Falta de água em Conquista: gerente da Embasa diz que produção aumentou 20%, mas moradores ainda reclamam

Depois de ter conseguido superar a fase de renegociação do contrato com a Prefeitura de Vitória da Conquista, a Embasa agora tem dificuldade para explicar as frequentes ocorrências de falta de água na cidade. Uma simples consulta no Google vai levar a diversas matérias nos blogs conquistenses com registro de protestos por causa da falta de água nas torneiras.

Nesta sexta-feira (25), pela manhã, moradores dos bairros Jatobá e Zabelê fecharam a rodovia BA-262, no trecho entre os loteamentos Miro Cairo e Senhorinha Cairo, e atearam fogo em pneus reclamando que a água não chega nas casas há mais de uma semana. Em outras localidades, como o Recanto das Águas e Henriqueta Prates, os moradores se queixam que a água não cai há mais de 15 dias. Há reclamações também no Alto Maron e no bairro Guarani, por exemplo.

Joselito Pires de LimaEm entrevista ao radialista Nildo Freitas, no programa Brasil Notícias, da Brasil FM, o gerente regional da Embasa, Joselito Pires de Lima deu explicações para o problema, que deixou de ser pontual e de poucos bairros e vem acontecendo há vários dias, de forma direta.

Joselito disse que na semana passada, foi necessário fazer uma lavagem química dos filtros da estação de tratamento, para restabelecer a capacidade de filtração. Isso ocorreu devido à produção excessiva de algas na água bruta, o que, segundo o gerente da Embasa é típica desse período de “grande luminosidade e temperaturas elevadíssimas”. Joselito, no entanto, garantiu que essa fase já passou. “Estamos com uma produção acima da média, bastante acima da média, em função do consumo ter aumentado bastante”.

Apesar do número de queixas ter aumentado desde o início deste ano, o gerente afirmou que tem ocorrido problemas localizados, como o fechamento de uma rede, mas a tendência é normalizar. Ele disse que o ideal é que os moradores tenham uma caixa de água em casa que possa reservar água para, pelo menos, três dias.

Joselito Pires garantiu que a Embasa aumentou a produção de água, por causa do aumento de consumo neste período por causa do calor. Segundo ele, a média de produção de água é 45 milhões de litros dia e estão sendo produzidos 54 milhões de litros por dia e se tiver necessidade a produção.

Quando há uma redução na produção de água as localidades mais atingidas são as que ficam longe do centro, como povoados e distritos, alguns a 60 km da sede do município. Essas localidades da zona rural, de acordo com o gerente da Embasa, são as primeiras a sentir e as últimas a se regularizar.

Além de razões como a manutenção dos equipamentos, como aconteceu na semana, Joselito diz que a rede de abastecimento de Vitória da Conquista é muito longa, com 1.200 quilômetros e tem 40 vazamentos por dia, em média, a maioria causada por ligações clandestinas ou escavações indevidas nas ruas.

Respondendo a vários ouvintes do Brasil Notícias também falou que a produção e distribuição de água como hoje ocorre daria para atender ao consumo da população e para que isso seja garantido o consumidor deve assumir sua parte, fazendo um uso racional da água mantida nos reservatórios domiciliares. Lavar calçadas e carros com mangueira, por exemplo, é uma das ações mais prejudiciais.

PARA OUVIR A ENTREVISTA COMPLETA CLIQUE AQUI.


FOTOS: BLOG DO ANDERSON

 

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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