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Educação Política

Professores da Uesb também decidem pelo fim da greve. Aulas recomeçam na segunda-feira.

Depois de cerca de seis horas de debates, os professores da Uesb presentes à assembleia realizada nesta quarta-feira, em Jequié, também decidiram, com 65 votos a favor, 10 contra e 14 abstenções, encerrar a greve de 65 dias e voltar às aulas. Os docentes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) já haviam tomado a decisão no início da tarde, assim como os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Em Itabuna, a assembleia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) decidiu permanecer em greve até assinar o termo de compromisso definido em reunião das associações de docentes e o governo do Estado, ontem (11). As aulas recomeçam na segunda-feira.

De acordo com nota no site da Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb) os professores aprovaram a assinatura do acordo feito com o governo, “desde que o documento contenha os termos presentes na ata de reunião, realizada no último dia 10 na Secretaria Estadual da Educação, entre o Fórum das ADs e o governo. O texto apresenta três conquistas: as primeiras duas são de até 900 promoções docentes e a liberação imediata de R$ 36 milhões para investimento às estaduais baianas. Já o terceiro ponto é a mesa permanente de negociação, que deverá ocorrer até o final do governo Rui Costa. A expectativa do Movimento Docente é que sejam debatidos os demais itens da pauta não atendidos de imediato, a exemplo da implementação das Dedicações Exclusivas, das passagens docentes e das garantias ao Estatuto do Magistério Superior. Os diálogos deverão começar em até 72 horas após o término da greve e deverão ter a participação das secretarias da Educação, Administração, Fazenda e Relações Institucionais”.

Segundo o site da associação, no decorrer da assembleia, em Salvador, “muitos docentes da Uneb criticaram a maneira autoritária com que o governador se portou nas negociações, inclusive colocando a Rondesp e a Tropa de Choque para pressionar os docentes durante algumas manifestações. Outras falas também valorizaram a ampla mobilização das/os professoras/es, que em todo o Estado fortaleceram o movimento grevista e puderam dialogar com a sociedade sobre a importância da Uneb no desenvolvimento da Bahia. De acordo com a coordenação da ADUNEB, as conquistas da pauta de reivindicações e a mesa permanente de negociação só foram possíveis graças à maneira coesa e responsável com que a categoria se portou nesta greve. A continuidade da mobilização será fundamental para garantir mais itens da pauta nas próximas negociações”.

SALÁRIOS CORTADOS

Diz a nota da Aduneb, “quanto à devolução dos salários cortados, segundo a ata da reunião, o Estado pagará o vencimento integral do mês de junho. Após a apresentação do plano de reposição das aulas, o mês de maio será pago junto com julho. Na sequência serão pagos os dias do mês de abril. Contudo, o pagamento parcelado dos salários atrasados é ponto de descontentamento na categoria, que ainda tentará negociar melhor maneira de receber os vencimentos”.

CALENDÁRIO

A Aduneb finaliza informando que “a assembleia decidiu também que o início das aulas será na segunda-feira (17). Na sexta-feira (14) a categoria somará forças a inúmeros outros setores de todo o país no dia de Greve Geral contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro.

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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