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Uesb confirma proibição de trote em recepção de calouros. Até “brincadeiras normais” podem render punição

O velho e ultrapassado trote constrangedor não tem lugar na Uesb. Pelo menos dentro dos seus campi. O ritual carregado de simbolismos negativos, por envolver ofensas, constrangimentos aos ingressantes e até mesmo atos de violência, ficou proibido na instituição pela Resolução do Consu 07/2008. Toda e qualquer manifestação estudantil que configure agressão física, psicológica, moral ou outra forma de constrangimento, ou, ainda, coação aos discentes ingressantes, é considerada trote e, portanto, não pode ser praticada na Uesb.

A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) alerta, inclusive, que a prática ilegal pode ter várias consequências: o praticante do ato pode ser punido com suspensão de um semestre letivo ou até ser desligado do quadro da Uesb. “o artigo 3º da Resolução do Consu prevê sanções disciplinares, como suspensão por 100 dias letivos, o que equivale a um semestre, se for primário; desligamento dos quadros da Uesb, se for reincidente ou se o trote for praticado mediante violência ou utilização de qualquer meio ou produto que cause ou possa causar danos pessoais, psicológicos, lesões corporais ou morte. A Universidade deve configurar-se cotidianamente como o espaço da inclusão, formação científica, humana, política, ética e estética”, declarou o professor Reginaldo Pereira, pró-reitor de Graduação.

Trote NãoPara recepcionar os novos estudantes de forma especial, a Prograd está preparando uma programação diferenciada junto à Assessoria de Acesso e Permanência Estudantil e Ações Afirmativas (Aapa), aos Colegiados dos cursos, aos Centros Acadêmicos e ao Diretório Central dos Estudantes, nos três campi.

 

Veja 14 trotes “comuns” que podem ser alvo de denúncias por novos alunos

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(Foto: Flavio Moraes/G1)

No início de 2014, o G1 publicou uma matéria em que 14 tipos de trotes, considerados normais por muita gente, são analisados por especialistas sob o ponto de vista legal. As “brincadeiras” são defendidas por veteranos que lideram os trotes, enquanto especialistas alertam: quando o novo colega de estudos vira “brinquedo” algo está tradicionalmente equivocado e pode até mesmo ser caso de polícia.

Alguns estados possuem leis que proíbem a prática e a maioria das universidades as proíbe em seus campi, enquanto leis de abrangência nacional também podem ser aplicadas contra os excessos (veja ao fim da reportagem). Na maioria dos casos de trotes, há coação e em outros ela nem precisa ser configurada para que sejam considerados crimes ou infrações, variando entre constrangimento ilegal, invasão de privacidade, maus-tratos, ameaça, estupro e pericilitação da vida.

1 – Ser obrigado a cortar o cabelo; 2 – Ser obrigado a pintar o corpo; 3 – Aplicar banho de farinha, ovos ou vísceras; 4 – Ter que pedir esmola / fazer pedágio; 5 – Ter roupa rasgada ou tirada; 6 – Ter roupa, sapato ou acessório confiscado; 7 – Ser colocado de joelhos ou em locais restritos; 8 – Ser obrigado a ingerir bebidas; 9 – Ser obrigado a comer alimentos misturados; 10 – Ser obrigado a cantar músicas machistas e declarar frases depreciativas; 11 – Ser obrigado a fazer exercícios extremos; 12 – Receber apelidos depreciativos; 13 – ‘Fila do elefantinho’ ou ser obrigado a baixar a cabeça e 14 – Ser obrigado a rolar na lama.

Clique AQUI e leia no G1 a matéria completa, com detalhes dos tipos de trote e suas possíveis consequências.

 

 

 

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