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Administração Pública Política

Desde Wagner: PCdoB é o único partido com secretaria e órgãos cativos no governo do PT

Os nomes se revezam: Nilton Vasconcelos, Álvaro Gomes, Olívia Santana, Elias Dourado, Bobô, Luiz Gavazza, Davidson Magalhães… Mas, as secretarias e os órgãos sob a direção do PCdoB não. Desde o primeiro dia do governo Jaques Wagner, em 2007, a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) pode mudar de titular, mas não de partido. É uma das pastas que não são “do governador”, como Rui Costa diz que são as da Saúde, Educação, Fazenda e Segurança Pública.

O primeiro nome da Setre foi Nilton Vasconcelos que, nomeado por Jaques Wagner, ficou de 2007 a 2014. O atual secretário da pasta é o turismólogo e administrador Vicente Neto, que foi escalado para o lugar da educadora Olívia Santana, ex-secretária de Educação de Salvador. Olívia ficou na Setre de janeiro de 2017 até abril do ano passado quando saiu para ser candidata a deputada estadual (eleita).  Olívia era antes secretária de Políticas Para Mulheres, pasta que foi assumida por outra comunista, a médica Julieta Palmeira, cotadíssima para continuar à frente da SPM. Quando entrou na Setre, Olívia substituiu o farmacêutico, líder sindicalista e ex-deputado Álvaro Gomes. Álvaro esteve na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte desde o começo do primeiro governo de Rui Costa.

Com a Setre, o PCdoB indica os diretores da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), um setor muito forte, com ação na Bahia toda. O primeiro comunista a assumir o cargo foi o ex-craque Raimundo Nonato Tavares – mais conhecido como Bobô, nome consagrado do futebol brasileiro e ídolo do Bahia. Bobô ficou na Sudesb nos dois governos Jaques Wagner, saindo para ser candidato a deputado estadual (eleito) em 2014. O ano passado ele foi reeleito. No lugar de Bobô entrou o professor Elias Dourado, atual presidente do diretório do PCdoB em Vitória da Conquista. Elias já tinha sido chefe de gabinete da Setre, tendo assumido o cargo interinamente.

Outro órgão que sempre foi dirigido pelo Partido Comunista do Brasil nos governos petistas da Bahia foi o Instituto Mauá, que depois 76 anos para fomento do artesanato da Bahia, foi transformada em coordenação, na estrutura da Setre.

Para a nova gestão do governador Rui Costa o PCdoB, mais uma vez, vai comandar a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, com todas as suas extensões. O escolhido foi Davidson Magalhães, presidente do partido na Bahia e primeiro suplente do senador eleito Ângelo Coronel (PSD). Davidson, que é economista e professor universitário entra no lugar de Vicente Neto, chegou a ser cotado para a Educação. De 2017 a 2014, nas duas gestões de Jaques Wagner, ele foi presidente da Bahiagás, empresa de economia mista controlada pelo Estado. Saiu do cargo, elogiado pela atuação e pelo desempenho da companhia, para concorrer a deputado federal, tendo ficado na suplência e assumido no decorrer do período legislativo.

Quando Davidson Magalhães saiu da Bahiagás o PCdoB colocou lá Luiz Raimundo Barreiros Gavazza, que era o assessor mais próximo da presidência da empresa.

Fora o PT, o PCdoB é o partido com mais secretarias, embora apenas duas, considerando a ocupação das mesmas por pessoas filiadas historicamente a partido.

Para a nova gestão, Rui manteve na Fazenda Manoel Vitório da Silva Filho, que entrou para a administração estadual em 2007, no governo Jaques Wagner, como secretário de Administração, e é o mais longevo dos titulares do primeiro escalão; Maurício Barbosa, na Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Nestor Duarte na Administração Penitenciária (Seap), que estão nas respectivas secretarias desde o segundo governo de Jaques de Wagner, em 2011. Outro nome que está há muito tempo secretário estadual é Marcus Cavalcanti, que entrou na Secretaria de Infraestrutura em 2014. Apesar de estarem nos mesmos cargos desde que entraram, à exceção de Manoel Vitório (Administração e Fazenda), nenhum destes é do Partido dos Trabalhadores.

Nestor Duarte, da Seap, é recém-filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), o mesmo de Rodrigo Hita, que ainda está na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), mas Nestor não entrou no governo na cota dos socialistas. Quando Wagner o nomeou, em 2015, ele era do PDT, sendo suplente da senadora Lídice da Mata (até 1º de fevereiro). Assim, só o PCdoB pode dizer que tem secretaria cativa, que se reveza entre nomes do partido desde o primeiro governo Wagner. Nem o PT tem, embora seja hegemônico, porque, afinal, é o partido do governador.

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