Opinião: Vitória da Conquista não é obra de um governo e continua avançando pela força do seu povo

O sucesso da primeira edição do projeto Pôr do Sol no Cristo, definitivamente carimbado como PM no Pôr do Sol, por ser uma iniciativa da Polícia Militar e tornar-se possível graças à segurança oferecida por ela, gerou um debate, causado porque a administração municipal comemorou o resultado. A quem atribuir o êxito do evento, PM-BA ou PMVC? Qual foi o prefeito que revitalizou a área? Para quem bater palmas?

Eu fui à Serra do Periperi no dia 27, vi o Cristo, vi gente, vi o sol se pôr, vi a festa toda – e gostei. Sobre a discussão acerca de quem teria feito mais pelo Cristo, opino que uma cidade não é um trem com paradas eternas, ela anda. Desde o primeiro intendente, Luiz Fernandes de Oliveira Vitória da Conquista teve 41 prefeitos, cada um deles fez algo pela cidade que ficou para depois, uns mais outros menos. E é assim que deve ser. O problema é se há intenção de apagar ou ofuscar a história. O prefeito atual tem a tarefa de prosseguir melhorando o que foi feito, ampliando. Isso é compromisso, isso é o que se espera.

Um administrador qualifica o espaço, o seguinte lhe dá uso. Um faz o projeto e deixa o dinheiro, o outro faz a obra. O equívoco é pensar que a meta é mudar ou desfazer. Não é mudar nem desfazer, é prosseguir, melhorar.

A cidade de Vitória da Conquista não nasceu em 1997, como foi propagado e convenceu muita gente. Há dezenas de equipamentos e benfeitorias de 30, 40 anos funcionando e não foi uma única administração que fez.

Como não se pode pensar que Conquista morreu em 2016 e vai ressuscitar. Conquista sempre esteve viva. Na sua história, na força do seu povo, no que cada pessoa e cada prefeito contribui e construiu. E vamos seguir sendo a melhor cidade do interior da Bahia, umas das 100 maiores do Brasil.

Que Herzem Gusmão realize tudo o que não pôde ser realizado antes dele e faça mais. E que valorize o que encontrou e o melhore para a comunidade.

O projeto Pôr do Sol no Cristo foi uma demonstração do quanto o povo conquistense consegue fazer quando o interesse é o bem comum. A área foi revitalizada na gestão que antecedeu a de Herzem, que busca fazer com que o local seja cada vez mais usado. Parabenizo à PM pela iniciativa e à Prefeitura por acolher e apoiar, para acontecer.

Outro exemplo é o Espaço Glauber Rocha, no bairro Brasil. A prefeitura na Zona Oeste é uma boa ideia, merece elogios, tem mérito. Aquele espaço foi construído pela gestão anterior e está servindo a uma destinação também importante, só não pode é mudar e tirar a sua destinação original, porque aquele é um espaço de cultura.

E que assim seja com o Cemae, na Olívia Flores, também pré-existente e que o atual prefeito trata como “nossa policlínica”, prometendo investimentos para ampliar os serviços, e o Hospital Esaú Matos, uma referência há muitos anos, cujas melhorias têm sido apresentadas com orgulho pela atual gestão. São obras importantíssimas, projetos que ajudaram e ajudam a comunidade local e que chega à cidade e que estão também estão sendo valorizadas agora.

Acho que é por aí. Vitória da Conquista não foi feita por uma única pessoa ou governo e continua avançando pea força do seu povo, que, quando quer, faz acontecer.

O resto é picuinha, que nem a mãe de Pantanha aprova.


FOTO: GIORLANDO LIMA (‎10‎ de ‎novembro‎ de ‎2018)

 

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

2 thoughts on “Opinião: Vitória da Conquista não é obra de um governo e continua avançando pela força do seu povo

  1. Sem dúvida, parte do povo está sabendo a fôrça que tem! Faltou registrar o MONUMENTO EM HOMENAGEM AO INDIO, erguido na Praça Caixeiros Viajante pelo Movimento Contra a Morte Prematura, em 05 de junho de 2000, comemorando o Dia Mundial do Meio Ambiente.

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