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MASSACRE EM SUZANO Polícia Violência

Um dos assassinos de Suzano postou fotos no Facebook apontando arma, minutos antes do massacre

Guilherme Taucci de Monteiro, de 17 anos, um dos dois assassinos que mataram oito pessoas em Suzano, SP, postou fotos no Facebook minutos antes do ataque, fazendo gestos obcenos, mostrando uma pistola e usando máscara de caveira igual a uma que foi achada no local do massacre, na Escola Estadual Raul Brasil, que nesta quarta-feira (13) deixou dez pessoas mortas (incluindo os assassinos, que se mataram).

A postagem foi feita por Guilherme, às 9h34.

Guilherme e Henrique Castro, de 25 anos, mataram oito pessoas e em seguida cometeram suicídio. Eles eram ex-alunos da escola estadual Raul Brasil, segundo informou o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos. Outras nove pessoas ficaram feridas.

O QUE ACONTECEU

Antes de invadirem a escola, os dois jovens balearam Jorge Antonio Morais, dono de uma locadora de carros onde roubaram o veículo usado para chegar ao local. Jorge Antonio chegou a ser operado na Santa Casa em Suzano, mas não resistiu e morreu.

De acordo com informações publicadas pelo G1, a Polícia Militar de São Paulo informou que minutos depois do assalto, Guilherme Taucci Monteiro, 17, e Luiz Henrique Castro, 25, entraram pela porta da frente da escola onde ambos já haviam estudado. Logo na entrada, mataram a tiros a coordenadora Marilena Ferreira Umezu e a funcionária Eliana Regina de Oliveira Xavier.

O ataque foi feito durante o intervalo, quando os alunos se concentram fora das salas de aula. No horário do crime, só havia estudantes do ensino médio na escola.

Em seguida, a dupla se encaminhou até o pátio da Professor Raul Brasil, onde atiraram em cinco alunos. Na sequência, se dirigiram ao centro de línguas dentro da escola, mas estudantes conseguiram se trancar na sala com a professora. Foi neste momento, segundo a polícia, que os dois autores do massacre se suicidaram em um dos corredores da escola.

“É um atentado de alguém que não tem o domínio de suas próprias faculdades”, afirmou Marcelo Vieira Salles, comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo ao G1. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o general João Camilo Pires de Campos, a Força Tática da Polícia Militar chegou à escola cerca de oito minutos depois do início do ataque.

MORTA AO SAUDAR OS EX-ALUNOS

Defensora dos “livros como melhor arma para salvar o cidadão”, a professora Marilena Ferreira Umezu foi a primeira pessoa a ser baleada na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira.

Os dois autores do massacre, um rapaz de 17 anos e outro de 25, eram ex-alunos da escola. A professora sorriu ao revê-los cruzando o portão de entrada do colégio onde trabalhava há mais de 10 anos.

Eles responderam com tiros.

São estas as informações preliminares da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e de amigos de Marilena Umezu sobre o ataque ao colégio.

“Os portões estavam abertos e eles foram recebidos pela coordenadora. Eles entraram na escola, atiraram na coordenadora, depois numa segunda funcionaria e depois nos alunos”, disseram as autoridades de segurança paulistas em entrevista coletiva na tarde desta quarta.

O saldo do ataque é de 10 mortos – incluindo os dois autores do massacre, que se suicidaram – e nove feridos, que foram levados para hospitais da região.

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