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Com Castro Alves em destaque, Fligê se consolida como espaço de promoção de educação literária

São apenas quatro edições, mas já se pode dizer que a Feira Literária de Mucugê – Fligê é um evento consolidado. Seria em si, um destaque na agenda cultural do interior da Bahia apenas pelo fato de reunir literatura e Mucugê, uma das cidades mais bonitas e aconchegantes da Chapada Diamantina. Entretanto, a feira assume papéis para além de ser um evento que atrai gente de várias partes do estado – e até de fora da Bahia. Dois deles foram ressaltados em entrevista da curadora da Fligê, Ester Figueiredo, distribuída no começo da semana à imprensa.

Na entrevista, Ester enfatiza o papel de formação de leitores e, mais que isso, a participação do público. Ela comenta sobre a aderência da comunidade do entorno da Chapada Diamantina ao projeto e diz que é visível o conhecimento literário, não apena durante o evento, mas também após a sua realização.

Outro ponto destacado por Ester Figueiredo na entrevista é sobre a importância da escolha por feira em vez de festa, para definir o evento. Para ela, feira combina mais com o lugar, com as pessoas. Uma feira é  espaço de troca, pedidos, onde o troco e as cores refletem a cultura local. “Esse lugar acolhe a produção literária brasileira, e já, na sua quarta edição, em diálogo com escritores internacionais”.

POETA

A curadora da Fligê também revela a razão da escolha de Castro Alves como homenageado da 4ª edição. Segundo ela, a homenagem ao poeta já tinha sido pensada em outras edições. Castro Alves estará sendo apresentado nesta edição “como o escritor de vida breve e longa existência, sob o aporte de sua dimensão do poeta abolicionista, do poeta romântico, do autor de textos teatrais, do performer e outras faces de sua produção”.

Ester explica que a Fligê procurou autores cuja obra tenha Castro Alves como mote. “Assim, temos o Saulo Dourado, o Edvard Passos, a Adelice Sousa, Breno Fernandes que exploram traços biográficos e ou históricos e ficcionais em Castro Alves em romances, contos, peças teatrais”. No âmbito da circulação e mercado editorial, ela destaca as presenças de dois escritores premiados, Mailson Furtado, prêmio Jabuti 2018 de livro e poesia, e Itamar Vieira Júnior, prêmio Leya 2018. Jarid Arraes e Noemi Jaffe também estão na programação em conversas e lançamentos de livros.

A Fligê é o único evento literário nacional que possui um selo de publicação: o Selo Fligê, em coedição com a Alba Cultural, editora da Assembleia Legislativa da Bahia. Para a curadora Ester Figueiredo, nesta edição, essa iniciativa deve se consolidar, o que significa que obras literárias devem ser lançadas em breve, a partir da feira.

Realização em parceria do Instituto Incluso, Coletivo Lavra e Governo do Estado, com patrocínio do Governo Federal, a Feira Literária de Mucugê começa nesta quinta-feira (15) e vai domingo (18), na cidade histórica de Mucugê, Chapada Diamantina.

Público na Fligê do ano passado
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