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Polícia Segurança Pública

Cipe/Caesg | Saiba um pouco mais sobre a atuação dessa unidade especial da PM no Sudoeste da Bahia

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O nome certo e completo é Companhia Independente de Policiamento Especializado do Sudoeste ou Cipe Sudoeste, mas nem a população e nem os policiais deixam de tratá-la pela antiga denominação: Caesg. E é assim que os bandidos a conhecem e temem. É uma das unidades especializadas da Polícia Militar da Bahia. Para o interior, equivaleria ao Batalhão de Choque, que atua na capital e na região metropolitana. O nível de eficiência a faz respeitada. A atuação da Caesg tem rendido reconhecimento a seus comandantes ao longo dos anos e também da sociedade, por ações sociais e de aproximação da comunidade.

Quando a Cipe se chamava Companhia de Ações Especiais do Gerais, tinha sua sede em Cândido Sales, no início dos anos 2000, com abrangência nos municípios situados na divisa com a região Sudoeste e Minas Gerais, hoje, tem sua base no bairro Henriqueta Prates, em Vitória da Conquista. A área de atuação inclui 62 municípios que fazem parte de quatro Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs) – Vitória da Conquista, Guanambi, Brumado e Itapetinga -, compreendendo uma região que vai de Carinhanha até Firmino Alves.

Na semana passada, este BLOG e o Blog do Sena foram convidados para um almoço na sede da unidade, com a participação de parte da tropa e de familiares do comandante. Foi uma oportunidade para uma rápida entrevista com o major Edson Mascarenhas, que comanda a Cipe/Caesg desde 28 de junho de 2018. Ele respondeu a perguntas sobre a abrangência da atuação da companhia e sobre as peculiaridades de sua função no policiamento regional.

Segundo o major Mascarenhas, a Cipe/Caesg desenvolve atividades e operações para aumentar a sensação de segurança e reduzir os crimes violentos letais intencionais. “E isso estamos conseguindo”, disse, informando que neste início de ano a região registra uma redução de 40% nos crimes violentos letais intencionais (CVLI). “Figuramos entre as melhores unidades de apreensão de armas de fogo e drogas, além de flagrantes e TCO (termo circunstanciado de ocorrência), de modo que a gente fica bem à vontade para dizer que está cumprindo nosso papel, que é a manutenção da segurança pública no Sudoeste da Bahia”

O comandante também comentou sobre a política de aproximação com a comunidade, por meio de projetos sociais e uma comunicação mais interativa. “A gente tem feito alguns trabalhos nos sentido de nos aproximar da comunidade, como a cinoterapia (terapia com auxílio de cães), que vai começar por agora, para atender crianças da APAE, tendo como suporte avançado os cães da nossa unidade”. Para Mascarenhas, “um dos nossos objetivos é aproximar a Polícia da sociedade e ela sentir que somos parceiros no dia a dia”.

Na avaliação do major, a Caesg sente que há uma correspondência na sociedade, que a comunidade compreende esse trabalho de aproximação e tem maior confiança no trabalho da polícia, como um todo. “Sem dúvida alguma. A gente sente isso em todos os locais onde a gente vai. O apreço, a consideração que se tem com a unidade é algo em tom especial, que fica claro tanto no comportamento quanto no tratamento dedicado aos policiais. E nós só temos que agradecer, tanto a participação da sociedade quanto aos policiais que fazem o dia a dia da nossa unidade, porque sem eles não conseguiríamos alcançar os resultados que alcançamos”.

A diferença entre as atribuições das companhias independentes de polícia (CIPM), que em Vitória da Conquista são três, e a Caesg também foi explicada pelo comandante da Cipe Sudoeste. “As companhias independentes elas têm uma área definida, é o policiamento orgânico do dia a dia. Quando há um evento que exija uma ação que sai da rotina da unidade é acionada a Rondesp, que é o suporte avançado do Comando Regional [de Policiamento do Sudoeste – CPRSO] para dar apoio a essas unidades. E quando, tanto a Rondesp quanto as companhias independentes, precisam de um apoio maior aí, é acionada a Caesg, porque nós somos a reserva do Comando-Geral [da PM] atuando na região Sudoeste”.

O major Mascarenhas diz que as ações são coordenadas com o CPRSO. “Logicamente que a gente faz isso sempre em consonância com as determinações do comando regional, do coronel Ivanildo [da Silva], mas é basicamente nessa linha de acionamento que a gente trabalha”.

O tipo de atuação das unidades especiais, como a Cipe/Caesg, exige um treinamento específico, mais exigente, dos homens e mulheres que compõem a força, conforme esclarece Mascarenhas. “Eu não diria que é um treinamento diferenciado, é uma especificidade que nós temos na nossa ação e isso exige, talvez, um pouco mais de rusticidade, um treinamento mais rígido, que cobra mais da gente. Exatamente porque tanto a Rondesp quanto a Caesg, elas, em tese, são acionadas quando o efetivo ordinário falhou. Neste caso, ou quando sai da rotina, aí é acionada a Rondesp na área urbana e a Caesg na área rural”.

As unidades especiais lidam com situações de maior perigo, no enfrentamento de bandidos de maior periculosidade, envolvendo assaltos a banco, carros fortes, etc. – são as que chegam para resolver. “Exatamente”, diz o comandante. “Porque a gente tem um maior potencial ofensivo, por isso somos acionados. Então, assim, a Caesg, a Rondesp, as unidades especializadas da Polícia Militar da Bahia, como um todo, elas têm a tendência de serem acionadas como reserva táticas das unidades orgânicas e é assim que a gente vem fazendo no nosso dia a dia”.

 

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