

Os assassinos, identificados como Jefferson Alexandre Silva Santos (29 anos) e Vinícius da Silva Lima (18 anos), foram alcançados pela Polícia Militar durante a fuga e atiraram na guarnição que determinou que os dois parassem. Os policiais reagiram e Vinícius foi ferido no peito. Levado para o Hospital Geral, está sob custódia e passa bem.

Jefferson e Vinícius foram autuados em flagrante, por homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio (contra os policiais militaes) roubo majorado (da moto usada para o crime), associação ao tráfico de drogas e associação criminosa armada. A Polícia Civil já pediu à Justiça que a prisão em flagrante dos dois seja convertida em prisão preventiva.

A Delegacia de Homicídios assumiu o caso e está realizando várias oitivas e diligências para verificar a veracidade do que foi dito pelas testemunhas e pelos dois acusados, que disseram que Adimitri era membro de uma facção rival no tráfico de drogas. À polícia, Jefferson afirmou que o atentado contra o funcionário da prefeitura foi em em decorrência da guerra do tráfico. Já Vinícius alegou que estaria sendo ameaçado pela vítima.

Em boletim enviado à imprensa, a Delegacia de Homicídios, informa que as investigações vão definir a motivação para o assassinato. Segundo a DH, a apuração vai esclarecer se a vítima era realmente envolvida com o tráfico de drogas, se a motivação seria outra ou mesmo se houve erro na execução.

Jefferson e Vinícius estavam no mesmo presídio dias antes do assassinato, mas a polícia explica que não é possível dizer que eles combinaram o crime enquanto estavam presos. Jafferson estava na rua porque havia sido beneficiado, na última segunda-feira, pelo “saidão do Dia de Finados”. Ele cumpre pena pelos crimes de tráfico de drogas e roubo. Já Vinícius estava preso até o último dia 23 de outubro também acusado de tráfico de drogas.


Fonte: Delegado de Polícia Civil Marcus Vinicius de Morais Oliveira – DH/VCA.

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