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Sociedade

Dois pastores, quatro filhos, três mortes. Semelhanças e comoção em duas tragédias nacionais

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Dois casos de crimes chocantes, ocorridos entre abril do ano passado e junho deste ano, embora diferentes em si, guardam semelhanças e comovem pelo que carregam de tragédia. Dois pastores, dois filhos, dois enteados. E três mortos. Os dois casos revoltaram quem conhecia e quem só ouviu falar dos envolvidos, pelo grau de ligação entre as pessoas em cada uma das situações e pelos detalhes de cada motivação. Entre eles, pouco mais de um ano de diferença, o primeiro aconteceu em abril do ano passado, o outro, no domingo (16).

Em 21 de abril de 2018, em Linhares, na região Norte do Espírito Santo, duas crianças, de 3 e 6 anos, Kauã e Joaquim, morreram queimadas em um incêndio que, segundo a polícia e o Ministério Público e acatado pela justiça, foi causado pelo pai de Joaquim e padrasto de Cauã, o pastor Georgeval Alves Gonçalves, conhecido como George. A perícia concluiu que ele estuprou as crianças, agrediu e colocou fogo nelas ainda vivas.

De acordo com o delegado André Jaretta, que apurou o caso, Georgeval agrediu as crianças para tentar ocultar o ato sexual. A agressão foi confirmada pelos vestígios de sangue no banheiro, que foi atestado como sendo de Joaquim pelo exame de DNA. “Com as duas vítimas ainda vivas, porém desacordadas, o investigado as levou até o quarto, as colocou na cama e ateou fogo nas crianças, fazendo com que elas fossem mortas com o calor do fogo”, explicou Jaretta, segundo o G1.

No início de maio, o juiz da 1ª Vara Criminal de Linhares André Bijos Dadalto decidiu, com base nos autos, que Georgeval Alves vai a júri popular, em data a ser marcada. A mulher dele, mãe de Cauã, foi absolvida.

PAI DE 55 FILHOS

O caso da morte do pastor Anderson do Carmo de Souza também envolve filhos e enteados, mas, estes, na condição de algozes. Ele chegou em casa, no bairro Pendotiba, em Niterói (RJ), na madrugada de domingo (16), depois de uma confraternização, acompanhado da esposa, a deputada federal e também pastora Flordelis dos Santos de Souza (PSD/RJ). Depois de guardar o carro na garagem e entrar em casa, Anderson voltou ao automóvel para buscar algo que havia esquecido. Foi quando encontrou os assassinos.

O pastor levou 15 tiros. Chegou a ser levado ao Hospital Niteroi D’Or, mas morreu. Os atiradores fugiram sem levar nada.

No dia do sepultamento, a polícia prendeu Flávio Rodrigues de Souza, de 38 anos, enteado do pastor, filho de Flordelis, e Lucas dos Santos, de 18 anos, um dos 51 filhos adotados pelo casal, que, segundo a polícia, confessou ter matado Anderson, a mando do irmão mais velho.

O motivo do crime seria uma traição de Anderson, que estaria mantendo uma relação amorosa extraconjugal. Ao prestar depoimento, Lucas se contradisse e teria decidido confessar o crime e acusar Flávio de ser um dos mandantes depois que policiais mostraram imagens de câmeras de segurança em que ele aparece na cena do crime. Transtornado, Lucas incriminou Flávio e contou detalhes que estão auxiliando a polícia na investigação do crime, conforme matéria de O Globo.

MALDADE OU LOUCURA

Apesar da distância temporal entre os dois crimes, é notável que tenham elementos tão próximos, a exemplo da condição familiar e parentesco dos envolvidos. Entretanto, o fato de serem dois casais de pastores não acrescenta ou reduz em nada as histórias. A violência está em todos os ambientes, em todos os lugares, com autores ou vítimas nas mais diversas camadas sociais, profissões, religiões ou crenças. Tem se espalhado de forma cada vez mais assustadora, mas não é de hoje. Os registros históricos são seculares. As pessoas matam por inveja desde os primórdios da Bíblia. Matam por ambição, por ouro, dinheiro, poder e sexo. Por maldade ou loucura.

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