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A passos de cágado | Obra da Olívia Flores, em Conquista, anda devagar e come os prazos

Há pouco mais de um mês, uma fonte limpa – como ensinou o radialista Humberto Pinheiro – comentou com o BLOG do entusiasmo da administração municipal com o andamento da obra de reforma da Avenida Olívia Flores. “O pessoal está se pegando com esse negócio de fim de vagas de estacionamento, mas a obra está andando bem e quando entregar a primeira parte em junho, toda essa celeuma será esquecida”, disse a pessoa, que é íntima do governo Herzem Gusmão, acrescentando: “Vai ficar lindo”.

Mas, quem passa pela via (diariamente trafegam pela avenida mais de dez mil automóveis) percebe que, nos últimos dias, o ritmo dos trabalhos diminuiu. Menos de um terço do primeiro trecho, entre a AABB e o Supermercado Rondelli, está adiantado. A outra parte está como foi deixada no ano passado, até o tubo de armco que sobrou da instalação da drenagem está no local.

Uma das apostas do prefeito Herzem Gusmão para reverter os índices de impopularidade da gestão, a reurbanização da Olívia Flores começou em julho do ano passado, como parte do projeto de reestruturação dos corredores de transporte público coletivo, financiado pelo PAC, cujos recursos foram deixados pela administração anterior. Já passam nove meses desde o início dos trabalhos. A previsão era de que terminariam em um ano e meio, por esse prazo falta metade do tempo, porém tem mais do que metade da obra por fazer.

A reforma da Avenida Olívia Flores, incluindo a implantação do serviço de drenagem faz parte do contrato 044-25/2016, assinado com a Emurc em julho de 2016. O prazo inicial ia até 31 de dezembro de 2017, mas entre julho de 2016 e a data de encerramento do prazo nada foi feito. O governo Guilherme Menezes atrasou seis meses e o de Herzem Gusmão atrasou um ano. Por causa disso, em 13 de dezembro de 2017, foi feito o primeiro aditivo do contrato, prorrogando o prazo para 31 dezembro de 2018. Mas, como a obra só começou em julho de 2018, outro termo aditivo foi autorizado pelo prefeito, em 21 de dezembro de 2018, dando mais um ano para a conclusão dos serviços.

O último aditivo assinado foi para acrescentar R$ 450.756,57 ao valor contrato, para compensar o investimento em drenagem, que não fazia parte do projeto original.

A julgar pelo andamento da obra, dificilmente a primeira parte será concluída em junho e é certo que um novo aditivo de prazo – ou mesmo de reequilíbrio financeiro – terá que ser assinado para garantir a continuidade da obra até o ponto final do projeto, à altura da Coelba, no Inocoop.  Mas, na verdade, não importa, importante é que a população possa usufruir do resultado, que, embora seja um projeto desconhecido de quase todo mundo, dá para ver que será bonito e funcional.

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