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Ações Governamentais Sociedade

Serviço que cuida de crianças e adolescentes vítimas de abandono ou violência familiar precisa de voluntários

Para evitar o desgastante e desperdiçado debate que tem sido comum recentemente em Vitória da Conquista, é preciso dizer que o Família Acolhedora existe como programa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) desde novembro de 2011 e que no ano passado passou por uma reestruturação administrativa, alterando sua denominação de programa para serviço, mas mantendo as características de sua criação. Desde então, a Semdes vem buscando ampliar a participação de famílias voluntárias, com sistemática divulgação e efetivo apoio de uma equipe multidisciplinar que sido decisiva no êxito do Família Acolhedora

O objetivo do programa é acolher e encaminhar para famílias voluntárias cadastradas crianças e adolescentes até 18 anos incompletos que tenham sido afastados de suas famílias de origem por decisão judicial. São meninos e meninas que sofreram algum tipo de abandono ou violência. As famílias os recebem suas casas e se responsabilizam por cuidar deles, provisoriamente, até que possam voltar para a família ou outra decisão judicial, dando-lhes acolhida, amparo, aceitação, amor e a possibilidade de convivência familiar e comunitária, sob o acompanhamento do Poder Judiciário local e da equipe técnica do serviço mantido pela Semdes.

Em dia 31 de dezembro do ano passado, o Família Acolhedora tenha cinco famílias cadastradas aptas a receberem uma guarda provisória, duas famílias com criança acolhida em casa e faziam o acompanhamento de duas reintegrações em famílias que tiveram a guarda de seus filhos restabelecidas pela justiça depois de um tempo aos cuidados de voluntários.

Um dos voluntários cadastrados é o professor Wagner Silveira, que participa do programa há mais de dois anos. Para Wagner esta é a melhor forma da sociedade ajudar crianças e adolescentes em situação de abandono e violência familiar: “é fundamental que a sociedade ampare esses jovens. A oportunidade de receber uma criança e dar o amor e carinho que muitas delas nunca tiveram, faz toda a diferença.”

A assistente social do Serviço de Atendimento do Família Acolhedora, Valdilene Lima, explica que o acolhimento é feito mediante determinação judicial, quando constatada a situação de abandono ou violência da criança: “a retirada da criança é feita em uma situação extrema, em que há risco de vida para criança e/ou adolescente.”

A psicóloga técnica do serviço em família acolhedora, Monaliza Cirino, diz que a união das forças de entes públicos e comunidade é o diferencial para a melhora da sociedade, a partir do acolhimento. “O objetivo do acolhimento é feito para que a criança volte para sua família de origem. Aqui damos toda assistência também à sua família, e trabalhamos o que falta dando os devidos encaminhamentos. Estamos fazendo esse esforço para que não seja apenas do Família Acolhedora essa responsabilidade, mas de toda a sociedade. Por isso conclamamos a todas as famílias que queiram participar, a se cadastrarem”.

O cadastro pode ser no hotsite do serviço, que informa toda a documentação e demais critérios para se tornar uma família acolhedora. A partir da inscrição, a família interessada receberá uma ligação da equipe técnica do serviço para uma avaliação, onde receberão uma capacitação e caso esteja dentro do perfil, passarão a integrar o cadastro da justiça de guarda provisória.

Equipe técnica do Família Acolhedora

 

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