Depois de meses calado, ex-deputado Lúcio Vieira Lima volta a falar de Herzem e elogia o prefeito de Conquista

O Blog do Anderson publicou, na madrugada desta quarta-feira (26), nota sobre uma conversa que o blogueiro teve com o ex-deputado federal e ex-presidente do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima. No texto de Anderson Oliveira, Lúcio diz que encarou como natural o convite feito pelo vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, para que o prefeito de Vitória da Conquista se filie ao Democratas, mas disse que nunca acreditou nessa possibilidade. “A saída dele [de Herzem] nunca passou pela cabeça de ninguém, tenho certeza que nem mesmo na daqueles que o desejam”, afirmou o emedebista.

Com a matéria, o Blog do Anderson recolocou Lúcio no cenário político local, com repercussão estadual. O site Bahia.ba, por exemplo, foi atrás do assunto e também publicou declarações do ex-deputado federal do MDB, considerado pelo jornalista autor da nota, como “padrinho político do prefeito de Vitória da Conquista”. Para o Bahia.ba, Lúcio repetiu que é natural o convite de Bruno Reis e que isso aconteceu porque o prefeito conquistense seria “um craque”, que está sendo sondado por outros times, a exemplo do Democratas, que estaria debilitado. “Confio muito nele. Ele começa a ter o reconhecimento da população e isso me deixa alegre, de certa forma, muito feliz. Herzem é um craque, é natural que um time quando está debilitado queira se reforçar com craques. Isso só mostra que o MDB está forte”, disse Lúcio.

Como fizera na noite anterior, na conversa com Anderson Oliveira, Lúcio exaltou Herzem e ressaltou que o trabalho dele está começando a se destacar e a ser reconhecido pela população do município. O ex-deputado também projetou que o MDB tem condições de reeleger não apenas o prefeito de Vitória da Conquista, mas também os de Itapetinga, Rodrigo Hagge, e de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, que assumiu o mandato no ano passado com a saída de José Ronaldo para ser candidato a governador.

Aos poucos, Lúcia Vieira Lima vai se reapresentando à política e à mídia estaduais, após ter perdido a reeleição e de a Procuradoria Geral da República ter pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) 48 anos e seis meses de reclusão para ele, em janeiro deste ano, por denúncias de corrupção. O irmão de Lúcio, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, está preso desde 2017 no presídio da Papuda, acusado de corrupção, depois que uma mala com R$ 51 milhões encontrada em um apartamento de Salvador foi atribuída a ele.

Em entrevista ao jornalista José Eduardo, na Rádio Metrópole, de Salvador, Lúcio Vieira Lima disse que foi massacrado, mas nunca se escondeu. “Nesses episódios todos, enquanto uns estão embaixo da cama, eu vou em shoppings, sou abraçado e vou para todos os lugares”, afirmou. E disse que, por óbvio, está triste com a situação do seu irmão, que segue preso na Papuda, em Brasília. “Uma repórter me perguntou se eu estava triste. Eu disse: ‘não, não estou não’. Claro que estou!”.

Na mesma entrevista, Lúcio Vieira Lima comentou sobre as tentativas de tirar o MDB do seu controle. “Todo mundo queria dar um chute no cachorro morto. Achavam que eu seria preso. Questionei de quem foi essa ideia que eu abriria mão do PMDB? Lá é minha casa. Quem não tem casa, vai para rua ou fica órfão. Lá eu tenho meus amigos. Perguntei ao prefeito se isso era da cabeça dele. O prefeito disse que não. Ele tirou mil quilos de minha costa. Na política um atribui a um e a outro e eu soube pelos jornais. Eu fui massacrado”, relatou, segundo o site Metro 1.

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