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Eleições 2020 Política

De Fernando Spínola a Marcell Moraes, a origem de quem foi e de quem quer ser prefeito de Conquista



Há 50 anos, o prefeito de Vitória da Conquista era o médico Fernando Ferreira Spínola, nascido no bairro do Barbalho, em Salvador, no ano de 1913, e que chegara à cidade 30 anos antes, em 1939, pouco tempo depois de concluir o curso de Medicina, na Faculdade de Medicina da Bahia. Casou e teve filhos em Vitória da Conquista. Foi médico do Conjunto Assistencial Joaquim Sales, vereador por dois mandatos, entre 1949 e 1955, até ser eleito prefeito em novembro de 1966.

Sucedeu Fernando Spínola, o advogado Nílton Gonçalves, nascido no distrito de José Gonçalves, em 4 de janeiro de 1923, advogado, que já havia sido candidato a prefeito em 1954, com a famosa candidatura denominada “O Tostão contra o Milhão”. Fez fama atuando em júris, por sua oratória, carisma e sucesso. Foi ainda diretor do jornal “O Combate” entre 1956 e 1957. Eleito prefeito em 30 de novembro de 1969, o mandato de Nilton Gonçalves foi apenas de dois anos. Em 1973 ele foi substituído por Jadiel Vieira Matos.

Jadiel já tinha sido candidato na eleição de 1970. Nascido em Nova Canaã, em 26 de junho de 1932, veio para Vitória da Conquista no início dos anos 1950. Era médico, formado pela Universidade Federal da Bahia em1958, atuou no Hospital São Vicente de Paulo, da Santa Casa de Misericórdia, de onde foi expulso, em 1971, pelo posicionamento político de oposição ao regime militar; foi fundador do Hospital Samur. Jadiel foi prefeito de Vitória da Conquista entre janeiro de 1973 e janeiro de 1982. Seria eleito deputado estadual em 1978 e a vereador em 1996.

Em janeiro de 1975, assume a prefeitura Raul Carlos de Andrade Ferraz, nascido em Vitória da Conquista, em 1935, formou-se advogado na UFBA, em 1962. Naquele mesmo ano elegeu-se vereador, realizando um mandato marcado por ideias modernas. Foi candidato a prefeito em 1972, quando ficou em segundo lugar na legenda do MDB (Jadiel foi o primeiro e Gilberto Quadros, o terceiro), em eleição concorrida com a Arena (que teve como candidatos Orlando Leite e Fernando Spínola). Elegeu-se em 1978 e governou o município até o final de abril de 1982, quando desincompatibilizou-se para concorrer à Câmara dos Deputados, tendo sido eleito. Em seu lugar assumiu Gildásio Cairo, seu vice-prefeito.

Gildásio nasceu em Ituberá, em 1916, e ainda cedo se mudou com a família para Vitória da Conquista. Foi candidato a vereador em 1954 e em 1958, tendo sido eleito neste último pleito. Além do bom mandato, seriedade no mandato, entrou para a história como empreendedor visionário, tendo sido o criador da maioria dos bairros da Zona Oeste. Ficou no cargo de prefeito até janeiro de 1983.

Saindo Gildásio Cairo quem reassumiu a prefeitura, foi o engenheiro José Fernandes Pedral Sampaio, que havia sido cassado pelos militares em 1964 e, depois de recuperar os direitos políticos, venceu a eleição em 1982. Pedral trabalhou para recuperar o tempo que lhe havia sido tomado e fez algumas das obras estruturais mais importantes da história de Vitória da Conquista, até hoje servindo à população, mais de 30 anos depois. Pedral era da linhagem política dos fundadores da cidade. Governou até 31 de dezembro de 1988. Voltaria à prefeitura, novamente eleito, em 1993.

Em 1989 o prefeito já era Murilo Mármore. Participante do processo político municipal desde os anos 1970, atualmente é secretário do Gabinete Civil do governo Herzem, do qual também foi procurador-geral. Advogado e administrador de empresas nascido em Salvador, em 1943, mora  em Vitória da Conquista desde a juventude, onde ocupou cargos relevantes como diretor da Companhia Telefônica de Vitória da Conquista, nos anos 1970; procurador-geral na administração Raul Ferraz (1975 a 1982) e presidente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurc), desde a sua fundação até 1988, quando foi candidato a prefeito e se elegeu. Deixou a prefeitura no final de 1992. Em 1º de janeiro de 1993 passou o cargo para José Pedral Sampaio cumprir o seu terceiro mandato, entre 1993 e 1996, ano em que Murilo voltou a disputar a prefeitura, perdendo para Guilherme Menezes.

Em 1997, Guilherme Menezes de Andrade, natural de Iguaí, assumiu o governo municipal, sucedendo Pedral. Antes, ele havia sido candidato a prefeito em 1992 e deputado estadual, eleito em 1994. Médico formado pela Escola Bahiana de Medicina, em 1982, Guilherme fora secretário de Saúde em 1986 e diretor do Hospital Crescêncio Silveira um ano depois. Ele foi prefeito por quatro mandatos, num total de 13 anos e três meses e cinco dias, considerando que se desincompatibilizou em abril de 2002 para concorrer à eleição de deputado federal, tendo sido eleito. Em seu lugar, ficou o vice, José Raimundo Fontes, que se reelegeu em 2004.

José Raimundo nasceu em Pojuca, em 1950, Pojuca. Graduado em pela Faculdade de Educação da Bahia (FACEBA), em 1976) e em História, pela UFBA, em 1977, chegou a Vitória da Conquista logo após formado para lecionar na Faculdade de Formação de Professores de Vitória da Conquista, que deu origem à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). José Raimundo foi um dos fundadores e o primeiro presidente da associação dos docentes da instituição. Foi candidato a vereador em 1982 e a Vice-Prefeito em 1988 e 1992. Foi assessor da Secretaria Municipal de Educação na primeira gestão de Guilherme Menezes, até ser escolhido como vice na eleição de 2002. Quando deixou a prefeitura, em 2008, Guilherme reassumiu, tendo sido reeleito em 2012, ficando até o dia 31 de dezembro de 2016,.

Herzem Gusmão Pereira, conquistense nascido em 1948, foi o vencedor da eleição de 2016, quando José Raimundo, cujo partido, o PT, ficou no poder municipal por 20 anos, tentava voltar. Antes de ser eleito prefeito, Herzem havia assumido o mandato de deputado estadual, de 2015 a meados de 2016, na condição de suplente. Disputara outras três eleições, duas para prefeito (2008 e 2012) e uma para deputado federal (2010). Radialista por mais de 40 anos, na Rádio Clube de Conquista e na rádio Regional, Herzem também exerceu em Vitória da Conquista a função de gerente da Associação de Poupança e Empréstimo da Bahia, em 1981, trabalhou também no Banco Econômico, 1984, foi gerente das Lojas Unilar, em 1985, e dono de um lava-rápido.

No dia 6 de outubro a gestão de Herzem Gusmão vai estar sendo avaliado pelos conquistenses, que terão muitas opções para votar, além dele. Alguns já assumiram as chamadas pré-candidaturas, outros são lembrados pela imprensa, mas não confirmam. Os principais são:

Arlindo Rebouças

Ex-candidato a prefeito em 2016, Arlindo foi vereador por quatro mandatos, destacando-se com um dos melhores parlamentares da história do legislativo conquistense. Também foi candidato a deputado estadual em 2010. Estudou nas escolas Anísio Teixeira, João Gustavo, no Centro Integrado Navarro de Brito, Colégio Comercial Edvaldo Flores e na UESB.  Foi servidor do INSS por 30 anos, atuando na agência local como agente administrativo, chegando a gerente executivo. Também foi servidor municipal, por 11 anos. Nascido em Itarantim, em 1955, veio com a família para Vitória da Conquista aos quatro anos de idade. Chegou aqui no dia 31 de março de 1960, para morar na zona rural.

David Salomão

Um dos destaques da eleição de deputado de 2018, quando ficou entre os três mais votados em Vitória da Conquista, David Salomão é vereador. Já tinha sido candidato em 2014. É advogado formado pela UFBA e atua em diversas áreas, especialmente na defesa de policiais militares, como dirigente do Centro de Assistência dos Policiais Militares e Associados (JUSPM), sendo ele mesmo um ex-PM. David Salomão nasceu em Alagoinhas em 1982, chegou a Vitória da Conquista em 2009.

Fabrício Falcão

Nascido em 1975, na cidade de Feira de Santana, está em Vitória da Conquista desde 1988. Estudou o ensino médio no Colégio Estadual Adélia Teixeira e se formou em Geografia pela UESB, tendo se especializado em Gestão Pública e Orçamento pela Faculdade Juvêncio Terra. Foi eleito vereador em 2004 e reeleito em 2008. Professor e líder comunitário, Fabrício foi candidato a prefeito em 2016. Está no terceiro mandato de deputado estadual, desde 2010.

Guilherme Menezes

O ex-prefeito não nega nem confirma, mas aparece bem nas pesquisas e pode ser o candidato do PT.

Ivan Cordeiro

Ivan Cordeiro da Silva Filho foi candidato a vereador em 2016, quando obteve expressivos 1.544 votos. Até fevereiro deste ano participava da administração municipal, como secretário de Mobilidade Urbana. Foi também titular da Secretaria de Serviços Públicos. Formado em Administração de Empresas na Faculdade Juvêncio Terra, Teologia, na Faculdade Teológica Sul Americana em Londrina/PR, com Mestrado em Ciências das Religiões pela Faculdade Unida Vitória/ES, Ivan é empresário e líder partidário.

José Raimundo

Também nome forte do PT. Dizem que se não for Guilherme será ele, ou vice versa, com Waldenor Pereira correndo por fora.

Marcelo Melo

Foi candidato pela primeira vez em 200, como vice-prefeito na chapa de Coriolano Sales. Voltou a disputar como vice de Arlindo Rebouças, em 2016. Foi, ainda candidato a deputado federal duas vezes, em 2014 e no ano passado. Nasceu no Hospital São Geraldo, em abril de 1974, estudou no Educandário Juvêncio Terra, Comunidade Infantil, Colégio Estadual Maria Viana, Escola Agrotécnica Sérgio de Carvalho e na FTC. É administrador de empresas e advogado, formado pela FTC. Foi secretário de Educação entre janeiro de 2017 e fevereiro de 2018.

Sheila Lemos

Sheila sempre participou da política nos bastidores e como militante nas campanhas da mãe, a ex-vereadora e atual vice-prefeita Irma Lemos. Em 2011, estreou como candidata a deputada federal. Seu nome aparece com frequência nas conversas sobre a eleição de prefeito, embora ela diga que não é sua meta. É presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas e empresária. É administradora de empresas, com pós-graduação em Gestão. Estudou no Colégio Sacramentinas, Escola Normal, Educandário Juvêncio Terra, Colégio Diocesano, Faculdade Juvêncio Terra e Fainor. Nasceu em Vitória da Conquista no ano de 1972.

Waldenor Pereira

Nasceu em Caculé, no ano de 1954. É economista e professor da Uesb, da qual foi reitor entre 1994 a 2002, em dois mandatos. Vive em Vitória da Conquista há cerca de 40 anos. Foi candidato a vereador e elegeu-se deputado estadual na eleição de 2000. Teve dois mandatos. Foi eleito deputado federal em 2010 e está no terceiro mandato consecutivo. É um dos nomes do PT para ser candidato a prefeito.

Marcell Moraes

É de Rui Barbosa, onde nasceu em 1978. Foi vereador de Salvador. É deputado estadual em segundo mandato. Fez uma campanha curta em Vitória da Conquista em 2014. Em 2018 realizou eventos de castração de cães e eventos festivos com os animais. Teve mais de nove mil votos. Ele também quer ser candidato a prefeito. De todos os nomes colocados é o que tem menor relação temporal, histórica e política com Conquista. Este ano fez uma cãominhada com grande público e prometeu que se mudará para a cidade no dia do aniversário dele: 29 de agosto.

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