Futebol: financeiramente 2019 será ano mais difícil para o Vitória da Conquista, que terá elenco modesto no Baianão

Duas vezes vice-campeão baiano em 12 edições da competição, tendo várias vezes disputado torneios nacionais, como a Copa do Brasil, o Vitória da Conquista*, time de futebol que representa o município, teve este ano o seu pior momento desde que passou a existir, em 2005. O time ficou na vice-lanterna do Campeonato Baiano e, depois de muito tempo, ficou de fora das competições que dependem de boa classificação no estadual. Em jogos no estádio Lomanto Júnior a média de publico foi a menor da história, com jogos recebendo menos de 400 pessoas.

O time para o campeonato do ano que vem, a se iniciar no dia 21 de janeiro, o Vitória da Conquista já está começando a ser montado. Tem seis jogadores contratados, faltam, pelo menos, outros 15. Mas, não há promesa mirabolante, nao haverá nenhum time dos sonhos. Também não será um time de pesadelo. Quem garante é o fundador e presidente do ECPP Vitória da Conquista (o nome do clube, na verdade é ECPP – Esporte Clube Primeiro Passo), Ederlane Amorim. Ele diz que 2019 deverá ser o ano mais difícil para o clube, do ponto de vista financeiro. Isso porque o time não conseguiu se classificar para nenhuma das competições financiadas que antes disputou, como a Copa do Brasil e a Copa do Nordeste.

Ederlane Amorim
Ederlane Amorim, presidente do ECPP Vitória da Conquista

O clube também não negociou atletas, depois da péssima campanha deste ano. Entretanto, se termina 2018 com um histórico desagradável e deve ter um 2019 com menos dinheiro do que nos anos anteriores, o clube, segundo Ederlane, tem como se manter vivo, vai buscar o título do Baianão ou, no mínimo, uma colocação que permita voltar às competições que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) subsidia. E isso com o elenco que der para montar. A busca por atletas começou no início de novembro, e o primeiro contratado é prata conquistense, o atacante Tatu. O intermunicipal tem sido uma fonte, mas o presidente diz que a oferta é grande, de atletas de diversas partes, por isso é preciso ter cuidado.

Cuidado, principalmente, diz Ederlane, porque o momento é de economia. O ECPP Vitória da Conquista consegue se manter vivo entre as competições, isso é fato, mas, outra coisa é poder montar times com jogadores estrelados ou conhecidos. Isso não vai acontecer. “A gente está montando o elenco de acordo com a nossa realidade e será bem diferente dos anos anteriores”. Ex-jogador de futebol, com experiência em times brasileiros e do exterior, o presiddente diz que nem sempre um elenco conhecido ou caro significa bons resultados, e cita como exemplo a temporada 2018. Assim, o time de Vitória da Conquista parte para mais um campeonato baiano com dificuldades, porém com coragem, assegura seu dirigente máximo.

Ainda sem técnico, analisando propostas para escolher um profissional que caiba no orçamento, o clube guarda na manga um trunfo na manga: o treinador Lima, que é da casa, mora em Vitória da Conquista e está na beira do campo, só esperando a hora de entrar. Para ter um bom resultado, o Vitória da Conquista está contando com alguns fatores, a exemplo da melhora do gramado, “que está impraticável”; da prefeitura, de quem o clube espera a repetição da parceria financeira deste ano; e, claro, a compreensão e o comparecimento da torcida.

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Em 2018, pouca gente foi ao estádio ver o ECPP jogar

Para que os torcedores acreditem no time, Ederlane não faz promessa. Pelo contrário. Com a sinceridade e a objetividade que são suas marcas, diz que não pode prometer muita coisa. O time poderá ser modesto em termos de nomes, sem famosos, mas atletas que têm tudo para uma boa temporada, na avaliação do presidente. “Isso é muito relativo. Se o elenco vai ser A, B ou C será de acordo com a nossa realidade e o torcedor, a imprensa e a sociedade têm que entender que é o momento. A gente não pode estar crucificando ou punindo o clube por causa de momentos”, declara.

Segundo ele, “entra ano e sai ano, o clube está aí, é leve, é solto, não deve nada a ninguém, cumpre com todos seus compromissos. Dificilmente você vai ver um clube do interior do Nordeste mantendo essa regularidade, seja nas suas finanças, seja nas competições que disputa. Se a gente tiver R$ 100,00 vamos fazer um elenco de R$ 100 reais, se a gente tiver R$ 1 milhão vamos tentar fazer um elenco de R$ 1 milhão, isso é o normal. Vamos trabalhar com essa linha, como sempre foi feito e os resultados podem acontecer no campo, ou não”, afirma Ederlane Amorim, garantindo que ele e a diretoria, por sua vez, estarão empenhados, fazendo o melhor que podem, com as condições que têm. “O fato é que a gente não negligencia em nada, procura fazer sempre aquilo que está ao nosso alcance.”

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BLOG – Como está a montagem do time para o Baianão?

Ederlane – Nesse período de recesso a gente fica observando e mapeando jogadores e quando chega nessa fase de aquecimento para apresentação do time, a gente vem mantendo contato com vários jogadores; jogadores que já passaram aqui pelo clube, jogadores de outros times no estado e de fora do estado. Existe, hoje, uma febre nessa questão de indicação de jogadores, se você não ficar atento e não tiver muita paciência, acaba contratando 500 jogadores, de tanta oferta que existe no mercado. A gente está montando o elenco de acordo com a nossa realidade e será bem diferente dos anos anteriores. Vamos tentar aproveitar alguns jogadores do sub-20, alguns jogadores da região que se destacaram no intermunicipal, alguns jogadores da cidade, pelo fator custo-benefício, até pelo sentido da qualidade desses jogadores, pela experiência e por já terem uma vivência dentro do clube e isso ser serve até de “contágio” para os jogadores que estarão aqui pela primeira vez. É importante a gente tentar fazer essa mescla e o cenário atual é que está definindo essa metodologia. Há uma dificuldade muito grande para formação de elenco, com jogadores já mais conhecidos, não só do público como também da imprensa.

BLOG – Já tem atleta na casa que não tenha sido contratado agora?

Ederlane – Nós já divulgamos seis jogadores, sendo quatro contratações: o zagueiro Keynan, o lateral direito Thiago, o meio campista Brito, o volante Fagner e goleiro Geovane; e renovamos o contrato com Tatu, que é um bom jogador, com história no clube, da cidade, que tem um carinho e uma afeição muito grande pelo clube, você não pode desprezar um jogador desse quilate. Ele é um desses jogadores que eu falei, que vão dar o toque da experiência, do comprometimento como clube.

Tatu ECPP

BLOG – Vi o anúncio da chegada de um atleta de Itambé? Faz parte de alguma política do clube, tipo: aproveitar jogadores da região, em razão do custo?

Ederlane – Acertamos com outros jogadores do intermunicipal, como Keynan, de Itapé, que já passou pelo Botafogo, de São Paulo, e por clubes do Rio de Janeiro. O intermunicipal, às vezes, na carreira de um jogador, é apenas um momento, pela sazonalidade porque passam os times de futebol. Chega em uma etapa do ano que você não tem mercado e alguns jogadores são casados, são pais de família, precisam jogar e o intermunicipal oferece essa condição. Não que sejam jogadores despreparados, que estão ali apenas para jogar o futebol amador, em si, mas cada um tem sua realidade. Contratamos o Fagner, também, de Itambé, que demonstrou uma qualidade muito grande, nos jogos que a gente viu. Sobre o intermunicipal, a gente pode citar vários jogadores que saíram do torneio, que não tinham oportunidade. Recentemente, tivemos o Toni Galego, que jogou o torneio e hoje é disputado por vários times da Bahia, tendo jogado a Série C pelo Juazeirense, jogou no Moto Clube (MA) e vai jogar o campeonato mineiro pela Patrocinense, ou seja, ele está num nível de atleta de ponta e jogou o intermunicipal há dois ou três anos. E como ele há vários exemplos. O intermunicipal serve como base para nós, porque é um campeonato altamente disputado e competitivo.

BLOG – Quem será o técnico?

Ederlane – Ainda não definimos. A nossa apresentação será no dia 17 de dezembro e até lá temos um tempo grande. Eu me sinto um pouco confortável, pois temos Lima, que pode assumir, se até lá não aparecer um nome que a gente possa entender que será um bom comandante. Lima está aí e vai estar a cargo do clube, se precisarmos. Ele já conhece toda a engrenagem do clube, como funciona. Então, o fato de Lima estar aqui no clube me dá um pouco mais de tranquilidade para, na medida do possível, não acelerar o processo e tomar uma decisão precipitada na contratação de um técnico.

BLOG – Qual o lastro financeiro do clube para as contratações? Qual é a receita?

Ederlane – O clube sempre se manteve, sempre caminhou com suas próprias pernas. Tem 13 anos de fundação, disputamos a segunda divisão em 2006 e começamos na primeira divisão no ano seguinte, de lá para cá, foram 12 edições e somos o time que mais disputou semifinais desde então, cinco, seguidos por Juazeirense, quatro; Fluminense, quatro; e Bahia de Feira, três. Disputamos duas finais, em 2008 e 2015. Nosso time é o que mantém o melhor índice técnico dentro da competição, desde que foi criado. Está faltando, apenas, a coroação com o título, e eu tenho certeza de que está bem próximo de vir.

Em razão dessas campanhas, nós sempre tivemos classificação nas competições subsidiadas, que são Copa do Nordeste e Copa do Brasil, isso nos deu algum retorno financeiro, além da venda de alguns jogadores e o apoio de algumas empresas da cidade, que já apoiam o clube há vários anos, vêm sendo parceiras, com renovação ano a ano, pela ligação que existe entre as marcas. Também tivemos um pequeno apoio da prefeitura este ano, no campeonato baiano e no início da Série D.

Mas, para o ano que vem, o cenário é que vai ser o pior ano a título de arrecadação. Tem o apoio da televisão, que é muito pequeno e ainda é parcelado em dez vezes, e no ano que vem deve ficar em torno de R$ 110 mil. Você divide isso por dez vezes, acaba o campeonato em abril e você ainda fica com crédito para receber, então, você não sente o dinheiro e não pode, inclusive, fazer investimentos com ele.

Esperamos que no ano que vem tenhamos, de novo, o apoio da prefeitura, porque no outro governo, do PT, nós nunca tivemos apoio financeiro, só viemos a ter agora, com Herzem Gusmão, e eu espero que seja renovado, pois será o momento mais crucial do clube e a gente precisa manter essa estrutura que foi criada. É um time que tem uma estrutura física que funciona, a engrenagem não para, mesmo o time estando sem competições, pois tem o sub-20 e criamos agora o sub-17 e o sub-15, e isso demanda custos. Manter a estrutura física quanto a de pessoal tem um custo muito alto para um clube que não tem receitas fixas para manutenção.

BLOG – Como estão as negociações com a prefeitura?

Ederlane – Vamos ter uma reunião, espero que em breve, com a administração municipal, para tentar fechar um acordo de apoio financeiro, para isso, contamos com a visão de Herzem, que foi desportista. Acho que é importante e todos nós sabemos o quanto o clube já representou a cidade. Foram 13 competições nacionais (cinco vezes na Copa do Brasil, cinco na Série D, duas na Copa do Nordeste e uma vez na Série C) e isso ajuda a divulgar a cidade. Nós sabemos dos benefícios que o esporte proporciona, desde a geração de empregos diretos até a circulação de divisas, com a venda de produtos. Sabemos que existem compromissos com situações mais importantes, mas o esporte é uma área que também requer atenção, porque o retorno é social. Esperamos que isso seja reconhecido de novo pela administração e transformado em apoio financeiro.

BLOG – Em relação ao time do ano passado, você diria ao torcedor que pode esperar mais?

Ederlane – A gente acredita no nosso trabalho, mas quem vai dizer isso são os atletas. O futebol é mágico porque é imprevisível, ninguém prevê o resultado, você pode contribuir de forma positiva ou não para isso. Por isso existem as surpresas, se não fosse assim todo mundo ganharia na loteria. Bastava chegar e cravar que esse vai ganhar, aquele vai perder, mas não funciona assim. Muitas vezes, é fácil criticar, comentar o que já aconteceu, mas prever o que vai acontecer no futebol é difícil. As decisões têm que ser tomadas antes e podem dar errado, mas depois fica fácil comentar. Se a gente soubesse que ia dar errado não teria feito, isso é fato.

Para a próxima temporada, a gente não tem como prever o que vai acontecer. Dentro da nossa limitação, a gente vai tentar fazer o melhor. Sempre fizemos isso: procurar fazer o melhor para o momento. Se o momento é de economia nos gastos e tentar não fazer muitos investimentos, porque, na realidade, nem tem como fazer, não vamos apostar no acaso, no imensurável, é fazer o que a lógica permite, o que a nossa realidade permite. É isso o que a gente vai fazer para a temporada 2019.

BLOG – Qual a meta razoável para o ECPP na nova temporada? Acredita que, realisticamente, o time pode chegar aonde?

Ederlane – A nossa meta é sempre fazer um bom campeonato baiano, tentar chegar à final e ser campeões. Queremos conquistar as primeiras vagas para recuperar o calendário nacional, desta vez para 2020, porque para 2019 não temos mais o que fazer. Um clube como o nosso, que tem essa estrutura, não vai sobreviver fora de uma competição nacional, de um calendário com mais competições. Nossos objetivos são esses: tentar buscar o título, independente de com qual elenco, e conseguir uma classificação pata competições nacionais, seja Copa do Brasil, Copa do Nordeste ou Série D, novamente.

Quem vive futebol tem uma visão diferente daquele que comenta, daquele que assiste os jogos. São ângulos diferentes. Na verdade, a gente que está administrando trabalha mais com a parte racional, com o planejamento, e deixa um pouco a emoção de lado. Futebol, como tudo na vida, é movido por dinheiro, mas existe essa emoção. Todo mundo é presidente, todo mundo é jogador, todo mundo é treinador e por isso, as informações, as críticas e os questionamentos são praticamente diários. Mas, o importante é que cada um deveria ver do seu ângulo.

Gol contra a Jacuipense, uma das poucas vitórias deste ano
Gol contra a Jacuipense, uma das poucas vitórias deste ano (2 a 1)

A gente não pode prometer muita coisa, porque, você faz um elenco forte, às vezes, e acaba não tendo resultado, como foi o nosso caso este ano, quando fizemos um elenco recheado de nomes conhecidos, treinadores famosos e os resultados não apareceram em campo, quase que a gente disputa o rebaixamento. Já em outros anos, fizemos elencos com jogadores regionalizados, como foi em 2008, em que chegamos à final do campeonato baiano. Então, isso é muito relativo. Se o elenco vai ser A, B ou C será de acordo com a nossa realidade, e o torcedor, a imprensa e a sociedade têm que entender que é o momento. A gente não pode estar crucificando ou punindo o clube por causa de momentos. Entra ano e sai ano, o clube está aí, é leve, é solto, não deve nada a ninguém, cumpre com todos seus compromissos.

Dificilmente você vai ver um clube do interior do Nordeste mantendo essa regularidade, seja nas suas finanças, seja nas competições que disputa. E se a gente tiver R$ 100,00 vamos fazer um elenco de R$ 100 reais, se a gente tiver R$ 1 milhão vamos tentar fazer um elenco de R$ 1 milhão, isso é o normal. Vamos trabalhar com essa linha, como sempre foi feito e os resultados podem acontecer no campo, ou não. O fato é que a gente não negligencia em nada, procura fazer sempre aquilo que está ao nosso alcance. Agora, claro, com as decisões sendo tomadas visando o melhor para o clube, isso é o mais importante.

BLOG -As condições do estádio atendem?

Ederlane – O estádio sempre foi um problema crônico, um elefante adormecido, um cartão postal de Conquista, mas, que entra ano sai ano, sempre tem problemas. E o futebol profissional acaba contribuindo, porque você não dá uma sequência nas competições, para, deprecia. Me lembro que o gramado foi trocado porque existiu aquela comoção nacional, depois que o Palmeiras veio jogar aqui e o estado do campo sofreu uma avalanche de críticas na mídia, o que ficou muito ruim para a nossa cidade. Parece que na ocasião o poder público não acreditava na capacidade do clube chegar tão distante. Mas, depois daquela reclamação, o gramado foi trocado por um de primeira linha, não devendo nada a nenhum gramado do Brasil, de nenhuma arena. Infelizmente, a empresa que implantou o gramado, a Greenleaf, não pôde dar manutenção, ficando novamente entregue à prefeitura e, de lá para cá, acabou estragando novamente.

É um estádio com instalações antigas que precisariam passar por reformas substanciais. As pequenas que foram feitas o foram mais por exigência do Estatuto do Torcedor. Precisa de uma melhoria da tribuna, nas cadeiras cativas, que ainda são de madeira; nos vestiários, porque não há nenhuma condição de conforto, nem para as equipes locais nem para os visitantes. Tem ainda a questão do placar eletrônico, que é um problema antigo. Mas, preocupa mesmo essa questão do gramado, que é onde os jogadores atuam. Entra ano e sai ano e novamente estamos enfrentando o mesmo problema: o gramado está impraticável e isso coloca em risco até a integridade física dos atletas. Este ano, nosso jogador Maicon acabou quebrando a perna, num lance isolado, sozinho, porque prendeu o pé no gramado. Isso pode acontecer em qualquer praça, mesmo numa arena, com qualquer jogador, mas aconteceu com a gente, porque o estado do gramado acabou contribuindo.

E, agora, estamos novamente passando por essa preocupação com laudos, que têm que ser entregues até o dia 15 de dezembro, e ainda corremos o risco de não jogarmos aqui, termos outro mando de campo, o que seria uma temeridade, novamente [em 2016 o time teve que começar o Baianão jogado em Ilheus]. Espero que a prefeitura esteja atenta a essas exigências, para poder oferecer um estádio digno da competição, do nosso público e à altura do nosso time, que, queira ou não, fazendo boas ou más campanhas, todo ano está em pé, disputando as competições e tentando elevar o nome da nossa cidade, pois quando o clube tem sucesso a cidade é divulgada, é aclamada e todo mundo é beneficiado com isso.

BLOG – Sua mensagem à torcida.

Ederlane – Espero que a torcida possa comparecer aos jogos. Nós sabemos o que é a torcida para time do interior, um time que é sazonal. Torcida é paixão, quando o time está jogando ela apoia, quando está vencendo, com toda razão – não só aqui, mas em qualquer lugar -, o estádio enche; quando está perdendo é o contrário. O time é o termômetro da torcida. O que a gente vai esperar é que os jogadores que estejam dentro do campo possam brindar a torcida com bons resultados e, pouco a pouco, a torcida vá tomando confiança e volte a prestigiar os nossos jogos.

Não digo que a torcida é o 12º jogador, como tem esse jargão, mas nosso jogador mais importante. Aqui dentro, sempre foi muito difícil perdermos jogos. Este ano foi um ano atípico, mas dificilmente temos resultado negativo, aqui, dentro do nosso estádio, muito por conta do nosso torcedor, que empurra, incentiva, acreditando que o trabalho é feito pensando no melhor para o clube, buscando os melhores resultados.

Ninguém mais do que a gente quer ser campeão, quer vencer as partidas, mas a gente não pode tomar decisões de forma irracional, temos que deixar a emoção de lado e trabalhar em cima da razão, porque o clube é como se fosse uma empresa, não pode estar administrando de qualquer forma para prejuízo próprio. Espero que o torcedor acredite e possa a voltar a nos apoiar, como sempre apoiou. E espero também que tenhamos um ano diferente do que foi 2018.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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