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Política

Eleições 2020 | Deputado Waldenor Pereira começa a assumir intenção de ser candidato a prefeito de Conquista

“Eu já manifestei, em algumas oportunidades, que estou sentado no banco de reserva. Não tenho nenhuma pretensão de disputar com Zé Raimundo e com Guilherme, que as pesquisas que se realizam apontam claramente que eles são os dois candidatos prioritários”. (Waldenor Pereira, ao Blog do Anderson, em 8 de setembro de 2019)

Enquanto o prefeito Herzem Gusmão (MDB) prefere não falar de eleição e afirma só estar pensando em trabalhar e realizar obras, os demais nomes colocados como possíveis pré-candidatos a disputar o lugar que hoje é dele se movimentam e tentam ocupar seus espaços na mídia e no cenário político.

Assim é que Ivan Cordeiro (PSL) sobe esta semana a Brasília onde se encontra com a deputada Dayane Pimentel e outras lideranças, buscando uma maior aproximação com o presidente Jair Bolsonaro, que faz parte do mesmo partido. Ivan tomou como bandeira a oposição ferrenha ao PT e ao governador Rui Costa, além, claro, da defesa do governo Bolsonaro.

No mesmo campo bolsonarista se mexe o vereador David Salomão, do PRTB, que contesta a liderança de Dayane, rivaliza com o PSL, mas foi um dos primeiros a defender o nome de Bolsonaro em Conquista, ainda quando ele era pré-candidato. Na Câmara, Salomão assume pautas populares, muitas polêmicas, como o projeto proibindo blitz do IPVA no município, que lhe rendem repercussão e apoios.

No PSOL, sigla que pretende surpreender na eleição do ano que vem, os debates se sucedem, assim como entrevistas e palestras em que se propõe como alternativa aos campos políticos tradicionais. O PSOL tem dois nomes mais destacados, do ponto de vista de quem olha de fora para dentro, os professores Euvaldo Cotinguiba e Mozart Tanajura Júnior.

Todas as siglas acima – além de PCdoB e PSB, de onde não se acredita saiam candidatos a prefeito, pelo compromisso com o PT e em razão do projeto comum de retorno de uma frente de esquerda para a prefeitura, derrotando Herzem -, estão no meio da disputa mais clara, mais certa de acontecer, entre o atual prefeito e o PT. A questão é saber quem do PT.

Como antecipamos aqui, a eleição interna para eleição do diretório municipal e escolha do novo presidente daria um sinal de qual será a escolha do partido para tentar voltar ao poder em Vitória da Conquista por 20 anos seguidos, 13 com Guilherme e sete com José Raimundo. Muita gente pensou que seria uma eleição apertada, com pequena diferença de votos entre os dois candidatos a presidente. Foi uma goleada, 711 votos contra 354, mais que o dobro, a favor do candidato Isaac Bonfim, membro do mesmo coletivo dos deputados e assessor dos dois.

Claro que nenhuma liderança petista assume e muitos contestam e criticam o BLOG por afirmar que, sim, o grupo de Waldenor e José Raimundo saiu muito mais forte e vai trabalhar – e isso é legítimo – para assegurar que um deles dois seja o candidato. José Raimundo disse, mais de uma vez, que não é ele. Pelo menos se depender apenas de sua vontade. Já Waldenor disse que se depender da vontade dele mesmo, será o candidato, mas não depende. E ele coloca duas condições óbvias: ter o apoio de Guilherme, que seria um dos dois candidatos prioritários do PT, e do povo de Vitória da Conquista. Na verdade, ele disse apoio de Guilherme e de José Raimundo. Mas, o do deputado estadual ele já tem.

Por apoio do povo entenda-se “se meu nome aparecer bem nas pesquisas”. A esta altura tem gente perguntando por que na última pesquisa feita pelo PT, em cooperação com empresários e até adversários, o nome de Waldenor não foi colocado?

Em levantamento feito em janeiro deste ano, com 644 entrevistados, só houve um cenário com pergunta estimulada – aquela em que o pesquisador apresenta os nomes dos possíveis candidatos e o entrevistado indica um. E neste cenário, equivocadamente, foram colocados cinco nomes do PT, Guilherme Menezes, José Raimundo, Waldenor Pereira, Fernando Jacaré e Professor Cori. Como não poderia ser diferente, Guilherme e José Raimundo receberam mais indicações, 22,51% e 22,81%, respectivamente, um empate técnico. Waldenor e Jacaré somaram 3% e Cori teve 1%. Entretanto, é importante destacar que Waldenor e Jacaré são do mesmo grupo que José Raimundo, dividem de escritório a emendas.

Em junho, outra pesquisa foi feita, pelo mesmo instituto, daquela vez, ouvindo 420 pessoas e apresentando quatro cenários diferentes. Mas, sem Waldenor. No primeiro, Guilherme e José Raimundo presentes, tiveram 24,04% e 27,85%, nesta ordem. Separados, José Raimundo continuou pontuando melhor, com 35,95%, tendo Guilherme 33,09%, em cenários em que disputavam com os mesmos adversários, cada um à sua vez. Como numa pesquisa com 420 amostras, sobre um universo de 221.000 eleitores (referência 2018), a margem de erro não é menor que 5 pontos percentuais para mais ou para menos, pode-se dizer que, mais uma vez, os dois principais nomes do PT conquistense empatam tecnicamente em intenções de voto.

Mas, ao levar em conta esses resultados, pode-se dizer, também, considerando as indicações do primeiro cenário (24,94% | 27,85%) que tem gente que votaria em Guilherme mas não votaria em Jose Raimundo, e vice-versa, daí o resultado somado das intenções de votos aos dois, 52,79%, não se repetir quando eles foram separados em cenários distintos. Ao mesmo tempo, e é esta a aposta dos que acreditam que Waldenor Pereira também tem chance contra Herzem, a diferença entre a soma dos dois e as intenções de votos dadas a cada um, em separado, não migra para seu principal adversário, mas quase dobra a quantidade de indecisos.

É por esta janela que Waldenor quer colocar a cabeça de fora. Para que ela se abra suficientemente, porém, além de destravar as fechaduras internas, Waldenor sabe que há um fator externo fundamental: a popularidade do prefeito Herzem Gusmão. Esta seria a chave. O PT acredita que a situação eleitoral de Herzem seja a pior possível neste momento e não há fé de que melhore no horizonte da eleição de 2020. Nessa condição, se ouve que “até Waldenor ganha”. Os herzistas garantem que os cenários mostrados nas duas pesquisas, se um dia foram verdade, já não representam a realidade, a popularidade do prefeito estaria crescendo e a confiança na reeleição se instala nos corredores das prefeituras (são duas, uma no centro e outra no bairro Brasil) e dos órgãos municipais.

A ver.

Leia sobre a pesquisa de junho mencionada AQUI e AQUI.


FOTO: WALDENOR AO LADO DE ISAAC BONFIM, PRESIDENTE ELEITO DO PT COM SEU DECISIVO APOIO (CRÉDITO: BLOG DO RODRIGO FERRAZ)

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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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