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Homem encontra mulher e amigo transando e comete feminicídio em Conquista. Conheça os detalhes

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O caso que terminou em tragédia começa de forma festiva e quase dois dias antes do crime. Idalvo Gomes da Cunha, de 62 anos, sua companheira Valdirene Alves dos Santos, de 45 anos, e um amigo de Idalvo, Deli Coelho de Santana, idade não informada, bebiam na rua e davam risadas juntos. Segundo informações colhidas pela Polícia Civil, a bebedeira começou às três e meia da tarde da sexta-feira, com algazarra no bar onde começaram a farra. Depois, os três foram para a residência de Idalvo, no Caminho 1, casa 31, Urbis V.

Valdirene e Idalvo não eram casados, haviam se conhecido há cerca de um mês, segundo a irmã dela. Valdirene teria ido morar com Idalvo há menos tempo ainda. Deli os acompanhou para continuar bebendo e porque acertara com Idalvo que iria capinar o quintal da casa do amigo. E assim estavam os três já embriagados quando a bebida acabou e Idalvo avisou que sairia para comprar mais. Valdirene e Deli ficaram sozinhos em casa.

Enquanto Idalvo estava fora, contou Deli à polícia, Valdirene apareceu nua e disse que queria ter relações sexuais com ele, o que acabou acontecendo. Ambos não contavam, contudo, que Idalvo voltasse logo e os flagrasse na cama em plena transa. A reação dele foi violenta. Primeiro começou a bater no amigo com a bengala que usa por causa de uma deficiência física, mas Deli, ainda embriagado, conseguiu se livrar e fugiu, vestido apenas de cueca. Valdirene ficou e tornou-se o alvo da fúria do companheiro, que a agrediu até que ela parou de reagir.

Quando viu que a mulher estava morta, Idalvo a arrastou até o banheiro, lavou o corpo dela e tentou desfazer a cena do crime lavando também o chão da sala e o rastro de sangue até o local onde deixara o corpo da companheira. Como não conseguiu encobrir tudo, fez uso de uma lata de tinta a óleo vermelha e pintou parte do piso e até as pernas de Valdirene, que jazia morta no banheiro.

Depois de ter cometido o crime, quando o efeito da cachaça tinha diminuído, provavelmente por remorsos, Idalvo foi a pé até o 9º Batalhão de Ensino, Instrução e Capacitação (BEIC, antigo 9º Batalhão da PM) e lá disse à Polícia Militar que a chegara em casa e encontrara a mulher morta no banheiro.

De acordo com boletim enviado à imprensa pela 78ª Companhia Independente de Polícia Militar (78ª CIPM), era por volta das cinco e meia da manhã, quando Idalvo compareceu ao 9º BEIC. De posse da informação passada por ele, uma guarnição deslocou-se na viatura Fox 7808 até a casa, onde constatou a veracidade do fato. O corpo de Valdirene estava com sinais de escoriações e com parte do corpo sujo de tinta vermelha.

Diante da suspeita de que o próprio Idalvo tinha cometido o crime, os PMs o levaram ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), para averiguação, quando assumiu ter sido autor do feminicídio, porque, segundo ele, encontrou a mulher mantendo relações sexuais com outro homem. Às seis da manhã, a Polícia Civil foi ao local, com o DPT, realizou o exame cadavérico e conduziu Idalvo preso em flagrante. Na sequência, a equipe da Delegacia de Homicídios conseguiu localizar Deli Coelho de Santana e mais uma testemunha, que confirmaram a história contada por Idalvo e deram detalhes que vão embasar o inquérito. O flagrante foi lavrado pela delegada plantonista.

 

Idalvo Gomes da Cunha foi autuado em flagrante por feminicídio contra Valdirene Alves dos Santos.


COM INFORMAÇÕES DA 78ª CIPM E DA DELEGACIA DE HOMICÍDIOS. FOTO DESTAQUE: LOCAL DO CRIME COM A LATA DE TINTA USADA PARA TENTAR ENCOBRIR O RASTRO DE SANGUE.

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