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Educação

Colégio Modelo de Conquista atrasa em quase dois meses o início das aulas em tempo integral

Somente na próxima semana, segunda ou terça-feira (9) os alunos do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães (CMLEM) passarão a ter aulas nos dois turnos, conforme sua condição de escola de tempo integral instalada em 2017. A princípio, a justificativa dada pela escola para o atraso nas aulas nos dois turnos (matutino e vespertino) foi a necessidade de fazer licitação para contratação da empresa que fornecerá os alimentos para o almoço dos alunos.

Outra queixa frequente são os horários vagos em que não comparece professor à sala de aula. O diretor do Núcleo Territorial de Educação – NTE 20, Ricardo Costa de Moraes, no entanto, diz que não há justificativa para o atraso da implementação do segundo turno e nem para horário vagos, já que a escola tem o quadro de professores completo e os recursos para a aquisição dos alimentos já estão na conta há um bom tempo.

Segundo os dados constantes no Transparência na Escola, o Colégio Modelo tem R$ 63.500,66 disponíveis para alimentação, mas não usou nenhuma parte desses recursos este ano.

Ao responder ao questionamento do BLOG sobre o atraso no início do tempo integral no CMLEM, Ricardo Costa, a princípio, negou. “Estão funcionando os dois turnos”, afirmou em mensagem de WhatsApp, com o argumento de que o quadro de professores estava completo e que o diretor da unidade, Ademário Silva Sousa, tinha sido autorizado a realizar a contratação da empresa fornecedora do almoço por meio de dispensa de licitação.

Depois de conversar com o diretor da escola, Ricardo confirmou que as aulas ainda não estavam regulares no Luís Eduardo. Segundo ele, o colégio não estava funcionando com todas as turmas nos dois turnos, mas realizando um rodízio. “Estavam trabalhando alguns dias com umas turmas e nos demais com outras”, falou, embora conste não ter acontecido nenhuma aula à tarde desde o dia 11 de fevereiro, quando o ano letivo começou na rede estadual. O diretor do NTE 20 diz que não era isso o que se esperava da direção da escola.

“Apesar de ter sido autorizado a realizar a dispensa para contratação da empresa que fornecerá a alimentação, com nota técnica e tudo o que garantia o embasamento legal, o diretor não fez a ação e só fez uma carta-convite no dia 4. Mas, nós já determinamos que ele vai ter que convidar os pais dos alunos e apresentar um cronograma de reposição dessas aulas. Das nove aulas que deviam ser dadas por dia, só estavam dando seis”, explicou o diretor do NTE 20, para quem o atraso na implantação do regime de tempo integral este ano foi uma falha muito grande do gestor.

“Existe um esforço muito grande do Estado para implementar e garantir o tempo integral e não tinha motivo nenhum para isso, porque tinha todos os professores, recursos em conta, autorização para fazer a dispensa, como todas as demais estão fazendo, e não realizou”, ressaltou Ricardo Costa. Ele falou que na semana passada o diretor da escola explicou que não houve aulas para algumas turmas porque alguns professores tiveram de participar de um curso sobre uso eficiente da energia elétrica, fruto de um convênio entre a Secretaria de Educação do Estado e a empresa Neoenergia (Coelba), mas, segundo o gestor do NTE 20, nem isso justifica, “porque nós temos um quadro muito grande de professores, quase todos eles de 40 horas e dedicados exclusivamente ao tempo integral”.

Ricardo Costa afirmou que tomará medidas administrativas em relação à administração do Colégio Modelo, “por deixar acontecer isso”. De acordo com ele, a escola estava trabalhando em regime de tempo integral em rodízio por série, o que não foi autorizado e nem era do conhecimento do Núcleo Territorial de Educação. No entanto, esta informação ainda precisa ser confirmada, pois consta que nunca houve aula no turno vespertino para nenhuma turma.

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