Homem tenta se passar por agente federal e é preso com simulacro de pistola e munição, em Conquista

Um homem já conhecido por aplicar golpes se identificando com profissões ou cargos que não tem foi parar no Disep hoje, depois de dar voz de prisão a um advogado, fazendo-se passar por agente federal.

Consta que a história começou quando o homem – depois identificado pelo prenome de Carlos Alberto da Silva Ribeiro – interferiu em uma conversa que o advogado Lucas Silva Rezende estava tendo com o cobrador de um ônibus. Ele e o advogado discutiram e o homem, que afirmou ser agente federal, disse ao advogado que se insistisse em contestar a sua posição lhe daria voz de prisão por suposto desacato.

Diante do que considerou desrespeito e ameaça, o advogado pediu apoio da Comissão de Prerrogativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Foi quando o homem ligou para Polícia Militar e pediu uma viatura, sempre se identificando como agente. Segundo testemunhas, ele não disse agente do quê, nem de onde.

Os policiais militares chegaram e procuraram saber o que havia, mas foram informados que a situação já havia sido resolvida e assim o homem acabou ficando livre.

O advogado Lucas Silva Rezende, então, foi ao Disep registrar a ocorrência da ameaça que teria sofrido e porque queria que o homem fosse identificado. Quando ele estava na delegacia, recebeu a informação de que o mesmo homem estava na agência do Itaú do centro da cidade, para onde se dirigiram advogados da Comissão de Prerrogativas da OAB, acompanhados de uma guarnição da PM, que o abordou.

De acordo com nota divulgada pela comissão, ao ser exigido o documento pessoal do abordado foram encontrados com ele documentos como mandados judiciais com indícios de falsificação, simulacro de arma de fogo, munição, diversos distintivos e cartões de banco com titularidades diferentes. Segundo a PM , Carlos Alberto levava uma pistola de ar comprimido e um distintivo de identificação de Perito Civil na cintura.

Diante da ocorrência, a advogada Suilane Novais, Membro da Comissão de Prerrogativas da OAB, deu voz de prisão a Carlos Alberto, que foi encaminhado para a delegacia, para lavratura do flagrante.

O falsário foi preso em flagrante por tentar se passar por agente federal, por ameaçar de prisão o advogado e por posse ilegal de arma de fogo, crimes definidos no artigo 296, parágrafo 1°, III, e artigo 328, caput, ambos do CPB e artigo 14 da Lei de Armas.

 

 

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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