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Empresários se mobilizam para brigar pela duplicação da BR 116 e pelo gasoduto

Duas importantes bandeiras já levantadas por setores políticos ganham apoio de empresários preocupados com prejuízos para a economia e para a populaçao conquistense: o gasoduto e a duplicação da BR 116

O atraso nas obras de melhoria no trecho da BR 116 que liga a Bahia a Minas Gerais, incluindo a duplicação da rodovia, tem movimentado os setores políticos de Vitória da Conquista e do estado. O governador Rui Costa chegou a dizer recentemente que, diante da dificuldade de repactuação do contrato, como quer a empresa, sem atendimento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), seria melhor realizar logo outra licitação para a concessão de exploração da estrada. A Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista também tem liderado reuniões com representantes da Via Bahia e de órgãos como as policiais rodoviárias e a prefeitura. No entanto, é notória a dificuldade da empresa para atender os pleitos.

Obra de duplicação da BR 116, na altura do município de Antônio Cardoso (Foto: Site da Via Bahia)

Em novembro, a Via Bahia anunciou que as obras de duplicação prosseguem na altura de Antônio Cardoso, a 383 quilômetros de Vitória da Conquista, o que dá ideia do tempo que levará para a duplicação chegar ao município, no ritmo em que as obras são realizadas. A Via Bahia tem duas concessões no estado, a BR 324 (rodovia Engenheiro Vasco Filho) no trecho Salvador – Feira de Santana, com 113,2 quilômetros, e a BR-116 (rodovia Santos Dumont), no trecho de Feira de Santana – Divisa BA/MG, com 554,1 quilômetros.

Preocupados com o andamento lento do projeto, o grupo de empresários de Vitória da Conquista quer iniciar um movimento para que a Via Bahia dê respostas mais rápidas às determinações contratuais e às reivindicações apresentadas pelas comunidades do trajeto da BR 116. Um dos empresários que está à frente é o empresário José Maria Caires (Maxtour, Nobel), que foi um dos mais ativos na luta pela construção do novo aeroporto, que está 97% concluído e só aguarda definição da empresa que vai gerir as operações para ser inaugurado. Segundo José Maria, a ideia é reforçar os movimentos já existentes, mas ampliar a mobilização, exigindo que a empresa e os órgãos responsáveis definam e cumpram prazos para a duplicação. “Se for o caso, vamos buscar a Justiça, para suspender o pedágio. Não podemos continuar pagando por uma obra que já deveria estar pronta e não temos nem perspectiva”.

GASODUTO LONGE DE CONQUISTA

Outra bandeira que os empresários decidiram levantar visa a convencer a Bahiagás e o Governo do Estado e mudar o projeto original do gasoduto Sudoeste, que não passará por Vitória da Conquista (leia aqui), apesar de ser a maior cidade em população e a economia mais forte do estado, ficando atrás apenas de Salvador, Camaçari e Feira de Santana. A Bahiagás, empresa estadual de economia mista, já começou a implantação do gasoduto que vai abastecer a região, os canos já estão sendo instalados em Ipiaú e Barra do Rocha, mas não chegarão a Vitória da Conquista.

Canos do gasoduto em Ipiaú (Foto: Site da Bahiagás, set2018)

O gasoduto Sudoeste será o maior do Nordeste, começará em Ipiaú e vai até Brumado, passando por Jequié e Maracás, entre outros, com extensão prevista de 306 quilômetros e custo estimado de cerca de R$ 435 milhões. Esse “entre outros” não inclui a maior cidade da região e terceira do estado. A exclusão de Vitória da Conquista é considerada um grande prejuízo para a economia regional.

Há uma semana, o futuro presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Gomes (PR), conclamou os demais vereadores para cobrar dos parlamentares votados no município e do governador Rui Costa a inclusão de Conquista no roteiro do gasoduto, como forma de enfrentar o cartel dos combustíveis na cidade, com o fornecimento do gás veicular. Para essa mobilização, Luciano Gomes e a Câmara de Vereadores ganham o reforço do mesmo grupo de empresários que vão brigar pela duplicação.

Jose Maria Caires: “Conquista tem força para reivindicar”

De acordo com José Maria Caires, a informação é de que o gás que chegará a Brumado será trazido para Vitória da Conquista de caminhão, o que prejudicará a cidade, pelo custo, pela dificuldade operacional e pelo fato de que, eventualmente, não suprirá a demanda. “Nosso abastecimento, tanto do GNL (gás natural liquefeito) como do GNV (gás natural veicular), será prejudicado e reduzirá nossa competitividade industrial e refugiará investidores propensos a vir pra nossa cidade.”

Para o empresário, o projeto do gasoduto Sudoeste passando por fora da cidade é maléfico para a terceira maior cidade da Bahia, por isso empresários, entidades, como o Pro Conquistas, e políticos devem formar uma frente com força suficiente para conseguir a mudança no projeto “enquanto ainda dá tempo”.

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One thought on “Empresários se mobilizam para brigar pela duplicação da BR 116 e pelo gasoduto

  1. Pra quê duplicação de Br 116 na região de Vitória da Conquista? Pra quê Gasoduto em Vitória da Conquista ( Ipiaú , Jequié, Maracás e Brumado tem mais potencial) ? Pra um Bom Serviço da Embasa em Vitória da Conquista, se Vitória da Conquista é um curral eleitoral fechado com os votos já determinados?….

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