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Sociedade

Travesti ligada a movimento LGBT, presa há três semanas e depois solta, é assassinada em Vitória da Conquista

A travesti Raphaela Souza, de 32 anos, com participação no movimento LGBT, como coordenadora do Coletivo Finas, foi assassinada no fim da noite da quarta-feira, no bairro Miro Cairo. Raphaela Souza, havia sido presa no dia 24 de outubro, em operação policial que tentava prender Moisés de Jesus Matos, conhecido por Mó, acusado de ser traficante e homicida, mas acabou prendendo outras duas pessoas, que, segundo a polícia, eram suspeitas de tráfico de drogas no bairro São Vicente.

roda-de-conversa-lgbt-3De acordo com o boletim, naquele dia 24, também uma quarta-feira, em uma residência no bairro estavam Raphaela e outra travesti, Luana, cujo nome de registro inicial é Francisco José de Souza Santos, de 42 anos. As duas foram presas em flagrante, pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico. Raphaela foi solta alguns dias depois. Na noite de quarta-feira foi morta a tiros.

Além de ter sido presidente do Grupo Social Coletivo Finas de Travestis e Transexuais, de valorização da população LGBT (leia aqui e aqui matérias sobre a atuação social dela), Raphaela Souza chegou a trabalhar na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes), contratada depois de seleção pública. Ela dava aulas de cabelereiro para mulheres de famílias pobres, dentro do programa Bolsa Família.

Pessoas que tiveram contato com ela depois da prisão comentaram que Raphaela estava constrangida e pensava em ir embora de Vitória da Conquista para se afastar de pessoas que a teriam envolvido no episódio que gerou sua prisão.

Na manhã desta quinta-feira, a Coordenação Municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT, da estrutura da Semdes/Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, divulgou nota lamentando a morte de Raphaela.

A Coordenação Municipal de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBT lamenta profundamente as mortes de Raphaela Souza (ocorrido na noite desta quarta, 14, no bairro Miro Cairo) e de Elisângela (ocorrido no último dia 7).
Aos 32 anos, Raphaela era uma das principais militantes das causas LGBT em Vitória da Conquista e, atualmente, coordenava o Grupo Social Coletivo Finas de Travestis e Transexuais.
Em tempo, a coordenação informa que está acompanhando os dois casos e acredita no trabalho sério e competente da Polícia para esclarecer os crimes.

No Facebook o assassinato dela também foi lamentado.

 

Postagens como estas lamentaram a morte de Raphaela.

 

 

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

1 comentário em “Travesti ligada a movimento LGBT, presa há três semanas e depois solta, é assassinada em Vitória da Conquista

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