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Greve na Uesb completa um mês. Negociações prosseguem e Rui Costa vai monitorar do exterior

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O governador Rui Costa viajou ontem (domingo, 5) para um périplo em busca de investimentos que inclui Estados Unidos, Alemanha e China. Rui ficará duas semanas fora, neste tempo o vice-governador João Leão estará no exercício do cargo. A viagem do governador coincide com o primeiro mês da greve dos professores das universidades estaduais baianas. No sábado (4), fez 30 dias que os professores da Uesb decidiram parar, durante assembleia realizada em Jequié,.

Depois de liberar R$ 36 milhões para investimento nas quatro universidades e enviar projeto de lei à Assembleia Legislativa propondo remanejamento de vagas de professores universitários, com a abertura de 900 vagas de promoção, o que gerará, segundo contas do governo, um impacto financeiro estimado em R$ 12,7 milhões neste ano e R$ 16,9 milhões em 2020, com ganhos de até 22,75% para os professores universitários contemplados, Rui Costa disse que não pode fazer mais nada, sob pena de cometer crime de responsabilidade. Mas, as negociações continuam, com as secretarias de Educação e de Administração. O governador vai acompanhar de longe.

Em assembleia extraordinária durante a manhã desta segunda, professores da Universidade Estadual do Sudoeste (Uesb) fizeram uma avaliação da negociação com o governo e das contrapropostas recebidas. Também foram definidos os próximos passos do movimento. Mas, até o fechamento desta matéria a Associação dos Docentes da Uesb não havia divulgado os resultados da assembleia. Também não há sinalização para o fim da greve. Uma atividade está marcada para acontecer na próxima quinta-feira (9) simultaneamente, em Jequié, Itapetinga e Vitória da Conquista, onde a Uesb tem campi.

A atividade “Uesb na Praça” está programada como um marco dos 30 dias da greve. Projetos de pesquisa, de extensão, trabalhos dos laboratórios, música e serviços prestados à comunidade serão apresentados em praças públicas das três cidades. A ideia é mostrar a importância das Universidades Estaduais da Bahia para a produção do conhecimento e do desenvolvimento regional.

De acordo com a entidade dos professores, “o governo Rui Costa tem se negado nos últimos dias a receber os professores e avançar no processo de negociação. O movimento grevista entende que a proposta de garantir 900 promoções e a liberação dos R$ 36 milhões é um avanço, mas ainda está distante de resolver os problemas das universidades. As mudanças de regime de trabalho não estão asseguradas e a reposição inflacionária, que gera perdas salariais de mais de 25%, também não obteve qualquer sinalização de atendimento”.

Segundo a Adusb, “outro ponto que o governo se recusa a discutir é a destinação de mais recursos para as universidades”, sendo que os recursos liberados não chegariam a 50% do que foi contingenciado em 2018. “A falta de verbas impacta na realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão, ou seja, na formação dos estudantes e dos serviços que as universidades prestam à população”, argumenta a entidade que congrega os docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.


COM INFORMAÇÕES DA SECOM/GOVBA E DA ADUSB – FOTO: ADUSB

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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