Centro de convenções, centro administrativo | Começa debate sobre destinação do atual aeroporto

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O prefeito Herzem Gusmão ainda não se manifestou sobre o assunto, mas cresce em Vitória da Conquista um movimento pelo aproveitamento da área do atual aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo para a construção, entre outros equipamentos, de um centro de convenções. A ideia está na pauta do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), por iniciativa do empresário José Maria Caires, proprietário da MaxTour e um dos principais defensores de iniciativas voltadas para o desenvolvimento econômico do município por meio do setor de serviços. Caires foi o criador do Movimento Conquista Pode Voar Mais Alto, um dos principais articuladores pela construção do Aeroporto Glauber Andrade Rocha,por dez anos, desde 2009.

Para José Maria, a área – gigantesca – do aeroporto que será desativado no dia 10 de agosto, logo que o novo estiver operando, cabe mais do que um centro administrativo, como previu o ex-prefeito Guilherme Menezes em 2013, quando reivindicou do governo federal a devolução do terreno, doado pelo Município em 1956. O empresário prevê no local também um centro para convenções, seminários, feiras e exposições o que fortaleceria a vocação do turismo de negócios de Vitória da Conquista e a ampliação deste potencial.

Em conversa com o BLOG, José Maria Caires – que está atuando também na frente que luta para viabilizar a chegada do gás natural à cidade – explicou que os equipamentos podem ser construídos à margem da grande avenida que se tornaria a pista de quase 1.800 metros, que passaria a fazer uma ligação direta do bairro Patagônia (Avenida Frei Benjamin) com o Anel Viário Jadiel Matos, margeando a Lagoa das Bateias. “A ideia é dotar aquela região de um equipamento público gerador de mais desenvolvimento, com ainda maior integração”, explica José Maria. Com cada um dos interlocutores a quem apresenta sua proposta, ele faz questão de desenhar croquis, fazer contas e argumentar com base em estudos que tem feito sobre a viabilidade do empreendimento.

Empreendedor e entusiasta do projeto de tornar Vitória da Conquista um centro turístico atrativo, que pode se estabelecer, graças ao novo aeroporto, como o portal de entrada para a Chapada Diamantina, José Maria Caires tem conversado com instituições e com representantes políticos do município em prol do Centro de Convenções e de outros projetos que possam ser agregados ao novo aeroporto. Para, ele, mais do que receptivos e serviço de facilitação de acessos a pontos como Mucugê, Andaraí, Rio de Contas, etc., Vitória da Conquista, em si, pode oferecer atrativos, além dos que já tem (clima, comércio, Cristo) para que o turista de passagem para conhecer as belezas da Chapada permaneça um tempo na cidade, consumindo produtos locais e regionais, levando informações positivas e referência que fortalecerão a marca da cidade.

“Nosso sonho é ter os diversos segmentos interessados no desenvolvimento de Conquista envolvidos nessa luta. Conseguimos isso com o aeroporto e estamos conseguindo com o gás natural, porque empresários, políticos, imprensa e sociedade têm consciência que essas bandeiras não são de uma pessoa ou duas, sozinhas, mas de todo mundo. Por isso, eu acredito que a gente vai conseguir”, aposta, fazendo, inclusive, contas e indicando de onde podem vir os recursos. “Há dinheiro do BNDES e de outros bancos para isso. A forma de viabilizar quem definirá é a Prefeitura ou o governo do Estado, a depender do entendimento dos dois, mas ali cabe, também, parcerias público privadas (PPP)”, afirma.

PATRIMÔNIO DA UNIÃO

O terreno onde está localizado o aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo está na relação do patrimônio da União em Vitória da Conquista. Consta como imóvel em regularização. Em 2013, o prefeito Guilherme Menezes entregou ao Ministério da Defesa documentação comprovando que a área foi doado pela Prefeitura de Vitória da Conquista ao governo federal em 1956 e solicitou o retorno ao Município logo que as operações fossem transferidas para o novo aeroporto que estava em construção.

Guilherme explicou ao BLOG que a primeira vez que fez a solicitação o ministro da Defesa era Celso Amorim. “Eu levei e entreguei a ele a escritura de doação do terreno, feita pela prefeitura ao governo federal, em 1956, para construir ali o campo de avião, como chamavam”. O mesmo pleito o ex-prefeito passou a Jaques Wagner quando ele assumiu o Ministério da Defesa. “Wagner disse que veria com o Patrimônio da União”, informou Guilherme. Não há informação do andamento do processo.

Para Guilherme Menezes, não se trata de apenas querer o retorno da área em si, mas de obter condições para melhorias urbanas importantes. “Aquele lado da cidade precisa daquela área para interligar as avenidas que hoje são cortadas pela pista do aeroporto. Você só tem, praticamente, a Frei Benjamim para ir de um lado para o outro, pois as outras avenidas são cortadas pela existência da pista. E nada mais justo do que a área retornar para o Município, como conseguimos o Espaço Glauber”.

Além da interligação ou extensão das vias interrompidas pela pista do aeroporto Pedro Otacílio de Figueiredo, o ex-prefeito visualizava no local um centro administrativo. Guilherme também disse ao BLOG que o próximo gestor poderia optar por vender o terreno ou partes dele, que é muito grande”. O ex-prefeito disse que havia conversado com o assunto com o governador Rui Costa.

“Conversei com o governador na última reunião que tive com ele [em 2015], pedindo apoio dele para isso também. Ali é bom até para um centro administrativo ou para algumas secretarias (porque não dá para fazer todas as secretarias em um único local, até estrategicamente isso não é bom) e, até se fosse o caso, poderíamos vender, passando pela Câmara de Vereadores, claro, para obter recursos em benefício do município e toda população”.

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Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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